@Xgordaoucrania "você tem todo direito de criticar o lula [...] " Ué? Agora tem ? O lula não é mais um deus perfeito majestoso puro e santo ? Eu não sou mais um nаzistа se o criticar ?
@CharlytonD@nikolas_hipot Sem falar que o Arthur é um desequilibrado. E ainda tenho que ver esses adolescentes que o seguem dizer: "não mano, isso é um personagem, ele tem um projeto por trás desse personagem [...]" — ah pelo amor de Deus né, cresçam.
@heritonarantes@0xLibert Irmão, eu aposto mesmo sem ver, que as rodovias de SC são muito melhores que as do MS. Esse estado está abandonado, campo grande mesmo tá uma anarquia.
@ItaloMarsinho Bicho essas coisas não acontecem comigo por que Deus não deixa, porque se fosse eu quebrava a cara desse gогdо filно dа рuта. Minha paciência com аггомваdo é zero.
@esmeraldo1773 Se for deportada, ela ta feita na vida. Vai ganhar uma carreira, vários contratos de publicidade, vai vencer o big brother, se candidatar a deputada pelo PSOL... A lista de benefícios é infinita.
A HISTÓRIA NÃO CONTADA DA JBS
Eles confessaram 240 crimes – incluindo 124 casos de corrupção e 96 de lavagem de dinheiro. Nunca foram condenados. E o Estado que deveria puni-los virou sócio deles.
Neste vídeo do canal Spotniks, conheça a história completa da JBS e dos irmãos Batista: como um açougue no interior de Goiás se transformou na maior processadora de proteína animal do mundo, com mais de R$ 430 bilhões em faturamento, 300 mil funcionários e operações em dezenas de países.
É o retrato mais bem acabado do "capitalismo de laços" brasileiro: um sistema onde o sucesso empresarial não depende da eficiência do mercado, mas da profundidade das relações com o poder público.
O que começou em 1953 como um açougue em Anápolis, pelas mãos de "Zé Mineiro", não se tornou o maior império de proteína animal do mundo por acaso. A trajetória da empresa é uma lição de como o Estado brasileiro, através da política de "Campeões Nacionais", decidiu escolher vencedores usando o dinheiro do pagador de impostos.
A Engrenagem do BNDES e a Propina como Método: "Os Campeões Nacionais"
A metamorfose da JBS em gigante global foi operada pelo BNDES. Entre 2007 e 2009 (Lula), o banco público não apenas emprestou bilhões, mas tornou-se sócio da empresa, injetando capital para que os irmãos Joesley e Wesley Batista comprassem concorrentes estrangeiros muito maiores que eles próprios.
No entanto, as delações premiadas de 2017 revelaram o "pedágio" dessa ascensão: um esquema institucionalizado de corrupção onde 4% de cada contrato aprovado no banco voltava como propina para financiar campanhas políticas e enriquecer agentes públicos. Foram confessados 240 crimes, incluindo corrupção e lavagem de dinheiro, envolvendo quase 1.900 políticos de quase todos os partidos brasileiros.
Grande Demais para ser Punida
O ponto mais ácido da narrativa é a constatação de que o Estado brasileiro tornou-se refém da própria criatura que alimentou. O documentário expõe como, após os escândalos da Lava Jato e da Operação Carne Fraca, a JBS não apenas sobreviveu, mas prosperou.
Os irmãos Batista, que chegaram a ser presos, hoje circulam livremente pelos centros de poder em Brasília e Washington. Enquanto isso, multas bilionárias de acordos de leniência são questionadas e reduzidas na Justiça, e o governo intervém para evitar que a empresa sofra sanções severas, como a inclusão na "lista suja" do trabalho escravo, sob o pretexto de preservar empregos e a estabilidade econômica.
Do Açougue ao Setor Nuclear: O Conglomerado J&F
A expansão da holding J&F hoje desafia a lógica da concorrência privada. O grupo agora domina desde o setor de alimentos (Friboi, Seara, Swift, Pilgrim's, Maturatta, 1953, Doriana, Delícia e Seara Gourmet), financeiro (Banco Original, PicPay), celulose (Eldorado) até a matriz energética nacional (Âmbar), tornando-se o primeiro grupo privado brasileiro com participação em energia nuclear.
A relação evoluiu de um pedido de financiamento para uma sociedade estratégica.
Hoje, o Estado não é apenas o regulador da JBS; ele senta-se à mesa como sócio minoritário, incapaz de punir severamente uma empresa que se tornou uma variável crítica da balança comercial e da política industrial brasileira.
Em suma, a história da JBS não é sobre o triunfo do empreendedorismo goiano, mas sobre como os Batista aplicaram a lição do pai — "do boi não se desperdiça nada" — a todo um sistema político e jurídico, transformando o Estado em seu sócio e, simultaneamente, em seu escudo.
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