Vinte e dois pontos. Vinte e um milhões de visualiza��ões. A imprensa leu como controvérsia ideológica e passou adiante.
Para quem ocupa cadeira de conselho, o manifesto da Palantir é outro objeto. O fornecedor de infraestrutura crítica pôs no papel o que os pares praticam em silêncio. A explicitação é o evento.
Karp pode estar certo. Karp pode estar errado. O eixo saiu do debate moral. O que importa agora é o que o comitê de riscos registrou em ata sobre a exposição da companhia a fornecedores que operam como atores políticos declarados.
Quem adia essa conversa vai encontrá-la adiante, em forma menos gentil.
ousadia criativa. precisão estratégica. – por kim.
O LinkedIn tem um bilhão de usuários no mundo. No Japão, 4,5%.
Não é rejeição tecnológica. Não é atraso. É outra coisa. O Japão opera com uma infraestrutura de confiança profissional que antecede qualquer plataforma digital por séculos. Cartões de visita trocados com reverência. Cervejas depois do expediente que valem mais que qualquer InMail. Threads anônimos no 𝕏 onde competência se demonstra sem precisar ser declarada.
Enquanto o resto do mundo aprendeu a se vender em perfis otimizados para algoritmos de recrutamento, os japoneses seguiram recrutando pelo que sempre funcionou: observação, reputação construída em silêncio, apresentações mediadas por confiança.
A crônica que publico hoje acompanha Kenji, um founder fictício de Shibuya que nunca instalou o LinkedIn e recruta sua equipe inteira por DMs no 𝕏. Não é uma história sobre tecnologia. É sobre a arrogância silenciosa de assumir que existe uma única gramática profissional possível e que o Vale do Silício a escreveu.
ousadia criativa. precisão estratégica. – por kim.