É impressionante como parte do noticiário escolhe as palavras para esconder o que realmente aconteceu.
Ontem, a aula de Fernando Haddad na Unicamp não teve uma simples “confusão entre manifestantes”. Um grupo organizado ligado ao MBL entrou em uma atividade acadêmica para interromper, provocar, gritar acusações e impedir que Haddad continuasse falando.
Isso tem nome: ataque político e tentativa de silenciamento.
Haddad não estava agredindo ninguém. Estava dando uma aula sobre os desafios econômicos e sociais do Brasil. Não era uma briga, um confronto marcado ou um encontro casual entre dois grupos. A ação começou quando integrantes do MBL decidiram invadir o espaço do debate para produzir tumulto, filmar a reação e depois se apresentar como vítimas.
Esse é o método do MBL: provocar, constranger, invadir espaços e transformar agressividade em conteúdo para as redes. Fazem isso em universidades, eventos políticos, manifestações, atividades culturais e até contra pessoas em situação de vulnerabilidade. Depois, parte da imprensa chama tudo de “confusão”, como se todos tivessem a mesma responsabilidade.
Não tinham.
Quando um grupo se organiza para perseguir uma liderança em diferentes eventos, interromper sua fala e intimidar quem está presente, não estamos diante de um debate democrático. Estamos diante de uma estratégia autoritária para impedir o outro de falar.
E é preciso reconhecer a serenidade de Haddad. Mesmo atacado e provocado, ele não perdeu o tom, não abandonou a aula e não entregou ao MBL o espetáculo que eles foram buscar.
A democracia não exige tolerância com quem transforma provocação, intimidação e tumulto em método político. Nomear corretamente o que aconteceu também é uma forma de impedir que esse tipo de violência seja normalizado.
🇺🇸🤑 Os USA só tem duas opções:
- Governo deixar forte recessão acontecer para desinflar ativos e FED poder cortar organicamente.
- Desvalorizar o Dólar propositalmente para maquiar contas públicas e governo poder imprimir mais com inflação ainda alta e o novo indicado do Trump para o FED cortar juros artificialmente.
Não existe outra opção, para cada $2 que o governo Americano aumenta da dívida, está conseguindo gerar somente $1 de PIB.
Outubro e novembro soltaram dados da inflação incompletos para esconder, com a desculpa da briga do orçamento no congresso, não podem fazer isso para sempre.
Por enquanto Trump parece que vai deixar o Dólar derreter, DXY já caiu 10% em 2025, ouro e prata explodindo significa que o dinheiro de verdade do mundo também está apostando no FED cortar com inflação alta.
Quem diria, anjos do apocalipse, esperneavam que Galipolo cortaria Selic na canetada por influência política.
Agora vão ter que engolir o seu garoto de pôster Trump fazendo tudo que a “escola Austríaca” e liberais econômicos mais odeiam.
Vamos ver.
O EVANGELHO SEGUNDO CHARLIE KIRK
Uma reportagem de hoje do New York Times detalha a reação de cristãos conservadores americanos após o assassinato de Charlie Kirk.
Charlie Kirk, fundador da Turning Point USA, era figura central da nova direita evangélica. Para muitos de seus seguidores, ele foi transformado em um mártir: um jovem que uniu fé e política conservadora e que teria morrido por algo maior.
Pastores, ativistas e líderes religiosos o compararam a figuras como Martin Luther King Jr., destacando seu legado de influência entre jovens cristãos e conservadores. Paula White-Cain, pastora próxima a Donald Trump, afirmou que Kirk “combateu o bom combate” (2 Timóteo 4:7). Para admiradores, ele foi um patriota, defensor da família e da fé, inspirando uma geração a assumir valores tradicionais.
A matéria mostra também como o episódio é interpretado como um ataque contra os valores cristãos conservadores nos Estados Unidos, fortalecendo a narrativa de perseguição religiosa e política.
Apesar de retratado como modelo de fé e coragem, Charlie Kirk também ficou conhecido por seus discursos discriminatórios contra mulheres, negros, judeus e imigrantes, posicionando-se de forma oposta ao que, em tese, deveriam ser os princípios de Cristo: acolhimento, compaixão e amor ao próximo.
Sua trajetória demonstra como parte do cristianismo conservador estadunidense passou a confundir fé com ideologia partidária, construindo uma espiritualidade marcada mais pelo combate cultural do que pela vivência evangélica.
O caso de Kirk evidencia uma contradição fundamental: enquanto o evangelho de Jesus aponta para inclusão, serviço e justiça, o cristianismo conservador nos Estados Unidos muitas vezes se expressa em exclusão, nacionalismo e intolerância. Por isso, é possível afirmar que o cristianismo conservador contemporâneo se assemelha mais a Kirk do que a Cristo.
Essa apropriação política da fé reduz o evangelho a um projeto de poder, onde a cruz deixa de ser símbolo de entrega e passa a ser bandeira de guerra cultural.
O assassinato de Charlie Kirk, por mais trágico que seja, escancara essa tensão: ele é lembrado como mártir não tanto por ter encarnado os ensinamentos de Jesus, mas por ter representado fielmente a fusão entre religião e política que caracteriza o movimento conservador cristão atual.
“Essa é minha luta, todo mundo tem uma”
“Jake controle o resultado, depende de vc”
“Sempre dependeu”
Stronger de fundo
“CINEMA”
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Brasil, o incrível país onde pobre acha que é classe média, classe média acha que é rico, rico acha que é americano e evangélico acha que é israelense.