Houve um tempo em que Jair Bolsonaro apareceu na televisão dizendo que o povo brasileiro não pegava COVID, que era “gripezinha”, imitando doentes com falta de ar e dizendo que vacina transformava gente em jacaré.
Agora, anos depois, os mesmos herdeiros desse legado (como a Jojo Todynho), estão nas redes sociais pedindo para as pessoas usarem detergente Ypê CONTAMINADO, proibido pela Anvisa por risco à saúde.
O inimigo muda, o roteiro não. Antes era a OMS, antes era o Butantan. Hoje é a Anvisa de novo ,a mesma que eles já odiavam, convenientemente.
É um movimento que treinou sua base por anos a desconfiar de especialistas, de laudos, de instituições, e agora colhe os frutos numa escala doméstica, silenciosa e cotidiana.
A pandemia matou com ventilador negado. Esse capítulo mata mais devagar! Com alergia ignorada, com risco minimizado, com a certeza inabalável de que obedecer a um alerta sanitário é covardia.
Bolsonaro não está mais no poder. Mas o método segue vivo, de plantão, esperando a próxima briga para começar, mesmo que seja com a Anvisa e um litro de detergente.
Meu irmão, que mora em Marilia, tá desaparecido faz algumas horas e não conseguem achar ele.
Nome dele é João, tem 12 anos, é autista nivel 3 de suporte, e é não verbal.
Quando desapareceu, estava vestindo uma camisa verde. Qualquer noticia, por favor, contatem a policia local