A diferença é bem simples: álcool é um produto que pode causar dependência. A bet online é uma máquina de dependência funcionando 24 horas por dia no seu bolso. Ela é projetada PARA causar dependência.
Uma cerveja não sabe que você está vulnerável, não recalcula sua oferta em tempo real, não te manda bônus quando você tenta parar usando código para isso, se você tenta parar de beber, não aparece uma cerveja na porta da sua casa tentando entrar.
E tem um dado especialmente perverso: segundo a OMS, cerca de 60% da receita do jogo vem das perdas de pessoas que jogam em níveis nocivos. A dependência no caso dos cassinos e bets não é um efeito colateral, é o objetivo.
No Brasil, o Banco Central estimou 24 milhões de apostadores e R$ 20,8 bilhões movimentados por mês já em 2024. O combo: BET + INFLUENCIADOR PAGO COM AS PERDAS + REDES SOCIAIS, é um câncer.
Então não existe incoerência nenhuma em tratar os dois de formas diferentes. Podemos aceitar que proibir álcool, um produto físico consumido há milhares de anos por bilhões de pessoas, produziria um mercado clandestino gigantesco, 1929 está aí para nos lembrar disso e ao mesmo tempo concluir que não precisamos permitir um cassino algorítmico, instantâneo e disponível 24 horas dentro do bolso de cada brasileiro.
“Álcool também faz mal” não é argumento para liberar outra coisa nociva. Senão teríamos que legalizar qualquer produto destrutivo só porque existe um pior.
Vários países não tem bets legalizadas e não sofrem das mazelas que o Brasil tem sofrido.
O mínimo era ter proibido toda a publicidade, já atenuaria 90% do problema, os influenciadores estão jogando seus inscritos no buraco deliberadamente.
A MP não deve parar em pé assim, ela é uma medida eleitoreira que vai ser amplamente discutida. Com a quantidade de suborno que esses caras pagam, duvido que pare em pé, espero que alguns quebrem e deixem a discussão menos enviesada.
É óbvio que todo mundo que ganha dinheiro com o mercado de apostas ilegais vai sair em defesa, não tem jeito. Mas da forma como está, as bets não podem continuar.
Sites ilegais sem publicidade aberta em rede nacional, não tem 1% do alcance dos sites que patrocinam times e etc.
Finalmente a proibição das BETS aconteceu! Demorou, mas chegou.
As táticas predatórias dessas empresas não se limitam apenas a viciar, endividar e destruir a vida daqueles que apostam. As manipulações vão até mesmo aos bastidores, onde oferecem valores exorbitantes em um prazo de resposta de poucas horas, tentando te pegar no "susto" para divulgar um produto desenhado para viciar, destruir e abandonar sua própria audiência.
Sempre fui abertamente contra casa de apostas, nada paga a crueldade da ruína que esse mercado traz pra vida de todos, e, apesar de esse não ser o fim, é definitivamente um passo na direção correta.
@FernandoPieroli@danilodiniiz@bida E desde quando o crack é legalizado anta??
Bebidas e cigarros ainda são "legais", porém dificilmente você ver publicidade dos dois. Com o cigarro nem existe mais publicidade e ainda foram obrigados a colocar os efeitos colaterais na embalagem.
Um playboy mimado que nunca trabalhou na vida, sempre teve tudo fácil e acha que o Brasil é sua roda de amigos imbecis, está em choque com a pressão do processo eleitoral.
Sempre foi um nada, sempre será um nada e vai morrer como um inseto na história política brasileira!
Bets não produzem nada. Não geram um emprego, uma fábrica, um parafuso. Só transferem a renda do trabalhador para a especulação.
A MP do presidente Lula que proíbe as apostas é um avanço histórico e um golpe no capitalismo de cassino, que colocou a financeirização acima da produção e endividou milhões de famílias brasileiras.
Mas proibir é só o começo. O Brasil precisa voltar a apostar no que gera riqueza de verdade: indústria, ciência, tecnologia e emprego de qualidade. Precisamos de um Projeto Nacional de Desenvolvimento baseado na reindustrialização, com o Estado planejando o futuro e o trabalho no centro da economia.
Agora é com o Congresso aprovar a MP. E é para lutar por esse projeto que sou candidato a Deputado Federal.
Elias Jabbour 6577. Pelo Brasil que produz.
Única vez que os quatro paulistas se juntam não é pra combater o racismo, não é pra combater a violência contra as mulheres, não é pra combater a homofobia. É pra apoiar a Bets. Que nojo.