Só hoje li as análises sobre a minha ida ao Jornal Nacional. Muita gente ficou assustada, me tratando como um ditador em potencial de fala refinada. Peço calma.
O país a que dirijo minhas palavras se apega mais aos óculos de funkeiro do Nikolas, às mentiras sentimentais do Lula, ao coaching do Cury e à burrice bolsonarista do que a qualquer noção de autorrespeito e glória.
Estamos num buraco moral sem precedentes: viciados em tigrinho, bet, scrolling infinito, influenciador de rifa, vendedor de curso online, prostituição digital, reality show e música ruim. As pessoas vendem o voto e tomam decisões políticas de curto prazo. Eu proponho responsabilidade pessoal, senso de sacrifício e construção de horizonte histórico. Proponho uma glória que não se realiza no mês seguinte.
Caros amigos, portanto, convenhamos: nada disso tem a ver com a norma social vigente no país. Qualquer analista sabe disso.
Então por que diabos se preocupam tanto?
Fiquem de olho nos bots contratados pelo Flávio. Na máquina turbinada por emendas sob controle do Centrão. No lulismo de resultados que usa vale-gás para comprar voto. Nos milhares de perfis pró-Marçal que se engajaram na campanha do Cury — aquele que realmente vai disparar nas pesquisas.
Por que tanto medo de alguém que claramente só tem um livro na mão e meia dúzia de militantes online? No papel, incluindo Zema e Caiado, somos os mais fracos e menos estruturados. Não temos dinheiro. É fato público e notório. Minha retórica é interessante, mas não ressoa com a maioria do eleitor. É o que todos dizem por aí.
Entretanto, para a imprensa e os analistas, a candidatura da Missão é o maior dos problemas e a mais terrível das ameaças. Vi gente apavorada com a minha ida ao Jornal Nacional! Para muitos especialistas, nasceu ali um ditadorzinho, um sujeito perigoso inspirado em El Salvador e outras coisas deveras perigosas.
O medo não bate com a sensação de segurança que as pesquisas deveriam lhes trazer: em tese, tenho 3% na Quaest, e logo mais o tempo de TV entra em campo e serei devorado pelos grandes. Eles tem redes maiores, também. Serei presa fácil para estruturas mais complexas e poderosas.
Também dizem que minhas ideias são ridículas. Bomba atômica, desfavelização, estado de defesa… tudo isso vindo de um cara que — maior das ousadias! — gostava de sair com mulher bonita quando jovem. São coisas que não deveriam se sustentar, e na prática ocupariam um espaço anedótico no jogo político como algum louquinho da UP ou do PCO.
Vi aqui, aliás, e meu número é o mesmo do Padre Kelmon. É 14.
Por isso, antes de tudo, peço calma.
Tem tudo pra dar errado.
O cara é bom demais! Tá deitando no Tralli e na Renata
Tá refutando tudo e fazendo os 2 mudarem de assunto toda hora pra não ficar feio kkk
#RenanNaGlobo