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E essa conquista é de todos nós. Vocês estiveram com a gente desde o começo. Acreditaram, acompanharam, vibraram, criticaram, fortaleceram e ajudaram a construir tudo isso com a gente.
É graças a essa comunidade que hoje a CazéTV pode seguir trazendo os maiores eventos do mundo para todo brasileiro assistir, ao vivo e de graça, no YouTube.
Então já sabe: os craques do presente, os grandes jogos, as seleções mais pesadas da Europa e todos os momentos de uma das maiores competições do mundo agora têm casa nova.
A Euro 2028 vai ser inteira na CazéTV. ❤️
Obrigado por fazerem parte dessa história.
E se tem Copa… esqueceeeee! 🫵
O surgimento de Haaland não é acidente. A Noruega vem tendo um salto esportivo em diversas áreas, com destaques que vão do xadrez ao tênis.
Nas Olimpíadas de Inverno, em que sempre foram dominantes, ampliaram esse domínio e bateram o recorde de ouros em 2026.
Parte desse sucesso esportivo vem do fundo soberano norueguês, o maior do mundo, estimado em US$ 2 trilhões e criado para reinvestir na sociedade norueguesa o lucro da exploração estatal de petróleo do país.
É algo curioso de se pensar porque, se fosse um país árabe se desenvolvendo no esporte com ajuda da exploração de combustíveis fósseis, certamente haveria uma discussão sobre sportswashing. Mas não é assim que se costuma olhar pra Noruega.
Aliás, até 2025, a Equinor, estatal norueguesa de petróleo, era patrocinadora oficial das federações de esqui e de futebol do país. É comum que empresas do ramo invistam em esporte e associem sua marca às boas memórias esportivas, não ao dano ambiental que causam e à crise climática que se acentua a cada ano.
Temos visto, por exemplo, a Aramco, petrolífera estatal saudita, aparecer em todos os jogos desta Copa. É uma patrocinadora oficial da FIFA. É fácil denunciar a Arábia Saudita, mas essas críticas parecem sumir quando se fala da Noruega.
Em conversas sobre a Noruega, temas comuns são seu robusto estado de bem-estar social - e mais recentemente, sua máquina loira de fazer gols. O conceito de sportswashing não é justamente mudar o assunto sobre seu país?
A sociedade norueguesa é admirável em alguns aspectos, mas o mundo é complexo. Em 2018, por exemplo, a Norsk Hydro, empresa de produção de alumínio que pertence em parte ao Estado norueguês, admitiu ter causado danos ambientais ao Brasil no descarte de água em rios do Pará.
A responsabilidade na gestão da crise climática é global. No governo Lula, a Noruega voltou a contribuir com o Fundo Amazônia, uma iniciativa do Brasil pra que países ricos e industrializados ajudem no combate ao desmatamento na região.
Mas é o suficiente, se a produção de barris de petróleo continua crescendo na Noruega?
Ao observarmos seleções sul-americanas em campo, é comum surgir o questionamento: "onde estão os negros da Argentina?". É uma ausência que reflete a própria demografia do país, que tem cerca de 1% da população com raízes africanas.
Isso se deve ao processo de apagamento de uma comunidade que já foi bem numerosa, mas deixou várias raízes. A mais marcante delas é o tango.
O tráfico de negros escravizados para a América do Sul também foi grande nas províncias espanholas do Rio da Prata. Havia cidades no que hoje é o território argentino com 50% de população negra. Assim como no Brasil, o impacto cultural foi enorme, com influências em diversas áreas.
A população negra levada à região do Rio da Prata era principalmente das regiões de Angola e do Congo. O ritmo musical que se desenvolveu por lá, o candombe, ainda é muito forte no lado uruguaio, inclusive no carnaval.
"Tango", a princípio, era uma palavra para reuniões de pessoas negras para dançar, que logo se tornaram proibidas. A mistura do candombe com outros ritmos europeus, indígenas e com o habanero, de Cuba, formou o que se tornaria um dos maiores símbolos culturais argentinos. Os uruguaios, aliás, contestam, e também afirmam que o tango surgiu do seu lado do Rio da Prata.
Com o tempo, a Argentina embarcou em um processo de apagar a sua população negra. Usou os negros como bucha de canhão nas guerras de independência e do Paraguai, fez com que ela fosse confinada em áreas de risco onde havia várias epidemias, trouxe um enorme fluxo de imigrantes europeus para ajudá-la a se dissipar geneticamente. Um apagamento que resultou na demografia atual do país.
Já houve jogadores argentinos negros de sucesso, inclusive na seleção. Mas eles são raros e estão totalmente ausentes em 2026.
A Argentina encontra hoje Cabo Verde, um país africano, na Copa do Mundo, em um confronto de etnias diferentes, mas raízes culturais muito mais próximas do que se imagina.
A Seleção Francesa, historicamente, é formada por filhos de imigrantes ou nascidos em outros países com ligação colonial com o País.
Just Fontaine nasceu no Marrocos;
Raymond Kopa era filho de poloneses;
Michel Platini é filho de italianos;
Zinedine Zidane é filho de argelinos.
Sempre foi e é considerado normal, afinal, todos eles são franceses por direito. Por que agora o Zé Brasilóide tá incomodado com isso?
A resposta tá bem clara né? Mas a galera jura que não é isso.
A Deputada Federal Erika Hilton (@ErikakHilton) informou que encaminhou denúncias contra a Sony à Secretaria Nacional do Consumidor para que sejam investigadas as práticas envolvendo a propriedade dos jogos digitais e o fim da mídia física no PlayStation, diante dos prejuízos que essas mudanças podem causar aos direitos dos consumidores.
Entre os principais pontos levantados estão:
• Na maioria dos casos, jogos digitais não são vendidos ao consumidor, mas apenas licenciados. Isso significa que o acesso ao conteúdo pode ser perdido caso a empresa encerre contratos ou altere suas políticas, como já aconteceu com conteúdos digitais adquiridos na PlayStation Store.
• A discussão se aproxima da proposta do movimento internacional Stop Killing Games, que busca garantir leis que protejam a propriedade digital, a preservação dos jogos e os direitos dos consumidores. Uma aproximação entre a parlamentar e o Stop Killing Games, somada ao apoio da comunidade brasileira de jogadores, criadores de conteúdo e entidades de defesa do consumidor, poderia fortalecer ambas as iniciativas e ampliar a pressão por uma legislação que garanta mais direitos aos consumidores brasileiros.
• A parlamentar alerta para um futuro em que os jogadores deixem de construir um acervo próprio, passando a depender exclusivamente de licenças e serviços por assinatura para acessar seus jogos.
• Os modelos do PlayStation 5 com leitor de discos continuam sendo vendidos por um preço superior ao modelo digital. Como o console ainda deve permanecer no mercado por vários anos, mesmo após o lançamento de um possível PlayStation 6 totalmente digital, a expectativa é que a Sony mantenha a funcionalidade da mídia física enquanto ele continuar sendo comercializado oficialmente.
• Também há preocupação com jogos anunciados para o PlayStation 5 que possam acabar sendo lançados apenas em formato digital, apesar de o console ter sido promovido com leitor de discos.
• O fim da mídia física pode fortalecer o monopólio das lojas digitais das fabricantes, eliminar o mercado de jogos usados e acabar com práticas comuns entre os consumidores, como revender, emprestar, trocar ou doar jogos.
• O encerramento da mídia física também pode gerar impactos econômicos, afetando lojas especializadas, distribuidoras, transportadoras, fabricantes de mídias e diversos pequenos comerciantes, colocando em risco milhares de empregos ligados ao mercado físico de games.
Diante desses pontos, Erika Hilton defende que os órgãos responsáveis investiguem o caso e adotem medidas para proteger os direitos dos consumidores.
o brasileiro médio é tipo:
- políticos inúteis que não fazem nada por nós
aí uma figura política decide agir pelos interesses deles e eles começam a reclamar aos montes
mas é engraçado, porquê se fosse um desses vermes de direita seria tratado como o salvador da pátria
Erika Hilton, deputada federal e integrante da Comissão de Defesa do Consumidor, anunciou que encaminhará à Secretaria Nacional do Consumidor as denúncias recebidas sobre a decisão da PlayStation de encerrar a mídia física para novos jogos.
Segundo a parlamentar, a medida pode prejudicar os consumidores, já que a Sony continua vendendo consoles com leitor de discos por um preço mais alto, criando a expectativa de que esse recurso continuará útil nos próximos anos.
Erika defendeu uma atuação dos órgãos de defesa do consumidor diante da mudança e afirmou que a indústria caminha para um cenário em que os jogadores terão cada vez menos controle sobre os jogos que compram.
🎮 SEM JOGUINHO COM OS CONSUMIDORES!
Estou encaminhando à Secretaria Nacional do Consumidor as denúncias que recebi sobre o anúncio do fim dos jogos em mídia física pros consoles PlayStation.
Há problemas evidentes nisso: os consoles vendidos hoje contam com o leitor de mídia física e continuam sendo vendidos. Inclusive, os consumidores pagam a mais pelas versões com leitor de mídia física.
Ou seja, há o compromisso implícito de que este leitor terá utilidade nos anos que virão.
Outro problema evidente diz respeito aos jogos já anunciados, mas que ainda não foram lançados.
Será que a Sony utilizou-se de algum jogo futuro que só será lançado em mídia digital para fazer marketing do console PlayStation 5, que conta com leitor de mídia física? Essa é uma apuração que precisa ser feita.
É grave também a questão da posse do jogo. Os jogos em mídia digital, na maioria esmagadora dos casos, não são "vendidos". Eles são "licenciados" para o consumidor mediante pagamento.
E as empresas distribuidoras desses jogos se reservam ao direito de cancelar essa licença a qualquer momento. Assim, um jogo pode simplesmente sumir da biblioteca digital do consumidor que achou que comprou o jogo.
A venda exclusivamente digital de jogos também fortalece o monopólio das lojas de cada empresa de consoles. Os consumidores terão direito de revender ou emprestar seus jogos digitais? Suspeito que não.
A minha compreensão é que tudo isso já aponta a necessidade de uma atuação proativa por parte dos órgãos de defesa do consumidor contra o fim da mídia física.
Mas também há um grande problema futuro, que precisa ser enfrentado desde já:
A tendência atual, com os movimentos monopolistas da Microsoft, as práticas anticonsumidores da Sony e os ataques judiciais da Nintendo contra quem preserva os arquivos de jogos que não estão mais disponíveis para compra, é de um futuro onde os jogadores não terão mais seus próprios acervos de jogos.
Existirão apenas assinaturas, com mil níveis e preços diferentes, com anúncios no meio dos jogos e as piores práticas possíveis. O console, comprado pelo consumidor, só terá utilidade mediante a venda casada de uma assinatura.
Eu, enquanto parlamentar, enquanto membra da Comissão de Defesa do Consumidor e enquanto alguém que tem apenas um jogo em sua biblioteca, GTA, e viciada em fazer apenas a missão do avião, não aceito essa possibilidade.