Eu poderia escrever muito sobre o filme #oagentesecreto, vou me ater ao aspecto que mais me sensibilizou: a perseguição à pesquisa nas Universidades públicas, aos funcionários públicos e isso não se restringe apenas à época da ditadura. O período atual é de estrangulamento. Na UERJ tudo o que conseguimos foi com luta, avizinha-se uma greve de docentes e técnicos pela recomposição salarial (atenção, não é por aumento) e por outras situações dramáticas que viraram cenas cotidianas, como a falta de verba para a manutenção de laboratórios, bibliotecas, https://t.co/Q9Doa70jVt não defendermos a Universidade… o agente secreto fez isso. Assistam.
E como hoje é aniversário do Rio de Janeiro, eis dois livros da minha coleção sobre a Cidade Maravilhosa, porque tenho orgulho de ser carioca da gema. O História das ruas do Rio eu sempre consulto quando leio a ficção do século XIX, pois traz estudo detalhado sobre a mudança da geografia e dos nomes das ruas da cidade. O outro tem mais de 60 anos, é uma linda edição comemorativa do quarto centenário de fundação, com textos de Bandeira e Drummond. #aniversárioRiodeJaneiro
Imagine se eu também não teria a minha historinha com Dennis Carvalho, que na foto interpreta Netinho, o ambicioso dono de uma agência de publicidade modesta, erguida com a ajuda da personagem Gigi, de Sandra Barsotti (com ele na imagem), que o ajuda no negócio e depois é trocada por Vilma, a filha do poderoso Salviano (Lima Duarte), quando Netinho, sem querer, descobre Lucinha (Betty Faria), que será a modelo e a paixão principal do empresário da Centauro. Dois anos depois que essa novela foi ao ar, estimulada por uma vizinha que fazia figuração na Rede Globo, eu, aos 13 anos, fui com mais duas coleguinhas da mesma idade, Juciara e Rosimeri, sozinhas (!), visitar a Rede Globo. Claro que não conseguimos entrar, lembro que um funcionário nos falou: “O que vocês querem fazer aqui dentro? Eu estou doido pra sair”. De modo que ficamos em frente a um bar que tinha em frente à emissora, que era muito frequentado pelos artistas, dentre os quais, Dennis, que passou por nós achando curiosa 3 crianças paradas em frente à Globo. Passeio frustrante, mas que entrou para a história. #denniscarvalho
A Mocidade divulgou uma justificativa para a nota baixa do desfile que homenageou a Rita. O que eu disse? A jurada avaliou a Rita na caixinha do estereótipo. A criatura não deve saber que ela já se vestiu de Nossa Senhora da Aparecida em um show. Tome providências, dona Liesa. #ritalee #mocidade
Eu sempre disse que a Rita merece todas as homenagens. Muitas ela teve em vida, imagino que muitos não saibam, mas ela já foi enredo de uma escola de samba nos anos 1990, em Rio Claro-SP, cidade de sua mãe. O desfile da Mocidade ficará eternizado como uma das mais representativas, a interpretação do carnavalesco Renato Laje - que se declarou um fã de Rita - foi interessante porque não deixou de fora o enfrentamento dela à sociedade da “moral e bons costumes”, com a inteligência, talento e humor que só a Rita tinha. Eu sei que ela diria que sou suspeita pra falar rsrs, mas o que eu desejo mesmo são muitos corações pra ela, como o que a Mocidade trouxe e liberou no céu. ✌🏼
Ontem foi noite de assistir a remontagem de Cordélia Brasil, peça do meu querido e saudoso Antonio Bivar que está em cartaz na Casa de Cultura Laura Alvim, e depois de jantar na maravilhosa e aconchegante cantina Donana com os queridos Leandro e Thiago. A primeira vez que ouvi falar dessa peça, eu nascida no ano do Golpe de 1964, foi na minissérie Anos Rebeldes, dos anos 1990, que também ajudou, em termos de mídia,a minha geração a se atualizar sobre esse período de silêncio. Estou lendo as autobiografias de Bivar, atualmente na que corresponde ao período 1971-1973, Longe daqui aqui mesmo, mas é na do período anterior (Verdes vales do fim do mundo) que ele cita todo o processo de criação, montagem e perseguição da censura à peça. Recomendo a leitura das autobiografias como a da ida ao teatro para assistirem à montagem. Os atores e a direção estão ótimas para uma proposta que não deixa de escandalizar os bons costumes da ditadura dos anos 1960/1970 ou do Brasil com o impacto da extrema direita da eleição presidencial de 2018. É, sobretudo, o destaque bivariano para mulheres fortes e não convencionais, que rechearam as suas outras peças - como Alzira Power e Longe daqui, aqui mesmo. Sigam o perfil desse excelente elenco, hoje tem espetáculo! @cordelia_brasil_