Eu sou torcedor dos tempos difíceis. Criado nos anos 2000, tive no Léo Moura o maior ídolo da infância.
Sou da época em que pacotão do Ipatinga era fenômeno. Lembro até do dia em que contrataram o centroavante Dimba e o valor das luvas seria um recorde: 1 milhão de reais. Assombroso.
Ídolo da base?
Não sabia o que era isso.
Lembro pouco do Julio César, Adriano só vi em 2009, só via Diego Manchinha, Bruno Mezenga, Adryan, Thomas, Rafinha, Luiz Antônio, Samir. Esses últimos até eram honestos, mas não dá.
Até que em 2017 surgiu um garoto.
Um moleque franzino, camisa enorme, fazendo golaço logo na estreia e dançando. Aparentemente só mais um entre muitos.
Só que esse moleque não. Ele era diferente. Era o primeiro acalento após anos difíceis.
E sem esquecer o passinho... Ah, aquele maldito passinho...
Eu me encantei.
O primeiro ídolo da base a gente nunca esquece e eu não esqueci o meu.
Choramos juntos nas duas finais em 2017, com 2 gols seus. Choramos sua saída em 2018.
E agora queremos comemorar sua volta.
Então volta para ocupar o que é seu por direito, volta para conquistar a América e o Mundo pra gente.
Volta, Príncipe.
Te esperamos aqui.
VOCÊ RECEBEU O PAREDÃO
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REPASSE PARA O ROSSI NÃO DEIXAR PASSAR NADA