Então você quer dizer que, em algum momento da sua árvore genealógica, alguém sobreviveu a meses acorrentado no porão de um navio negreiro cruzando o Oceano Atlântico rumo ao Brasil.
Resistiu à fome, às doenças e à violência durante uma viagem em que milhares morreram antes mesmo de enxergar terra firme.
Ao desembarcar, perdeu o próprio nome, foi separado da família, impedido de falar sua língua e de praticar livremente suas crenças. Trabalhou do nascer ao pôr do sol nos canaviais, nas minas de ouro, nas lavouras de café e nas fazendas, enquanto via pais, mães e filhos serem vendidos como mercadorias. Mesmo assim, encontrou forças para preservar tradições, transmitir histórias e manter viva uma cultura que tentaram apagar.
Depois de séculos de escravidão, sobreviveu para ver a liberdade chegar em 1888, mas descobriu que ela veio sem terra, sem escola, sem indenização e sem oportunidades. Enfrentou o preconceito, a pobreza, a exclusão e precisou recomeçar praticamente do zero.
Ainda assim, trabalhou, construiu uma família, criou filhos, netos e bisnetos, para que um dia alguém pudesse viver uma realidade melhor. Cada geração suportou dificuldades que hoje parecem impossíveis de imaginar.
Houve quem resistisse aos castigos, quem fugisse para quilombos, quem protegesse a própria cultura em silêncio, quem lutasse por direitos, quem aprendesse a ler quando isso lhes era negado e quem jamais deixasse de acreditar que os filhos teriam uma vida diferente.
E, apesar de tudo isso, alguém da sua linhagem resistiu a todas essas épocas para garantir que você chegasse até aqui.
Mas basta receber uma rejeição, enfrentar um obstáculo, perder um amigo, ouvir um “não” ou ser deixado de lado para pensar em desistir? Como você ousa sequer cogitar essa ideia?
Pessoas cujos nomes talvez nunca cheguem até você sobreviveram ao impossível, geração após geração, para que hoje você tivesse a chance de sonhar, escolher o próprio caminho e construir a própria história. Não desperdice a oportunidade que eles nunca tiveram. Não ouse desistir. A resistência corre nas suas veias. Afinal, desistir nunca fez parte da história de quem tornou a sua existência possível.
✍🏻IG | historiaemimagens
Somos hermanos, carajo! Todo ato racista deve ser condenado, independente da nacionalidade de quem o pratica. Resumir a Argentina a um grupo de pessoas e generalizar não é a forma correta. O racismo existe tanto lá, quanto no Brasil, que é um país estruturalmente racista.
Eu sonho com uma grande integração do nosso continente, a sua libertação do sul ao norte. Para finalizar: eu conheci e sigo conhecendo a Argentina pela voz de Mercedes Sosa, Cafrune, Guarany, Facundo Cabral, Milo J e tantos outros, que vão além dos argentinos que se acham europeus.
🏳️🌈 O Republicanos PERDEU na justiça contra a Urna Viada!
Sim, um dos maiores partidos da direita, o partido de Damares Alves e Tarcísio de Freitas, não apenas processou a urna eletrônica inflável antropomorfizada LGBTQIA+ da Avenida Paulista, como conseguiu perder o processo!
O motivo do processo? Para o Republicanos, a campanha para incentivar pessoas LGBTQIA+ a votarem deveria ser considerada um crime eleitoral. É sério.
Essa é a direita brasileira. São contra o direito ao voto das mulheres, são contra pessoas LGBTQIA+ votando, são contra a urna eletrônica e são contra a própria democracia.
Felizmente, contra os advogados de um partido político, a Urna Viada, essa nossa heroína de corpo quadrado, que nasceu sem uma divisão clara entre seu torso, seu pescoço e sua cabeça, que tem um painel de números fixado em sua pele e mesmo assim segue sorrindo, saiu vitoriosa.
Que nossa comunidade siga lutando, derrotando os intolerantes e votando!
Poxa, quem diria que isso iria acontecer!? Trans de direita que sofreu preconceito, gay de direita que foi barrada no evento do PL, mulher de direita que sofreu machismo, negro de direita que sofreu racismo, quem diria que o partido que propaga o ódio pudesse fazer essas coisas!?
Fabiana e Ieda passaram nove dias desaparecidas até serem encontradas mortas, enterradas em uma área de mata.
O Brasil continua sendo um país onde mulheres são assassinadas todos os dias. E quando essas mulheres são lésbicas, o silêncio e a invisibilidade também fazem parte da violência. Fabiana e Ieda não podem ser apenas mais um caso.
Este crime de lesbofobia precisa ser investigado com seriedade, porque combater crimes de ódio também é responsabilidade do Estado. Justiça não pode ser seletiva.
Queremos respostas, responsabilização e o direito de existir sem medo!