Pessoal, atualmente estou com um projeto no YouTube ao lado de mais dois amigos. É um podcast chamado Os Zés do Pitaco. Lançamos cada programa a cada duas semanas, atualmente estamos com quatro episódios.
O projeto norueguês.
A super geração belga.
A geração de ouro croata.
A super Alemanha e seu enorme projeto cantado aos sete mares em 2014.
Futebol não é planilha. Organização não te faz necessariamente vencedor, a atual campeã do mundo tem uma confederação tão ruim quanto a nossa, campeonatos desestruturados, futebol nacional perdendo força.
MAS NÃO É O CASE DE SUCESSO.
Ele não existe, de certa forma, porque nenhum esporte contempla tanto o imponderável quanto o futebol.
Mas DEFINITIVAMENTE isso te aproxima mais das vitórias, dos títulos, das glórias.
Não se vai vencer toda vez por ser organizado, por se ter um bom ciclo, mas a linha do terrível imponderável diminui.
Lembro que o Mauro César Pereira no famoso linha de passe em que “prevê” o 7–1 após o jogo do Chile, diz:
“Agora, o Brasil é tão talentoso e tão grande, que pode ser campeão do mundo”.
Estamos contando com o imponderável, com a camisa, com essa esperança que quase não se explica, há TEMPOS.
Tempo demais pra quem ostenta tanto tamanho.
As derrotas para projetos emergentes em sequência são MUITO SIMBÓLICAS.
Não a Alemanha, que escolheu mudar sua identidade depois do fim dos anos 90 e começo de 2000, demorou, mas conseguir ser campeã.
14 anos depois.
Mas a Bélgica, a Croácia, a Noruega… jogos que o “e se” é preponderante.
O caminhão de chances criadas contra a Bélgica, no que pra mim foi o melhor time brasileiro em copas desde sei lá, 2006?
As falhas incomensuráveis no plano de jogo que levaram a fatídica derrota pra Croácia em 22, no que foi o nosso melhor ciclo, que talvez nem tenha gerado o melhor TIME, mas em que o trabalho se consolidou e caiu.
Ao jogo de hoje e tudo que aconteceu e acima de tudo NÃO ACONTECEU em campo.
Poderíamos ter ganhado, das três.
Alguns dirão que o imponderável agiu em grandes chances perdidas, em milagres dos goleiros rivais, em bolas que podiam entrar mas saíram.
Mas acima de tudo, essa derrota em si soa com uma pá de cal.
Até quando o Brasil, o maior país do futebol, terá que se contentar em depender do imponderável, de um encaixe milagroso, de um novo trabalho ou até da individualidade e do talento, que sempre vão importar, que sempre serão talvez o fator principal, mas definitivamente não vencem sozinhos.
Se criarão vilões, se procurará o motivo, se individualizará a questão, de quem perdeu gol, de quem liderou a geração fracassada, de quem escalou, de quem perdeu pênalti, do goleiro que não faz milagres.
A saída fácil da dor de cabeça, que o Brasil sempre tomou e toma, de 4 em 4 anos, da época de Pelé, a época de Zico, Romário, Ronaldo, Neymar e quem quer lidere os novos passos.
Mas a pílula que precisamos tomar é muito mais amarga, vai precisar ser rotineira, por anos, é de se refletir sobre o estado da seleção brasileira e como isso tem sido tão mau tratado nos últimos anos.
Foi um inferno assistir o Brasil nesses 4 anos, um show das migalhas que nos acostumamos a receber.
Acho que por isso a derrota de hoje bateu tanto, não pelo jogo em si, sendo honesto, eu fiquei mais triste contra a Croácia, mais puto contra a Bélgica.
Mas meu sentimento é de aceitação.
O futebol brasileiro precisa de muito mais do que saídas fáceis por emoção.
Porque como eu disse, o futebol te permite vencer, mesmo não fazendo as coisas certas.
Assim como o super projeto alemão que resultou em 2014 caiu vertiginosamente.
Porque a Super Bélgica nunca deu o passo que precisava dar.
A Croácia viveu anos incríveis, mas já não era tão incrível assim como nos venceu.
A Noruega não será campeã do mundo, pelo menos a curto prazo.
Mas se o jogo de futebol se resolve nas quatro linhas, certamente o trabalho que é feito pra te levar até onde tudo se decide, ajuda.
E todos os responsáveis pela seleção que é símbolo mundial e a maior campeã do mundo, insistem em não se ajudar.
Pra lamentar, mas acima de tudo pra refletir.
E o Hofman é um dos caras mais fodas dessa profissão, sempre com um olhar profundo, diferente, referência.
O "autêntico futebol brasileiro" nasceu na Hungria. Nós sempre importamos fórmulas estrangeiras para o nosso futebol, sempre. Talento nenhum resiste a ausência de tática.
Já deu. Essas duas décadas de tentativa de futebol europeu não funcionaram. Todo mundo que nega a si mesmo se fode. Ou o futebol brasileiro será arte ou não será nada.
sabe oq é pior? daqui 4 anos ta os mesmos retardados de sempre falando EBAAA BRASIL PAIS DO FUTEBOL VAMOS GANHAR os mesmos publicitarios lixos falando HEXA!!! a MERDA da musica do itau continuando e em campo o lateral jefferson capixaba do leeds da inglaterra
Deixa eu falar uma coisa...
Enquanto a torcida brasileira ficar gritando que é penta, e se achar os donos do futebol, o resultado é esse aí.
Perdeu para a Croácia, Bélgica e Noruega, mas acham que jogaram melhor em todos esses jogos - e mereciam a vitória.
O Brasil não intimida mais seleção nenhuma.
Entre Bélgica, Croácia e Noruega, times que nos tiraram nas últimas copas, a Noruega é de longe o pior deles. Além do mais, não se perde um pênalti impunemente. Podíamos ter ganho. Apesar de Haaland, a Noruega não está entre as melhores seleções.
ai em 2030
“essa frança só tem superestimado”
“esse yamal nao vai arrumar nada”
“tao achando que a costa do marfim vai longe kkkk”
“ninguém tira o hexa do brasil”
resultado: eliminado pelo turcomenistão na fase 64avos
MAIS 4 ANOS DO CAFU DANDO PALESTRA, MAIS 4 ANOS DO VAMPETA CONTANDO A RESENHA DO ROMÁRIO NAS ELIMATORIAS, MAIS 4 ANOS DO DENILSON CONTRA OS TURCOS, MAIS 4 ANOS DO EDILSON CAPETINHA FALANDO QUE JOGOU MAIS QUE O MESSI EM PODCAST
Agora a Noruega vai virar a nova inimiga mortal do Brasil. A síndrome de coitadismo do brasileiro, de “ai, todos me veem como inferior” me irrita.
A Noruega fez a comemoração igual faria com qualquer outro país, pois passaram de fase. O Brasil não é tão importante assim, não.
Foi a derrota menos triste de todas as últimas, o que é triste por si só. Perdeu normal, jogando marromeno, perdendo gol, arrumando caôzinho no final sem muita vontade também, só pra constar
Mais que o jogo de hoje, deveria ser discutido essa crise bizarra do futebol brasileiro. Toda copa a gente termina com basicamente o mesmo discurso, os mesmos problemas e passam-se os anos e nada é resolvido. Mas é isso aí né, o país que aceitou numa boa sem qualquer mudança um 7-1 numa copa do mundo em casa, vai continuar flexionando 5 estrelas que já estão num passado muito distante
Que pelo menos o próximo ciclo seja de verdade e não essa aberração que vimos nos últimos 4 anos
Pode colocar Bruno Guimarães, Endrick, Vinícius Júnior ou qualquer outro na discussão.
O problema não foi um jogador.
O Brasil foi um time completamente passivo, sem intensidade, sem agressividade e sem reação. Aceitou o jogo da Noruega do primeiro ao último minuto e pagou o preço.
Não existe desculpa para uma atuação dessas em Copa do Mundo.