Professor e escritor. Doutor em Ciências (Ph.D) pelo Lab de Neurociências Clínicas da Unifesp. Fundador da NeuroVox. Quer ser meu aluno? Toca no link👇🏻
Feche as janelas que estão te machucando — mesmo se a vista for bela e atraente.
Não mantenha relações que te fazem mal apenas porque existe uma falsa chama de esperança.
Não insista em projetos, carreiras e situações que estão acabando com sua saúde emocional.
Pare de romantizar aquilo que está te destruindo emocionalmente.
Talvez você nunca receba o pedido de desculpas que merece.
Talvez nunca sinta que os seus sentimentos foram realmente entendidos e retribuídos.
Mas a sua liberdade emocional não pode depender do que os outros fazem ou deixam de fazer.
Não é sobre o que os outros estão dando a você, mas sobre o que você faz com o que eles te dão.
É sobre virar a página, aprender com ela e seguir em frente. Mesmo que isso machuque.
É sobre desapegar — e assumir o controle da sua vida.
Quando foi a última vez que você parou para lembrar que você está fazendo o melhor que pode?
Não pelos padrões de outras pessoas. Nem buscando algo perfeito, impecável — mas apenas por fazer o melhor que você pode fazer, com as condições que tem hoje?
Quando foi a última vez que você parabenizou, agradeceu e admirou a si mesmo?
Você vai se preocupar muito menos com o que as pessoas pensam de você quando se der conta de quão raramente os outros pensam sobre algo além deles mesmos.
David Foster Wallace escreveu isso em seu livro de 1996, mas essa ideia já tinha sido proposta quase 2 mil anos atrás por Marco Aurélio, em suas Meditações — e antes dele, pelo budismo e confucionismo.
Hoje, nestes templos do ego (as redes sociais), isso nunca foi tão verdadeiro.
Cada vez mais, tenho voltado a preferir livros de papel. A experiência de leitura é mais presente e focada.
Alguns estudos sugerem que papel é realmente um pouco melhor do que Kindle e afins. E como bônus, o cheiro de livro novo é insuperável 🤓
Você não precisa repetir o seu passado pra respeitar a sua história. Muito pelo contrário.
Sim, respeitar a sua história significa sentir alegria e orgulho daquilo que foi valioso no seu passado.
Mas significa também reconhecer os seus erros e tropeços, sempre aprendendo com eles.
E pra isso você precisa aceitar que tem páginas na sua história que merecem estar exatamente onde elas estão: devidamente viradas.
Autoconhecimento é liberdade.
Pare de prometer para amanhã. Levante-se e comece agora.
Pare de se desculpar por quem você foi ontem. Mude e seja alguém diferente hoje.
Pare de se enganar, acreditando que intenções, crenças e promessas mudam alguma coisa.
Quando o assunto é mudança, um passo minúsculo é maior do que a mais gigantesca intenção.
O mundo está repleto de promessas vazias e de gente que acredita piamente que começará amanhã… aquilo que promete há anos para si mesma.
Autoconhecimento é liberdade.
Em prol de uma aparência virtual, muita gente tem abdicado de sua real essência.
Para receber aplausos vazios, curtidas e “engajamento”, muita gente acaba sendo ausente naquilo que é verdadeiramente valioso.
Quando foi a última vez que você experienciou a vida sem filtrá-la através de uma tela de celular ou computador?
Mesmo sozinho, você sempre terá a si mesmo. Essa é a primeira e principal relação que devemos nutrir.
Tem gente que vai te magoar. Tem gente que vai te abandonar. Seu coração será partido. Haverá tropeços e dores. Essas são certezas da vida.
Mas uma pessoa continuará sempre aí: você mesmo. Se você não estiver seguro e firme ao lado de si próprio, ninguém mais estará.
Autoconhecimento é liberdade.
Quer medir a imaturidade emocional e intelectual de alguém? Veja quanto tempo essa pessoa gasta julgando a vida alheia, falando dos outros e comparando-se com eles.
Como disse Marie Curie: “Seja menos interessado por pessoas e mais interessado por ideias.”
Focar em conhecimentos que engrandeçam a sua vida — em vez de cuidar da vida alheia — é o primeiro passo para crescer.
Emoções são traiçoeiras. Elas são filtros de interpretação — que distorcem a realidade.
Quando você está ansioso, o mundo parece ameaçador.
Quando você está em paz, o mundo parece acolhedor.
Nos 2 casos, o mundo é o mesmo: o que muda é a lente emocional.
Emoções dizem muito sobre você, mas pouco sobre a realidade fora de você.
Como disse Goethe: “O ser humano vê no mundo aquilo que carrega no coração.”
Autoconhecimento é liberdade.
Força de vontade não vai mudar sua vida. Nossas vontades são traiçoeiras. Elas buscam conforto, não mudança.
A verdadeira força vem de agir — mesmo quando você não tem vontade.
Não importa se você está cansado, sem motivação ou desanimado: levanta e faz. O passo que você mais evita é justamente o que mais precisa dar.
Essa provavelmente não é a resposta que você quer. Mas é a resposta que você precisa ouvir.
Autoconhecimento é liberdade.
Tem gente que cria conflito pelo mero prazer do brigar.
Se você entra nesse jogo, estará destruindo sua saúde mental — só para satisfazer esse prazer alheio.
Não tente mudar quem não quer mudar. Em vez disso, afaste-se, sorria e siga em frente.
No entanto, nunca permita que essas pessoas ultrapassem os limites do respeito. Saiba ser firme e dizer NÃO.
Esse equilíbrio entre leveza e firmeza é vital para a prosperidade na sua vida pessoal e profissional.
Autoconhecimento é liberdade.
As pessoas parecem tão diferentes quando você para de se importar tanto com elas.
De repente, você percebe que elas não são tão especiais assim. São apenas seres humanos comuns, com problemas e defeitos, assim como eu e você.
Você se dá conta de que suas emoções colocaram aquela pessoa em um pedestal que nunca existiu. Ela só parecia única e especial aos seus olhos por causa da forma como você sentia.
Quando você se apega a alguém por anos e finalmente supera esse sentimento, surge uma clareza imensa. Você percebe que não havia nada de extraordinário naquela pessoa.
E aí vem a maior lição: nada impede que suas emoções façam a mesma coisa com a próxima pessoa que te encantar. Emoções podem ser traiçoeiras e nem tudo o que você sente é um retrato fiel da realidade. Essa é uma das lições mais importantes da inteligência emocional.
Mas tome cuidado para que essa clareza não te torne uma pessoa insensível, incapaz de se encantar e admirar outro ser humano. Especialmente se você já passou por grandes decepções emocionais, há um risco real de se fechar para novas experiências. Isso pode tornar a sua vida menos viva.
O verdadeiro desafio é encontrar o equilíbrio entre se permitir encantar e não se iludir.
Autoconhecimento é liberdade.
Nunca esqueça disto: você tem o direito de mudar de ideia.
Pode ser que você esteja vivendo uma carreira, uma relação ou uma situação que simplesmente já não faz mais sentido.
Mesmo assim, você insiste porque tem medo do que as outras pessoas vão pensar se você decidir mudar. Às vezes, o medo não é dos outros, mas de você mesmo — medo do que você vai pensar sobre si mesmo ao admitir que algo precisa mudar.
Mas lembre-se: a vida é sua, e mudar é um direito seu. Se você não souber dizer adeus a uma versão de si mesmo que já não faz mais sentido, nunca vai construir uma vida melhor do que essa que tem hoje.
Neste mundo das redes sociais, as pessoas fazem questão de apontar o dedo sempre que alguém muda de opinião:
“No passado você dizia Y, agora está falando X!”
Elas falam como se mudar de ideia fosse um pecado. Mas, na verdade, mudar de opinião é uma das capacidades mais importantes do cérebro humano.
Sabe quem nunca muda de ideia? Uma mosca. Uma barata. Seres com cérebros tão primitivos que não têm a capacidade de aprender, refletir e mudar.
Mas nós, seres humanos, temos essa capacidade. Ainda bem.
Autoconhecimento é liberdade.
As coisas terminam. Projetos, relações, momentos… O que hoje faz sentido, amanhã pode não mais fazer. E nada disso significa que fracassou ou que não deu certo.
Nem tudo que chega ao fim é um fracasso. Aliás, se você enxerga fracasso em todas as despedidas da sua vida, saiba que isso está te impedindo de perceber o valor da sua própria história.
Aceitar a impermanência, aceitar que as coisas mudam, estão mudando e continuarão mudando até o fim da sua vida, é, antes de tudo, um gesto de autocuidado e de carinho consigo mesmo.
Além disso, é um sinal de maturidade emocional.
Aliás, é justamente essa maturidade emocional que vai te permitir, a cada novo ciclo da sua vida, se tornar uma pessoa melhor, aprendendo com o que passou.
E, para isso, você precisa desenvolver a sua inteligência emocional.
Autoconhecimento é liberdade.
Quando você estiver considerando uma nova posição profissional, não basta perguntar "será que eu dou conta?".
Antes disso, faça esta pergunta:
“Será que isso vai me aproximar ou me afastar do profissional que eu desejo me tornar?".
Se você puder escolher, nunca aceite posições que te afastem daquilo que você almeja para a sua carreira.