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Agora falta investigar:
Por quê um banqueiro responsável pela maior fraude da história brasileira contratou a esposa de Moraes com valores extraordinariamente acima de mercado?
Por quê o ministro frequentou a casa e pegou carona no avião do banqueiro?
Por quê o ministro trocava mensagens com o banqueiro e as apagava?
Por quê na véspera de sua prisão o banqueiro perguntou a Moraes “conseguiu bloquear”?
Em 2012, Veja revelou que Toffoli foi citado no depoimento de uma delatora do mensalão do DF. Ao que consta, não foi investigado.
Em 2016, Veja revelou que Léo Pinheiro incluiu uma obra na mansão de Toffoli em sua proposta de delação. Ao que consta, não foi investigado.
Também em 2016, relatório da PF indicou que a família Bumlai “detinha influência sobre Toffoli”. Ao que consta, não foi investigado.
Em 2018, Crusoé revelou que Toffoli recebia pagamentos mensais de 100 mil reais da esposa advogada. Antes, a Folha havia revelado que o escritório da esposa fora contratado por empresas envolvidas na Lava Jato. Ao que consta, não foi investigado.
Em 2019, Crusoé revelou que Toffoli era citado por Marcelo Odebrecht com o codinome de “amigo do amigo de meu pai” em tratativa sobre supostos acertos com um de seus executivos. O próprio Toffoli anulou as provas e, ao que consta, não foi investigado.
Também em 2019, servidores da Receita foram afastados por realizarem auditoria em 133 pessoas expostas politicamente (PEPs) e com critérios de transações supostamente atípicas e aumentos patrimoniais incompatíveis. Entre as PEPs estavam as esposas de Toffoli e Gilmar. Ao que consta, não foi investigado.
Em 2021, Sérgio Cabral revelou, em delação à PF, que Toffoli vendeu decisões judiciais no TSE. A delação foi anulada pelo Supremo por 7 a 4, incluindo o voto do próprio Toffoli pela anulação. Ao que consta, não foi investigado.
Em 2025, Metrópoles, Folha e outros veículos revelaram empreendimento imobiliário multimilionário envolvendo irmãos de Toffoli sem capacidade financeira compatível, registro em endereço de fachada e fundos com ligações a indivíduos conectados ao Master e à JBS, negócio que o próprio Toffoli reconheceu posteriormente ser sócio oculto. Ao que consta, não foi investigado.
Em 2023, após a Transparência Internacional denunciar à OCDE a anulação generalizada de todas as provas da leniência da Odebrecht, determinada por Toffoli, a TI passou a ser investigada pelo ministro. Passados três anos, duas manifestações da PGR pelo arquivamento da investigação por falta absoluta de provas e de competência de Toffoli, e duas manifestações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos classificando o procedimento como “tentativa de criminalização” da TI, o ministro mantém aberta a investigação.
A Transparência Internacional é investigada. Ao que consta, Toffoli não é investigado.
Mais um ótimo artigo do Fernando Schüler, repleto de perguntas incômodas. 🎯
“”Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo”, teria dito a ministra Cármen na famosa reunião do Supremo. Revelação do ano. Nunca imaginei que nossos ministros andassem de táxi. O mais curioso foi o “STF futebol Clube”. Suspeição de ministro só em caso de “estupro” ou “pedofilia”. Uma inovação jurídica. O ponto chave: se a PF investiga este ministro, porque ela não investigaria algum outro logo adiante? De modo que o melhor é pensar na “institucionalidade”.
Na prática, sacrificar Toffoli, sob pena dos demais ministros se tornarem “sócios” da crise, como lembrou um jornalista antenado. O que apenas daria munição ao discurso “bolsonarista” contra a Corte. E, no limite, levar a uma “ressignificação dos atos de 8 de janeiro”. Bingo. Há uma campanha eleitoral este ano. Taxistas têm a língua solta, e não dá para prender todos por “ataque à democracia”. De modo que o melhor mesmo é pensar na “institucionalidade”.
O fato é que o tribunal cedeu. Ele que nunca teve limites para praticar a censura prévia contra o outro “lado”, que condenou a 14 anos a moça do Batom, que sempre se jactou de não ceder à “opinião pública”, agora cedeu. E cedeu para a barulheira terminar. Há algo lógico aí: sacrifica-se um personagem fraco, como Toffoli, em nome da preservação de um sistema de poder. Sistema que não admite que um ministro possa sofrer alguma “suspeição”, que resiste a um código de conduta para seus negócios e se ancora em uma concepção algo metafísica de “fé pública”.
Se não havia nada de errado na conduta de Toffoli, por que ele deveria sair? Se não havia razões estritamente jurídicas, por que a Corte deveria se mover? Seria porque uma parte da imprensa, que antes dormia em sono profundo diante das “excepcionalidades” do Supremo, agora acordou?
Dias atrás li um editorial reclamando que Vorcaro não tem “foro”, e logo não deveria estar no Supremo. A turma acordou e descobriu que pessoas sem foro deveriam ir para a primeira instância? O Supremo soa perceber a si mesmo como um poder irresponsável a qualquer controle externo. E é isto que está em jogo.
Se os negócios em um resort são motivo para a suspeição de um ministro, por que um contrato gordo entre seus familiares e a empresa cuja causa irão julgar não o seriam? E por que não perguntar que fim levaram as denúncias de Tagliaferro? Ou pior, se o País começa a rever a história triste dos inquéritos, ou quem sabe desconfiar que nem tudo foi de fato necessário para “salvar a democracia”?
A pergunta agora é o que fará André Mendonça. Ele deveria dar transparência e devolver o processo à primeira instância. Isso de fato melhoraria a imagem do STF junto aos taxistas. Outra pergunta é sobre o Congresso. Se há assinaturas para abrir a CPMI, porque isto ainda está parado na mesa do senador Alcolumbre? Em 2021, o ministro Barroso mandou que a CPI da pandemia fosse instaurada porque era “direito da minoria”. Isto deixou de ser, por alguma razão, no Brasil atual?
Ontem, a nota do STF aprofundou, diante do país e do mundo, a degradação institucional brasileira.
O que começou como a degradação moral de alguns ministros transformou-se em metástase que hoje contamina o tribunal e todo o sistema de Justiça.
A decisão anunciada ontem expôs um STF agora unido em dar mais um largo passo no caminho já trilhado: o da submissão da Constituição a interesses corporativistas e privados. O tribunal já havia derrubado dispositivo legal aprovado pelo Congresso que impedia juízes de atuar em casos envolvendo escritórios de parentes. O Parlamento eleito viu impedimento; o STF viu discriminação contra seus familiares. No conflito entre o interesse constitucional e o interesse dos ministros, venceram os ministros.
Agora, a nota choca o país — e chocará a comunidade internacional — ao afirmar inexistir impedimento ou suspeição na relatoria do ministro Dias Toffoli no caso Master. Um juiz presidindo investigação que, se conduzida com técnica, independência e legalidade, deverá alcançar sua família e, muito provavelmente, ele próprio.
Há semanas, a imprensa revelou negócios altamente suspeitos envolvendo fundo registrado em endereço de fachada, controladores sem respaldo patrimonial e beneficiário final oculto — tudo isso ligando irmãos do juiz a parente do investigado. No dia da própria nota, o ministro relator admitiu que ele também é sócio — até então oculto — do negócio. Apesar disso, o Supremo comunica ao país que não há qualquer suspeição.
Não há suspeição, mas, politicamente, decidiram que a solução mais conveniente seria afastar o relator e publicar um desagravo.
Com isso, o STF promoveu um rebaixamento abissal dos critérios de suspeição aplicáveis a todos os juízes do Brasil — e, junto, flexibilizou o princípio da indeclinabilidade, agora condicionado à conveniência política. São as novas diretrizes para as escolas da magistratura e para as faculdades de direito. Em nome de “altos interesses institucionais”.
A degradação que hoje emana do STF já é, de longe, a maior ameaça à democracia. Em pleno ano eleitoral, o Supremo alimenta feras, estimula o extremismo autoritário e dá razão a quem despreza a razão.
A minoria de ministros que ainda preserva a estatura moral de juízes constitucionais, ao assinar a nota, deu sinais inequívocos de que está subjugada. O resgate da instituição terá de vir de forças democráticas dos outros Poderes e, sobretudo, da sociedade.
O Brasil precisa se unir na defesa da Justiça e da democracia.
Em 2023, Toffoli anulou, sozinho, todas as provas do acordo de leniência da Odebrecht. Ele incluiu na fundamentação de sua decisão um parecer do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional, à época subordinado a Augusto de Arruda Botelho, então secretário nacional de justiça.
O parecer dizia que não havia registro do pedido de cooperação do MPF à Suíça, requisito legal para uso das provas. ANPR e PGR, contudo, comprovaram, em seus recursos, que havia sim o pedido formal. O DRCI admitiu a existência e finalmente encontrou o registro.
Apesar disso, os recursos jamais foram sequer analisados, permitindo que centenas de corruptos, inclusive confessos, fossem beneficiados no Brasil e em vários outros países. Botelho havia sido advogado da Odebrecht e, recentemente, já como advogado do diretor de compliance do Master (alvo da Operação Compliance Zero), viajou em jato particular com o min. Toffoli, relator do caso.
Em outubro de 2023, a Transparência Internacional (TI) denunciou a decisão infundada de Toffoli ao Grupo de Trabalho da OCDE (WGB/OECD). O órgão inseriu o caso no topo da lista de verificações sobre o Brasil, na revisão que estava realizando sobre o cumprimento de sua Convenção contra o Suborno Transnacional. Em março, o Brasil terá que apresentar explicações e atualizações à OCDE sobre a anulação das provas da Odebrecht, que configura violação gravíssima às obrigações assumidas pelo país junto à convenção da OCDE.
Apenas três meses depois, publicamos, junto com o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2023, um relatório que destacava criticamente a atuação de Toffoli no caso da Odebrecht. Dois dias depois, o ministro determinou abertura de investigação contra a TI.
Apesar da PGR ter promovido o arquivamento do inquérito por total falta de provas e de competência de Toffoli, o ministro ignorou a posição da PGR e mant��m aberto o inquérito até hoje. O caso já foi citado duas vezes pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA como tentativa de criminalização da Transparência Internacional.
Agora, junto ao IPC 2025 recém-lançado, reiteramos nossas denúncias e recomendamos que Toffoli seja afastado e investigado.
O Brasil e a comunidade internacional precisam acompanhar com máxima atenção este caso. A corrupção do Judiciário impede o desenvolvimento socialmente justo e é devastadora para os direitos humanos, a segurança pública e a democracia.
A luta contra a corrupção não é um fim em si mesma, é uma luta por direitos.
🚨ATENÇÃO🚨
O @Metropoles foi até o resort erguido pela família de Toffoli no Paraná --- encontramos nada menos que um CASSINO operando lá
No local, todos tratam Toffoli como o verdadeiro dono do resort
O cassino tem máquinas de caça-níquel e jogos de azar como blackjack
Em 2018, a Receita Federal criou uma lista de 133 agentes públicos com patrimônio incompatível, movimentações suspeitas e inconsistências graves nas declarações.
Entre os 133 nomes: as esposas de Gilmar Mendes e Dias Toffoli.
O que aconteceu depois é uma aula de como o STF protege os seus. Alexandre de Moraes paralisou a investigação, afastou os auditores responsáveis e transformou os investigadores em investigados. 🧵
Se não há registro de atuação de Viviane Barci junto ao BC, mas era o min. Moraes que intercedia diretamente com Galípolo por Vorcaro, os 129 milhões eram para pagar o serviço de quem?
O que já era extremamente grave se tornou insustentável.
MALU GASPAR | A CRISE MASTER DO STF
Depois da revelação sobre a viagem de Dias Toffoli com um advogado de um dos envolvidos no escândalo do Master, a profundeza das ligações de outro Ministro do Supremo Tribunal Federal com o Banco foram expostas pela colunista Malu Gaspar, que conta mais sobre o caso. #JornalOGlobo
Os robôs vieram pra ficar no Judiciário.
Mas é preciso pensar nas alucinações dos chatgpts da vida, e como que o judiciário pode bem equacionar esse assunto.
Há umas semanas, um ministro excelente do STJ denegou um HC afirmando fato inexistente. Embargos e Agravo não lidos, +
É, gente, chegamos na geração que não entende o nível de futebol que o Ronaldo Fenômeno entregava.
Até mesmo depois da lesão.
Quem trabalha só com estatísticas, até poderia entender, ao ver que antes da primeira lesão, Ronaldo marcou praticamente um gol por jogo, literalmente desde a sua primeira temporada. Foram seis temporadas, em três países diferentes, fazendo um gol por jogo.
Detalhe, em um tempo que esses números não eram comuns e muito menos perseguidos. Nem dados de assistência concretos tínhamos.
Só que Ronaldo foi muito mais que estatísticas. Não por acaso é unanimidade entre os ex-jogadores. Pode perguntar quem é o ídolo de qualquer grande atacante dos anos 90/2000. Não só atacante, qualquer jogador, Henry, Zlatan, Shearer, Vieri, Totti, Nesta, Maldini, Figo, Zidane.
Todos vão te dizer que Ronaldo foi o melhor que viram.
Até Romário coloca R9 numa prateleira diferente dos demais.
Um cara muito fora da curva, não teve nem adaptação ao profissional, foi imediato. Nem a país, mudava de liga e já de cara tinha o mesmo desempenho.
A arrancada era absurda. Tinha drible. O arsenal de finalizações fora do comum. E jogava em qualquer posição do ataque. Qualquer uma.
Claro, não farmou números. Sua carreira foi marcada por lesões, mas também por três finais de Copa do Mundo, duas como titular absoluto e principal jogador do time.
Se reinventou, acima do peso, com os dois joelhos acabados, ainda dava aula em campo e em ótimo nível. Não foi só uma vez que ele precisou mudar seu jeito de jogar e em um delas, foi recordista de gols em uma Copa, artilheiro e campeão, com dois gols na final. Só isso.
No futebol de hoje, que vive de ver os números, Ronaldo vai ser subestimado. Sem levar em conta o contexto, a UCL era outra coisa há 30 anos. O jogo também, não tinha time trabalhando pra um jogador ter 100 gols no ano. Esses números importavam menos.
E isso nem é sobre Cristiano, pra mim um dos melhores de todos os tempos sim - e pro Ronaldo também, ele colocou o português no top 10 da história.
Isso é sobre esquecerem quem foi Ronaldo Fenômeno.
Em 1992, logo após Itamar Franco tomar posse como Presidente do país, ele recebeu uma carta do então Ministro do STF, Paulo Brossard.
Amigos de longa data, Brossard pedia a Itamar que fizesse uma boa escolha para a sua vaga no STF, que só se seria aberta em 1994 quando Brossard efetivamente se aposentou. Mas, mesmo assim, ele se antecipava no pedido, muito por conta da liberdade e amizade que tinham.
Em 1994, o escolhido foi Maurício Corrêa.
Uma curiosidade: muito embora Brossard já fosse Ministro do STF, ele ainda usava o papel timbrado do seu antigo cargo.
Vejam a carta abaixo.