Trabalhamos pela construção de democracias vibrantes e inclusivas, cujos governos prestam contas à sociedade. Promovemos os valores da @OpenSociety no Brasil.
O apito final vai soar e as seleções vão voltar para casa, mas o desafio continua. Reduzir as emissões de gases de efeito estufa e acelerar uma transição energética justa são medidas essenciais para enfrentar o agravamento da crise climática.
Um dos principais adversários nesta Copa do Mundo não veste camisa de seleção. Todos os times enfrentaram um mesmo desafio: o calor extremo, provando que a crise climática já mudou as regras do jogo.
A discussão vai muito além das pausas para hidratação. 2025 foi o terceiro ano mais quente da história. Junho de 2026 foi o segundo junho mais quente já registrado. No Brasil, enfrentamos sete ondas de calor históricas e, em 2025, um dos verões mais sufocantes desde 1961.
Em um debate no Senado sobre o fim da escala 6x1, a diretora-executiva jurídica da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Luciana Nunes Freire, argumentou que os salões de cabeleireiro acabariam fechando aos sábados caso as profissionais do setor passassem a trabalhar na escala 5x2. E questionou com certo tom de revolta:
"É certo isso?"
Por trás desse questionamento existe uma visão de país muito antiga: a ideia de que o tempo de alguns vale mais do que o tempo de outros. Além disso, nesse caso, existe uma interessante ironia, pois a Fiesp, que anos atrás popularizou o famoso pato amarelo para dizer que o setor produtivo não aceitaria arcar com certos custos do Estado, agora parece incomodada com a possibilidade de uma parte dos trabalhadores deixar de pagar o pato da nossa organização social.
Então, eu te pergunto:
Quem deve abrir mão de um dia a mais de descanso para que outra pessoa consiga fazer as unhas?
Para responder a essa pergunta, é importante você ter em mente que, no Brasil, o tempo sempre foi distribuído de forma desigual. Não deveria ser difícil concluir que quem tem renda compra tempo: pede comida, contrata faxina, chama motorista, paga alguém para cuidar da casa, das unhas, dos filhos e dos pais. Agora, se você faz parte daquele grupo que tem menos renda, para sobreviver, você vende seu tempo e perde as oportunidades de uma convivência mais humana.
A escala 6x1 ajuda a organizar a desigualdade de uma outra maneira. Para muita gente, o fim de semana é apenas a continuação da semana com outro nome. Um dia de folga, quando existe, muitas vezes vira dia de lavar roupa, resolver pendências, cuidar da casa, dormir um pouco mais e visitar a família correndo. A vida fica espremida entre o cansaço e a próxima escala.
Por isso, a fala da diretora da Fiesp pegou tão mal. A manicure também tem mãe. Também tem filhos. Também tem vontade de almoçar sem pressa, caminhar no bairro, ir ao cinema, ficar em casa e não fazer nada.
Se você olhar com cuidado, perceberá que existe uma cegueira social que faz com que parte da sociedade brasileira fale de serviço como se ele surgisse do nada. O supermercado aberto, a farmácia funcionando, o salão cheio, o restaurante servindo e o aplicativo chegando. Tudo isso parece parte natural do funcionamento de uma cidade. Só que cada conveniência carrega uma jornada e cada atendimento tem alguém do outro lado do balcão.
No fundo, a discussão sobre a escala 6x1 é também uma discussão sobre o tipo de humanidade que estamos dispostos a construir. Uma sociedade que exige disponibilidade permanente dos trabalhadores mais vulneráveis está revelando suas pr��prias prioridades e, simultaneamente, evidenciando suas contradições. Está dizendo que algumas vidas podem ser organizadas em torno da conveniência alheia. Está dizendo que o descanso de uns é direito, enquanto o descanso de outros é um problema.
E, dito isso, concordo que determinados setores econômicos têm muito mais dificuldades de adaptação e que tal reforma gerará custos diretos e indiretos relevantes que precisam ser considerados. Só que uma economia forte não deveria depender da exaustão permanente de quem ganha menos. Nosso desafio é procurar construir uma agenda de produtividade com dignidade, e não conveniência com sacrifício alheio.
Porque, no final do dia, ninguém quer pagar o pato.
Coluna completa: https://t.co/hwuJZNnfhF
Combater o racismo requer prevenção, responsabilização efetiva, proteção às vítimas e o compromisso permanente de instituições esportivas, governos e sociedade civil para garantir que o esporte seja um espaço de direitos, e não de discriminação.
https://t.co/USrpSc0kxq
A "Lei Vini Jr." voltou ao debate na Copa do Mundo após as expulsões de Miguel Almirón e Piero Hincapié, punidos por cobrirem a boca durante discussões em campo. A regra busca impedir que ofensas racistas sejam ocultadas. https://t.co/KRkft33Qlh
O problema atravessa diferentes dimensões do futebol e não termina quando o árbitro apita o final da partida: do cenário brasileiro às competições sul-americanas e internacionais, ele chega também ao ambiente digital durante a Copa do Mundo.
https://t.co/AKJgtfChD5
O eleitorado brasileiro está mudando e os dados ajudam a entender por quê. Em artigo para a @gamarevista, @pedroabramovay analisa essas transformações no voto feminino e como essas mudanças podem afetar a corrida eleitoral. Leia: https://t.co/1VktaNnGKD
⚽ Hoje tem VAR fora dos gramados!
Fomos atrás dos dados para responder uma pergunta: o "maior baque da história" contra o Comando Vermelho realmente mudou a dinâmica da violência no Rio? A resposta está no vídeo.
COMISSÃO ARNS REPUDIA LETALIDADE POLICIAL CONTRA NEGROS exigindo prevenção e redução da letalidade policial com metas e transparência; câmeras corporais; registro do perfil racial de vítimas; fortalecimento do controle interno da atividade policial.
📌Leia https://t.co/uO0fXs7ac2
Durante a Rio Climate & Nature Week, a Open Society Foundations apoiou iniciativas que reuniram lideranças para debater mudanças climáticas, transição energética, desenvolvimento sustentável e justiça climática. Assista ao vídeo e confira os principais momentos desses encontros.
Paz também depende de crimes solucionados. Quando um homicídio não é esclarecido, quem matou permanece em liberdade, famílias seguem sem respostas e a confiança nas instituições diminui. Investigar, identificar autores e responsabilizá-los dentro da lei faz parte do que torna uma sociedade mais segura.
É justamente isso que acompanha a nossa série "Onde Mora a Impunidade?". O estudo mostra que o Brasil ainda esclarece uma parcela pequena dos homicídios registrados. Embora os índices tenham melhorado nos últimos anos, a maioria desses crimes continua sem uma resposta do Estado.
----> Na hora de olhar para as propostas dos candidatos nas próximas eleições, rejeite o discurso raso e procure por soluções reais para a segurança pública como: investimento em investigação que enfraquece o crime; polícias valorizadas e melhor preparadas; menos armas em circulação; políticas de proteção para mulheres.
Esses são alguns dos caminhos que levam à paz e a maioria dos brasileiro já é a favor destas medidas. Saiba mais em https://t.co/hHf1ZLZX8I #VotePelaPaz #SegurançaTemJeito #Eleições #SomosMaioria
Dos 24 países da América Latina que passaram recentemente por eleições, 20 elegeram a oposição. Os quatro governos reeleitos mostram que a ideologia não explica tudo. @pedroabramovay analisa o que encurta os ciclos de poder. Leia:
https://t.co/ysJYWJAIDL
Ao mesmo tempo, seleções como Brasil e Colômbia só têm jogadores nascidos em seu território. Entre estratégia esportiva e identidade, globalização e crise migratória também estão em campo.
Segundo a ONU, há 304 milhões de migrantes internacionais no mundo, quase o dobro de 1990. Eles representam 3,7% da população global. O aumento está relacionado a guerras, fome, perseguições e desigualdades que seguem impulsionando deslocamentos em escala global.
Em algumas seleções europeias, dezenas atuam por outras nações, muitas vezes ligadas às origens familiares. Entre a França e a Alemanha, entre o Caribe e a Europa, entre a América e a África, o futebol revela trajetórias de deslocamentos que se tornam visíveis e disputadas.