@RogiRogixkde@cadosccp Pois é, meu moleque tem 8 anos, torcemos pro Cruzeiro e ele é fã do Neymar 🫡 o que o Neymar fez é mundial, tá em todas as plataformas, e as crianças hoje em dia tem acesso a elas, não é tão difícil se tornar fã de um jogador deste tamanho não, ainda mais sendo uma criança.
@MicaelNunes99@leonardoasa16@weelicosta@CentralDoBrega Ai que tá, esse lance para alguns times anulariam o pênalti marcado, porque já houve esse tipo lance em outros jogos e não foram marcados falta, no caso o pênalti. Se seguissem realmente a regra ( que tem que ser seguida ) não haveria essas discussões.
Jogo de volta da Libertadores, Jardim chama o Thiago Almada pra fazer sua estreia.
Arthur Jorge chamando a Alma Penada do Sinisterra pra entrar no sacrifício:
Teremos 80 anos e ainda nos lembraremos de todas as vezes em que ele nos fez sorrir. Naquele dia tedioso em que nada parecia dar certo, bastava o Cristiano Ronaldo entrar em campo para tudo ficar um pouco mais leve.
Talvez ele nunca saiba, mas sem perceber, salvou muita gente. Inspirou pessoas, devolveu sorrisos e deu força para seguir em frente quando a vida, na adolescência, parecia pesada demais.
Esse legado vai muito além do futebol. É sobre esperança, inspiração e a capacidade de transformar dias comuns em memórias inesquecíveis.
Foi um privilégio caminhar ao lado da sua história durante esses seis Mundiais. O capítulo final talvez não tenha sido o que o destino lhe devia, mas assim é o futebol.
No fim, quem perdeu foi a própria Copa do Mundo. Um palco tão grandioso sempre fica um pouco menor quando já não pode contar com um Cristiano Ronaldo. O futebol segue, mas jamais será exatamente o mesmo.
Muito obrigado por tudo, Cristiano Ronaldo. ❤️🐐
O Cristiano Ronaldo foi uma espécie de super-herói da minha pré-adolescência.
Enquanto muita gente era fã do Batman, Hulk, Homem-Aranha, eu só queria saber do Cristiano Ronaldo. Ligava a TV por causa dele, vibrava a cada jogo, comemorava cada gol, imitava cada comemoração, cada corte de cabelo, como se também fizesse parte daquela história.
Hoje sou adulto, chefe de família e ainda recordo esses momentos com uma nostalgia boa demais, até por isso sigo torcendo como se ainda fosse aquele menino encantado pelo futebol do pernudo com o cabelo de miojo, brinco na orelha e dente separado.
Percebo que ele não fez parte apenas da minha paixão pelo futebol, mas também de uma fase da minha vida que nunca mais vai voltar.
Talvez seja por isso que essa quase despedida pese tanto. Não é apenas o fim da carreira de um jogador, também será o encerramento de um capítulo da minha própria história.
🇨🇮✍️ A emocionante carta aberta de Yan Diomande à sua irmãzinha, publicada pel The Players’ Tribune:
Querida Roxane,
Lembra quando alguém comprou uma camisa falsa do United para mim, e eu escrevi “Ronaldo 7” nas costas com um canetão preto? A gente não sabia o que era rico ou pobre. A gente só conhecia a felicidade.
Lembra das 25 pessoas dormindo em uma casa só lá em Abidjan? A mãe queria assistir às novelas dela. Todo mundo queria assistir filmes. Lembra como eu sempre fingia que estava dormindo e depois ia para a sala da TV depois da meia-noite? Eu colocava a TV bem baixinha. Tipo, só duas barrinhas de volume. Eu assistia futebol no escuro e sonhava.
Lembra quando os adultos me viram jogando futebol na terra e me deram o apelido de “Roberto Carlos” por causa da força com que eu chutava? E lembra como eu ficava secretamente com tanta raiva disso, porque o CR7 era o meu ídolo?
Lembra quando eu fui jogar tão longe de casa? Eu tinha 9 anos. Inter Foot Sud Comoé, lá perto da fronteira com Gana. Só um garotinho sozinho. Não sei se algum dia te contei essa história, mas eu e as outras crianças costumávamos ir até a vila e roubar batatas porque estávamos com muita fome. A gente fazia um “assalto a banco”. Duas crianças distraíam o dono da loja, e outras 18 saíam correndo com duas batatas. Elas nem eram boas. Mas tinham um gosto incrível. Hahahah. Até hoje é minha coisa favorita para comer. Batatas cozidas com um pouco de óleo. Isso me lembra daqueles tempos.
Lembra quando ganhei minhas primeiras chuteiras de verdade, e eu dormia com elas? Crescendo, eu sempre jogava com aquelas sandálias brancas de plástico. Mesmo quando volto para casa agora, ainda jogo com elas. É a nossa tradição.
Lembra quando eu voltava para casa, e você dizia aos meus amigos do bairro: “Por que vocês pararam de treinar? Yan não vai comprar carros para vocês. Vocês precisam continuar trabalhando.” Você tinha 10 anos, e já era minha agente.
Lembra como a gente sentava e sonhava em se mudar para a França? Como a gente iria fazer compras, ter nosso próprio apartamento, e eu seria um jogador rico, com carros e uma casa grande, e você não precisaria se preocupar com nada. Você era a pessoa que sempre acreditou que eu poderia ser o próximo Cristiano, quando todos os outros riam.
Lembra quando eu me mudei para os Estados Unidos para fazer o ensino médio, aos 15 anos, e senti tanta saudade de casa? Durante meses eu não entendia o que ninguém dizia. Me colocaram sentado ao lado de um garoto francês, e ele tentava traduzir tudo o que a professora falava. Lembra quando eu te liguei dizendo: “Você não vai acreditar, as crianças aqui discutem com os professores.” Lá em casa, você sabe, a gente nem ousaria piscar para os mais velhos.
Lembra quando eu não conseguia acreditar que os meninos fumavam depois da escola? Você costumava dizer que parecia que eu estava em uma série de TV americana.
Lembra quando me levaram para fazer testes no Bournemouth? No Chelsea, Rangers, Olympiacos, Crystal Palace? Eze e Olise chegaram até mim depois de um treino e disseram: “Ei, garoto, você é muito bom.”… mas, mesmo assim, não me contrataram.
Até os times B da MLS não me quiseram. Eu nem sabia o motivo. Eles nunca me deram uma razão. Os adultos cuidavam de tudo. Eles só continuavam me levando pela Europa inteira, e todo mundo continuava dizendo não.
Meu visto acabou. Meu sonho acabou. Eles me mandaram de volta para a África, e nós choramos juntos. Você foi a única que nunca deixou de acreditar. Algumas semanas depois, assinei com o Leganés, e choramos lágrimas diferentes.
Isso foi na época em que eu ainda tinha emoções. Agora, eu não sinto nada. É como se eu nem fosse humano. Desde que você morreu, eu sou só um vazio.