A esquerda brasileira não nasceu dentro da Igreja Católica. Mas é verdade que o PT foi fundado 'dentro' da Igreja Católica (nas dependências de uma instituição católica), no Colégio Nossa Senhora de Sion, ou simplesmente Colégio Sion, de São Paulo. E é verdade que diversos setores da Igreja Católica, sobretudo aqueles ligados às pastorais, as chamadas Comunidades Eclesiais de Base, estão presentes na formação do PT, um partido formado, basicamente, por uma tríplice aliança: setores progressistas da Igreja Católica que faziam trabalho de base em comunidades pobres e junto a excluídos sociais, num movimento político, eclesial, pastoral, teológico e intelectual chamado de "Teologia da Libertação"; setores progressistas das classes médias - artistas, intelectuais, cientistas, profissionais liberais, funcionários públicos, estudantes, militantes marxistas, socialistas diversos, social-democratas, liberais opositores da Ditadura -; e o sindicalismo e o trabalhismo, consolidando um partido popular de massas, organizado principalmente em torno da liderança histórica de Lula, primeiro presidente e presidente de honra do partido. O PT é um partido socialista, mas não do tipo marxista-leninista. Não tem centralismo democrático (porém há disciplina estatutária de respeito às instâncias partidárias) no que abriga diversas correntes ideológicas em torno de seu manifesto e seu programa para o país.
As CEBs não existem mais. O execrável Karol Wojtyła acabou com elas para dar espaço às igrejas evangélicas, cumprindo ordens dos EUA. O sindicalismo e o mercado de trabalho passaram por profundas transformações. E a classe média é outra. Mas a sanha imperialista continua. E hoje só há uma força política capaz de defender este país: o PT, sob a liderança de Lula.
minha colinha • sou baiano, voto na BAHIA e não me identifico com JERÔNIMO, RUI COSTA e JAQUES WAGNER. estou aberto a provações, não é definitivo meu voto para governo e senado (2a opção). mas é muito difícil, enquanto esquerdista e progressista, votar nesses representantes.