O jatinho de um dirigente da J&F, a multinacional frigorífica, fez duas viagens de Brasília ao Paraná nas mesmas datas em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, esteve no resort Tayayá.
A aeronave bimotor, da fabricante Pilatus, está registrada em nome da empresa Petrus Negócios e Participações, firma do advogado Paulo Humberto Barbosa. Ele mantém sociedade com um dirigente da J&F, grupo frigorífico dos irmãos Joesley e Wesley Batista.
Desde o início de 2025, o jato tem feito trajetos frequentes entre Ourinhos (SP) — aeródromo mais próximo ao resort Tayayá — e Goiânia, cidade onde Paulo Humberto reside. Em dezembro de 2025, no entanto, esse percurso foi desviado duas vezes para passar por Brasília. A primeira, no dia 19 de dezembro, e a segunda, no dia 22 do mesmo mês.
As datas coincidem com os períodos em que o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) destinou seguranças para acompanhar ministros do Supremo em Ribeirão Claro, município onde está localizado o resort.
Quando a Segurança Pública do RS estava um caos por causa da inoperância do governo, o Instituto Cultural Floresta mobilizou a sociedade gaúcha e propôs leis para que o dinheiro da sociedade fosse transferido diretamente para a Brigada Militar e a Polícia, impedindo os políticos e burocratas de desviar os recursos para outros fins, que não esse que é a função essencial do estado. A segurança no RS aumentou.
Quando o governo federal transferiu dinheiro direto da casa da moeda para o governo estadual para auxiliar no esforço contra a Covid, o governador preferiu colocar em dia as dívidas do estado e decretar lockdown impedindo a sociedade de trabalhar e produzir. Respeitamos o governador mas não compactuamos com a sua ignorância.
Quando doadores de outros estados enviam produtos para minimizar o sofrimento dos flagelados pela enchente, o governo impede os caminhões de prosseguir por falta de nota fiscal. De fato, imposto é roubo, sonegação é legítima defesa.
Quando voluntários estão trabalhando em Canoas para resgatar pessoas das áreas inundadas, a Brigada Militar impede que o salvamento, que vinha sendo feito de maneira ordeira e solidária, prossiga sem prévia autorização do poder público que resolver atrapalhar. O estado não quer concorrência porque a iniciativa privada trabalhando rouba os votos dos políticos e os impede de pedir e usat recursos a fundo perdido.
Se você quer ajudar o povo gaúcho de verdade, PARE de doar dinheiro para o governo do estado. Há inúmeras iniciativas privadas que têm feito muito mais para solucionar os problemas do que os políticos e burocratas estatais.
Volto a recomendar o Instituto Cultural Floresta, dirigido por gente experiente, honesta e competente para lidar com este tipo de ação comunitária.
Este é um alerta de utilidade pública. Compartilhe com seus amigos interessados em doar recursos para salvar vidas.
Cuidado, antes de doar para uma das centenas de vaquinhas existentes, verifique a credibilidade e eficácia de quem está pedindo doações. Não caia no conto do vigário. Já chega pagar por promessas vãs feitas pelos órgãos do estado.
O Rio Grande do Sul precisará de um verdadeiro "Plano Marshall", porque de fato estamos vendo um cenário pós-guerra.
Não se pode subdimensionar o desafio que o Estado terá pela frente. Que vira um desafio também do país.