Chegou o momento de gastar a sola do sapato... vou deixar um formulário nos comentários para quem quiser receber o nosso time no seu município.
EU VOU ATÉ VOCÊ!
Confesso pra vocês que nunca tinha dado bola pra Limão Rosa porque, sei lá, ser uma personalidade política popular parecia uma forma enviesada de angariar fãs pra sua banda de rock. Mas ontem, no show após o congresso, fiquei positivamente chocado com a qualidade da música. Especialmente porque eu sempre fui fã do rock alternativo dos anos 90 - meu filme sobre música favorito é "1991: The year punk broke" -, a galera pós-shoegaze, Dinosaur Jr, Sonic Youth etc, e a cena alternativa underground atual. E a Limão rosa parece se inserir mais ou menos nesse contexto, que, aliás, é um contexto mais importante do que parece pro ocidente contemporâneo. Seu som é uma coisa extremamente punk rock no fundo, crua, verdadeira, rasgada, sem teatros, mas ao mesmo tempo cheia de experimentos estéticos e um interesse genuíno pela arte, isto é, uma música que não é pura música-protesto. Por outro lado, também não é parado no tempo: dialoga com a cena alternativa dos anos 2010/2020. Como não reconhecer, principalmente no timbre da guitarra (que apesar disso é bem original), o som de um Boogarins? Este é mais psicodélico, mas o noise pop/indie rock de um gorduratrans ou até mesmo de um Lupe de Lupe (apesar desta ser uma banda bem ruinzinha) está sendo trabalhado também, um tipo de resposta a essa estética. Na verdade, me parece que Limão Rosa é uma resposta à "cena alternativa" brasileira falida. Uma nova proposta, uma revitalização, que pega todos esses elementos de um cenário tipicamente de esquerda fodida e fracassada e os ilumina com os raios de sol de uma glória cultural já em curso. Nesse sentido, a ascensão de Renan Santos e a musicalidade da Limão Rosa são indissociáveis. Uma mesma resposta à biografia política e à biografia musical. Belo trabalho. Fiquei muito contente por essa surpresa. Parabéns, Renan.
Penso que o período entre 2014 e 2018 foi (pelo menos na história do pensamento popular brasileiro sobre política) extremamente economicista.
Você só era considerado "DIDIREITA" se abraçasse uma visão econômica laissez-faire. Se fugisse disso, virava "comunista". Hoje o que define alguém como supostamente "de direita" é uma cosmovisão mais ampla, que abarca outras dimensões, o que aos meus olhos é extremamente positivo. Todavia, hoje boa parte da direita adota uma cosmovisão quase que reacionária.
Ao meu ver essa guinada reacionária não nasceu daqui. Ela é (em boa medida) importação de ideias estrangeiras, de um espírito do tempo que se formou na Europa e nos Estados Unidos e que chegou ao Brasil já pronto, já embalado, pedindo apenas para ser vestido com bandeira verde-amarela.
As pautas, os inimigos, os vocabulário de guerra cultural... Quase tudo veio de fora. São poucos os movimentos de direita que efetivamente olham para o Brasil enquanto Brasil, que partem da nossa formação, das nossas contradições, da nossa história, para pensar o país (quantas pessoas da suposta "nova direita" que surgiu falam por aí de Cascudo ou Freyre, por exemplo?). A maioria prefere repetir um roteiro alheio, como se o Brasil fosse apenas um capítulo tardio de uma disputa que começou em outro lugar. Mas isso já é um grande avanço quando comparado com o que víamos em 2014-2018.
Apesar das suas limitações, a esquerda moderna (por estar no jogo político brasileiro desde 1988, diga-se de passagem) consegue pensar o Brasil a partir do Brasil, ou pelo menos tenta. Essa atitude cria uma ideia de nação muito forte, que acaba atingindo as massas de um jeito muito mais interessante do que aquilo que a direita costuma oferecer.
Os exemplos não faltam: o PT soube se apropriar do futebol, do carnaval, da mesa farta, da imagem do trabalhador que ascende sem deixar de ser quem é. Lula virou símbolo antes de virar presidente, porque encarnava um Brasil que o brasileiro reconhecia como seu. Até a arquitetura de Brasília, o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida... Tudo isso é política pensada como projeto de nação, não como somente como uma importação de uma pauta estrangeira. É por isso que a esquerda, mesmo perdendo eleições, nunca perdeu totalmente a narrativa: ela conseguiu convencer o brasileiro de que representava o Brasil de verdade.
Tanto que a eleição de Bolsonaro só foi possível porque ele abraçou um ufanismo sem pé nem cabeça: um verde-amarelo emprestado, que imitava o gesto sem ter a raiz. Mas isso já é outro papo.
É OFICIAL!
A Missão tem o orgulho de anunciar Renan Santos como nosso candidato à Presidência da República e Aroldo como candidato a vice-presidente.
Chegou a hora de apresentar um projeto que enfrente os privilégios, reforme o Estado e coloque o Brasil de volta no rumo certo.
@Linkimundo@TeenDust5 Professor Kabum deixou claro "eu acho", suas opiniões pessoais não refletem o movimento. E mesmo assim ele está certo, o ocidental mesmo quando "conservador" é em grande medida um liberal.
TEREMOS CANDIDATO A GOVERNADOR DE SP!!! Renan acaba de anunciar numa entrevista horas atrás que falta poucos detalhes para o anúncio do candidato!!!!
📹: @sbtnews