Na cela 17 da ala G da prisão de Coimbra, no dia 13 de janeiro de 2016, aconteceram muitas coisas. Nada do que se sabe ter acontecido naquele dia, ou na véspera, permite concluir, sem margem para dúvidas, que Marcos foi morto – nem que António o matou.
No rescaldo da passagem por Coimbra, a jornalista Cláudia Marques Santos participou num módulo de investigação do Curso de Jornalismo, promovido pela Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra.
Os casos concretos analisados foram trabalhados pelo Projecto Inocência.
Marcos morreu numa prisão portuguesa. Ninguém sabe como, nem porquê. António partilhava com ele a cela. Foi condenado por homicídio com uma pena superior de 13 anos e meio.
Está escrito no processo que a médica legista contactou por telefone o serviço de Prevenção de Homicídios da PJ. Aparentemente, a essa hora, Cristina Cordeiro já tinha concluído a sua perícia no local e examinado “o hábito externo do cadáver”.
Na chamada, a médica garantiu não ter “observado lesões traumáticas recentes que pudessem ser causa adequada de morte, nomeadamente ao nível do pescoço”. Tratava-se, “aparentemente” de uma “morte natural”, registou a PJ.