Temos o hábito de romantizar o que perdemos, tornando ainda mais difícil a nossa superação.
Quando uma realidade deixa de nos incluir, é importante despojá-la de todas as nossas projeções e idealizações. Só assim conheceremos as medidas das ausências que nos restarão.
Quando todos derem sinal de que estão adaptados ao que você se tornou, desinstale-os com uma uma nova versão de si. Para que não alimentem a pretensão de que você se limitará a ser o que eles esperam que você seja.
O fim mais angustiante é o fim que não termina, o que se estende no tempo, continuidade infrutífera, resultado da falta de coragem de reconhecer que estamos insistindo no que não existe mais.