Dps de aproximadamente 4 longos meses esperando convocação e realização de pré matrícula, posso anunciar: É MEDICINA NA FEDERAL,por**! ⚕️⚕️🙏🏼🙏🏼
Qm acredita, sempre alcança!!!!
Quando eu vejo que o cara que só fala de Dorama, meteu 0 a 0 no Cabo Verde e Espanha e tá na liderança do bolão da firma
Enquanto eu que passei 6 meses estudando todas as seleções tô em 28º de 29 participantes
Quanto a isso, temos algumas opções. Basta observar como sistemas de saúde e instituições reconhecidos pela qualidade da formação médica estruturam seus programas de residência.
1) Investir em equipes adequadamente dimensionadas, para que o residente possa se concentrar em atividades médicas e educacionais — em vez de substituir sistematicamente profissionais ausentes ou absorver tarefas burocráticas decorrentes do subdimensionamento de enfermagem, fisioterapia, nutrição, terapia ocupacional, assistência administrativa e apoio operacional.
2) Caso determinada especialidade realmente exija maior exposição clínica para a aquisição adequada de competências, aumentar, quando necessário, a duração total da formação — não normalizar jornadas semanais exaustivas. Porém, isso exige remuneração proporcional e progressiva, direitos trabalhistas adequados e respeito aos limites de jornada.
No Brasil, a legislação estabelece carga máxima de 60 horas semanais para a residência médica. Nos Estados Unidos, o teto dos programas acreditados é de 80 horas semanais, em média ao longo de quatro semanas. Na União Europeia, a referência geral é de 48 horas semanais.
Esses números não constituem pontos de corte impecáveis, nem resolvem isoladamente o problema mas tornam difícil sustentar que jornadas rotineiras de 90-120 horas semanais sejam uma condição necessária para formar médicos competentes. Não são.
Jornadas excessivas e turnos prolongados não são isentos de risco: estão associados a desfechos deletérios em saúde mental para os residentes e erros médicos graves para os pacientes. Reduzir horas sem reorganizar adequadamente o serviço também não basta. É necessário corrigir a estrutura.
Ou podemos continuar com a alternativa mais cômoda, que o debate frequentemente evita explicitar:
3) Manter a estrutura como está e tratar exaustão crônica, privação de sono e utilização do residente como força de trabalho de baixo custo para suprir déficits do sistema como se fossem componentes indispensáveis da formação médica.
A residência precisa ser intensa. Isso não significa que toda sobrecarga seja educativa. Uma coisa é exposição clínica qualificada e outra é precarização do trabalho. Confundir ambas apenas naturaliza um sistema disfuncional e mal organizado.
Falo isso como alguém que defende veementemente treinamento de qualidade com necessidade de alto volume de exposição a pacientes, carga teórica sólida, cobrança ativa com avaliações periódicas e feedback e necessidade de exposição ao estresse intermitentemente.