Enquanto as fileiras Lulista e Bolsonarista se degladiam pra ver quem vai gerenciar o mesmo plano econômico, o salário mínimo é essa coisa ridícula, a taxa de juros permanecem nas alturas, nenhum plano de país soberano de verdade existe, mais de 70% dos trabalhadores estão endividados, e é dividida feita pra comprar comida ou complementar renda em grande parte.
Enquanto isso a rinha entre Lulistas e Bolsonaristas serve de diversionismo para o que realmente deveria estar se discutindo.
A classe dominante agradece.
A reforma trabalhista o PT revogou?
- NÃO
A reforma da previdência o PT revogou?
- NÃO
A privatização da Eletrobrás o PT revogou, ou tá encampando a pauta pela Reestatização da Eletrobrás?
- NÃO
O PT revogou a privatização dos ativos privatizados da Petrobrás como as refinarias privatizadas, as malhas de gasodutos, a BR Distribuidora?
- NÃO
O PT além do discurso, realmente acabou com o preço praticado pela direção da Petrobrás do PPI (Preço de Paridade de Importação)?
- NÃO
O PT tá encampando a pauta pela Estatização total da Petrobrás, pela Estatização total do Petróleo Nacional, pela retirada ou recompra das ações negociadas na Bolsa de Valores?
- NÃO
O PT defende uma valorização do salário mínimo de acordo com os cálculos do DIEESE, onde o salário mínimo necessário de acordo com os cálculos seria de R$ 8.110,92 ?
- NÃO
O PT defende a redução da jornada semanal de trabalho pra 30 Horas Semanais como uma forma de gerar mais empregos, e diminuir a exploração da força de trabalho?
- NÃO
O PT defende a Estatização das principais empresas do país?
- NÃO
O PT defende uma Auditoria da Dívida Pública com Participação Social?
- NÃO
O PT defende a Estatização do Sistema Financeiro Nacional?
- NÃO
O PT tá encampando a Reforma Agrária?
- NÃO
Devido a tamanha concentração de terras do Latifúndio Agro-Exportador, deveria encampar a Estatização do Latifúndio.
Tá no horizonte do PT a Estatização do Latifúndio?
- NÃO
O PT fez uma reforma nos meios de comunicação, retirou concessões dos grandes meios de comunicação pautados pelos interesses da classe dominante e do sistema financeiro, e criou uma gama de canais de comunicação de mídia independente com foco no interesse nacional?
- NÃO
O PT revogou o Novo Ensino Médio?
- NÃO
O PT encampa a Estatização Total do Sistema de Educação, por um Sistema de Educação totalmente público?
- NÃO
O PT encampa a Estatização total do Sistema de Saúde, por um Sistema Universal de Saúde Pública?
- NÃO
Isso é "Esquerda"?
Com esse tipo de "Esquerda" não precisa nem da Direita.
PARTE 3
Enquanto a luta econômica por salário, moradia, previdência, saúde, educação, pelo reconhecimento e ampliação dos direitos civis, etc., reivindica a autoridade do Estado e é resolvida no terreno da legalidade burguesa, através da ação do movimento popular e sindical; a luta política pelo poder é resolvida fora e contra o Estado, com a destruição e substituição por novas instituições de classe através da ação do partido revolucionário.
O desmantelamento do aparelho repressivo e a organização do povo em armas, a negação dos direitos políticos das classes exploradoras e o desenvolvimento da democracia de massas, a destruição do burocratismo e a subordinação da burocracia ao controle popular, a mudança do regime de propriedade e o controle dos meios de produção pelos trabalhadores, estas mudanças assinalam a dualidade de poderes e a ruptura entre o velho e o novo tipo de Estado, com a criação de instituições mais adequadas ao poder da nova classe dominante.
A omissão desta distinção pelas concepções revisionistas da teoria marxista do Estado, como a compreensão do Estado como registro material de uma correlação de forças que, uma vez favorável aos trabalhadores, pode levar a uma transição ao socialismo por dentro das instituições liberais, essa omissão leva ao abandono da luta política e, por consequência, reduz a luta dos trabalhadores ao economicismo e ao reformismo, rebaixando a política aos limites do possibilismo, do melhorismo, do pragmatismo, do taticismo e toda sorte de desvios até a domesticação total pela política burguesa. É o conhecimento desta distinção que permite aos trabalhadores desenvolver uma linha política autônoma e consequente, sem subordinar a luta aos limites da institucionalidade burguesa e sem dispersar na somatória das reivindicações corporativas do movimento operário e popular.
A experiência histórica demonstra que a revolução é necessariamente ilegal e violenta, porque destrói a institucionalidade existente e enfrenta a reação da classe exploradora e seus aliados
Fonte: A Terra é redonda
PARTE 2
Por um lado, a igualdade jurídica estabelecida pelo direito difunde o individualismo, que apresenta a exploração do trabalho pelo capital como uma relação de livre contrato entre partes iguais, impedindo que os trabalhadores se reconheçam espontaneamente como classe explorada. Por outro lado, a organização burocrática baseada nos critérios da universalidade e da meritocracia permite que o Estado se apresente como representante de toda a sociedade e não apenas da classe exploradora.
Essa ideologia difundida pelo Estado assegura as condições gerais de reprodução da dominação burguesa, ao mascarar a luta de classes e frustrar o desenvolvimento dos laços de solidariedade entre os trabalhadores. De tal modo, a natureza de classe do Estado não reside em sua instrumentalização direta pela burguesia, em prol de interesses corporativos e imediatos, mas em sua própria estrutura e lógica de funcionamento. O Estado não é um “copo vazio” cujo conteúdo depende das forças sociais que o ocupam: a despeito da presença de um operário na presidência da República ou de militantes comunistas no interior dos aparatos burocráticos, os mecanismos fundamentais que asseguram a reprodução da sociedade de classes permanecem sempre intactos. Nesse sentido, o poder de Estado é um poder de classe, não um poder independente e neutro que se coloca em disputa, ou parcialmente em disputa, de dois em dois anos.
Os trabalhadores não podem conquistar o poder político e superar o capitalismo sem romper com a estrutura jurídico-política que garante a sua desorganização política e a exploração do trabalho assalariado. O direito burguês e o burocratismo constituem obstáculos estruturais para uma transição por dentro da ordem e excluem a possibilidade de uma via parlamentar ao socialismo. Essa estrutura jurídico-política, que existe em qualquer fase do desenvolvimento capitalista e independente de quaisquer especificidades nacionais, torna o Estado burguês necessariamente blindado aos interesses políticos dos trabalhadores, negando a possibilidade de questionamento destes pressupostos fundamentais. Não à toa, o Estado burguês veta a participação das organizações revolucionárias no sistema partidário, impedindo a apresentação de um programa que defenda abertamente a sua destruição e a subordinação da burocracia ao controle popular para a socialização dos meios de produção, sob pena de cassação do registro eleitoral.
O QUE, ENTÃO, REALMENTE SE COLOCA EM DISPUTA NAS ELEIÇÕES E NOS CONFLITOS NO INTERIOR DO APARATO BUROCRÁTICO DO ESTADO?
As disputas no interior das instituições estatais concentram as lutas econômicas e reivindicativas das diferentes classes e frações de classe em presença na cena política. Nos marcos do Estado burguês, onde o poder político não está colocado para os trabalhadores, a luta de classes existe apenas em sentido estrito, enquanto conflito distributivo que desempenha papel reformador da ordem capitalista. De modo geral, o que está em questão nas eleições e nos conflitos no interior do aparelho de Estado é a disputa entre as classes dominantes pelo conteúdo da política estatal, sobretudo as políticas econômica e externa, que organizam e refletem a hegemonia no interior do bloco no poder. Do ponto de vista da classe trabalhadora e das massas populares, restritas às reivindicações salariais, medidas protetivas e ampliação dos direitos, o que está em questão é o conteúdo da política social, que por sua vez indica a configuração do apoio popular ao bloco no poder.
A distinção leninista entre a luta econômica e a luta política é de fundamental importância para a luta revolucionária, uma vez que delimita os objetivos e os métodos de luta e organização necessários para a substituição da classe social no poder.
PARTE 1
A CRÍTICA MARXISTA AO ELEITORALISMO E AO CRETINISMO PARLAMENTAR
Escrito por André Flores Penha Valle
O PODER DE ESTADO É UM PODER DE CLASSE, NÃO UM PODER INDEPENDENTE E NEUTRO QUE SE COLOCA EM DISPUTA, OU PARCIALMENTE EM DISPUTA, DE DOIS EM DOIS ANOS
“Talvez se encontre um certo número de camaradas que pensem que uma discussão sobre o objetivo final é apenas uma discussão acadêmica. Eu sustento, ao contrário, que não existe para nós enquanto partido revolucionário, proletário, questão mais prática que a questão do objetivo final” (Rosa Luxemburgo, Discurso no Congresso de Stuttgart do Partido Social Democrata Alemão).
A questão da ação legislativa orgânica e da conquista da máquina administrativa está relacionada à problemática reformista do “exercício do poder” no Estado burguês,[i]que orientou a atuação dos Partidos Socialistas vinculados à tradição da Segunda Internacional no século 20 e que predomina no seio das organizações de esquerda nos dias de hoje.
A subordinação da política, da ideologia e dos métodos de luta e de organização aos objetivos eleitorais; e o confinamento da ação política aos limites da institucionalidade burguesa, estes elementos constituem como obstáculos para a organização e para a luta dos trabalhadores pelo poder político, tendo como resultado o abandono do objetivo revolucionário e a regressão do socialismo como “horizonte” distante ou “utopia”.
Na ausência de um tratamento teórico sobre a relação entre a luta eleitoral e a luta pelo poder, que considere a função do Estado e os seus efeitos e limites sobre a luta dos trabalhadores, não é possível esclarecer os princípios e objetivos gerais que devem guiar a atuação dos revolucionários nas eleições e no parlamento burguês.
Uma vez que essa lacuna expõe o movimento operário e popular aos vícios e desvios da política burguesa, que se reproduzem espontaneamente através da ideologia difundida pelo Estado e pela própria lógica de funcionamento do sistema partidário, buscamos sistematizar os critérios teóricos e políticos fornecidos pelo marxismo, que devem servir tanto para orientar como avaliar a tática no terreno institucional, incluindo a participação nas eleições e o desempenho das candidaturas de esquerda.
A ILUSÃO DO ESTADO EM DISPUTA
O conceito de Estado é determinante para a definição da estratégia política, na medida em que informa os meios de reprodução da ordem existente e, com isso, o caminho mais adequado para a mudança social. As diferentes concepções que, à direita e à esquerda, compreendem o Estado pela aparência ou pela forma, como representação do interesse comum (liberalismo), como conjunto de instituições estruturalmente desprovidas de conteúdo de classe (reformismo), ou como instituições cujo conteúdo de classe depende da correlação de forças em determinada conjuntura (eurocomunismo), estas concepções convergem para uma estratégia política cujo objetivo principal é a ocupação do aparelho de Estado e a gestão da máquina pública. Uma vez que não problematizam a função social do Estado, que existe independente da composição social de seu corpo burocrático, estas concepções impossibilitam a elaboração de uma estratégia de mudança estrutural do poder político, pela qual dependem todas as transformações sociais mais profundas.
A função social de todo Estado é a organização da dominação de classe (Marx, Engels, Lenin, Trotski, Rosa, Gramsci, Mao).
Todo Estado é uma ditadura de classe, um aparelho especial de repressão que atua para garantir as condições de funcionamento da economia e para impedir a revolução social. No capitalismo, o Estado cria as condições ideológicas para a exploração do trabalho assalariado e para a desorganização das classes exploradas através do direito burguês e das normas que orientam a sua organização burocrática, ou burocratismo.
Publicado em 07/05/2026
A ESCRAVIDÃO ECONÔMICA DO CAPITALISMO!
Na verdade, o trabalhador pertence ao capital antes mesmo de se vender a ele. Sua escravidão econômica é tanto provocada quanto ocultada pela venda periódica de si mesmo, pela mudança de patrão e pela oscilação do preço de mercado da força de trabalho. A produção capitalista, portanto, sob sua aparência de um processo contínuo e interligado, de um processo de reprodução, produz não apenas mercadorias, não apenas mais-valia, mas também produz e reproduz a relação capitalista; de um lado, o capitalista; do outro, o trabalhador assalariado.
Karl Marx. O Capital, Livro I. 1867.
Fonte: Frente Marxista-Leninista Brasil
O TRABALHADOR MODERNO É ESCRAVO DE TODA A CLASSE PROPRIETÁRIA
A única diferença entre isso e a antiga escravidão pura e simples é que o trabalhador moderno parece livre, porque não é vendido de uma vez por todas, mas aos poucos, por um dia, por uma semana, por um ano, e porque não é um proprietário que o vende a outro, mas ele mesmo é obrigado a se vender dessa forma, pois não é escravo de um homem, mas de toda a classe proprietária.
ENGELS, Friedrich. A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, 1845.
Fonte: Frente Marxista-Leninista Brasil
NO CAPITALISMO, A CLASSE TRABALHADORA VIVE A ESCRAVIDÃO MODERNA
Ao longo da história, os TRABALHADORES têm recebido um salário que mal dá para cobrir suas necessidades básicas.
Por outro lado, a BURGUESIA formada pelos proprietários dos MEIOS DE PRODUÇÃO lucram com a exploração da força de trabalho de seus empregados, devolvendo sempre uma parte consideravelmente menor do que obtiveram.
De acordo com Marx, a FORÇA DE TRABALHO é essencial para a vida, por ser a fonte da capacidade humana de inovar, transformar o ambiente e a si.
O trabalho é a base de toda cultura e consciência pessoal.
Sendo assim, o trabalhador assalariado, cuja força de trabalho gera a MAIS-VALIA, é sempre desfavorecido, recebendo um pagamento inferior ao valor que efetivamente produziu.
Em contrapartida, o empregador se apropria mensalmente de uma fração significativa do valor gerado por cada um de seus empregados.
Enquanto o trabalhador é privado de uma porção substancial de seu próprio valor, sem poder usá-lo para seu próprio crescimento, o proprietário dos meios de produção acumula riqueza e capital.
Fonte: celio.lima_
PARTE 2
O estado capitalista também utiliza amplamente seu aparelho repressivo para conter a luta de classes operária, tanto na ditadura capitalista aberta quanto, com forma e intensidade diferentes, na democracia burguesa. Essa é uma experiência diária dos trabalhadores: o poder judiciário criminalizando greves, impondo multas elevadas aos sindicatos ou determinando que quase todos trabalhem durante a greve; as polícias espancando e detendo manifestantes, impedindo protestos etc. O estado burguês também atua na reprodução do sistema capitalista e na busca da maximização da taxa de lucro enquanto aparelho ideológico, com um amplo conjunto de práticas, instituições e ideologias para legitimar a exploração dos trabalhadores pelos patrões.
Forte: Parte de artigo publicado em acomunarevista
PARTE 1
Publicado em 18/02/2026
Por Cem Flores
UMA DISSERTAÇÃO DIDÁTICA DA MAIS VALIA
“A taxa da mais-valia é, pois, a expressão exata do grau de exploração da força de trabalho pelo capital ou do operário pelo capitalista”
Karl Marx. O Capital. Vol. 1. Capítulo 7 (A Taxa de Mais-Valia)
O LUCRO DA BURGUESIA É A EXPLORAÇÃO DO PROLETARIADO E DAS DEMAIS CLASSES EXPLORADAS
O “segredo” da exploração especificamente capitalista da classe operária e das massas trabalhadoras, analisado em profundidade por Marx, é que em uma parte da jornada de trabalho os operários trabalham de graça para o patrão. Isso porque o proletariado produz uma quantidade maior de valor do que a que recebe do burguês como salário. Por isso, como nos demonstra Marx, com o passar do tempo todo o estoque de capital e toda a riqueza capitalista tornam-se, integralmente, produto do trabalho operário não pago, apropriado sem pagamento (ou seja, roubado!) pelo capitalista.
Esse trabalho operário não pago apropriado pelo patrão é a mais-valia. Quando comparamos as duas parcelas em que se divide a jornada de trabalho – a que corresponde à mais-valia (trabalho não pago) com a correspondente ao salário (trabalho pago, ou capital variável) – temos a taxa de mais-valia. Por isso, Marx nos ensina que a taxa de mais-valia é “a expressão exata do grau de exploração” capitalista.
A luta de classes econômica e sindical das classes trabalhadoras contra a burguesia por aumentos salariais e outros benefícios, por redução da jornada de trabalho e de sua intensidade, busca, sempre, aumentar o tempo de trabalho pago e reduzir o tempo de trabalho não pago. Ou seja, reduzir a taxa de mais-valia, a taxa de exploração.
Do ponto de vista do burguês, é preciso comparar essa mais-valia não apenas com o que foi gasto com capital variável (salários), mas com todo o seu gasto de capital, incluindo o capital constante (máquinas e outros fatores usados na produção). Essa comparação da mais-valia com a soma do capital constante e do capital variável é a taxa de lucro.
Quanto maior a taxa de lucro, maior a possibilidade de o patrão aumentar a sua produção e, assim, concentrar mais capital. Quanto maior a sua taxa de lucro, tanto maiores também serão as condições para esse capitalista superar a concorrência dos demais e centralizar o capital. Essa centralização de capital faz com que esses vários burgueses acabem se tornando cada vez menos, e mais ricos!, monopolizando de maneira crescente o capital. Todos os capitalistas, portanto, atuam, sempre, com o mesmo objetivo: aumentar a taxa de lucro.
Um dos aspectos do caráter contraditório do capitalismo é que as mesmas tendências que forçam cada capitalista a buscar taxas de lucro crescentes são as que causam a tendência de queda da taxa de lucro do ponto de vista do conjunto dos capitais. Uma das maneiras mais importantes da burguesia buscar conter, ou contrarrestar, essa tendência de queda da taxa de lucro é o aumento da exploração da classe operária, seja via aumento da jornada de trabalho, seja via maior intensidade do processo de trabalho, ou ainda pela redução dos salários (ou os três juntos!). Como ensina Marx: “a taxa de mais-valia depende em primeira instância do grau de exploração da força de trabalho”.
Em suma, a taxa de lucro e sua tendência são fruto, fundamentalmente, da luta de classes entre proletariado e burguesia. E, como se trata de uma luta entre opostos inconciliáveis, ou se está do lado do proletariado, ou se está do lado da burguesia.
O estado burguês também participa dessa luta de classes pela definição da taxa de lucro, atuando como “um comitê para gerir os negócios comuns de toda a classe burguesa”. Em primeiro lugar, o estado burguês defende a taxa de lucro dos patrões com uma infinidade de leis, regulamentos e políticas.
Junho 2026
O salário mínimo ideal para 2026 deveria ser de R$ 8.110,92 em Junho deste ano, de acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) ao realizar a pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.
آمریکا هنوز یاد نگرفته است که زورگویی و بدعهدی دیگر بیهزینه نیست. شفاف بگویم: بزنید، میخورید.
دست و پای بیهوده نزنید که بیشتر فرو خواهید رفت: تنگه هرمز، فقط با «ترتیبات ایرانی» باز میشود نه با تهدیدات آمریکایی.