Em um contexto de normalização do absurdo, pode até ser positivo que Lula tenha aconselhado o óbvio ao ministro Moraes, que ele deve se declarar impedido de julgar causas do escritório da esposa. Mas é extremamente prejudicial ao país a forma como o presidente minimizou o caso, na mesma entrevista ao @ICLNoticias, como se fosse meramente uma questão de impedimento. O conflito de interesses, já evidente, é o menor dos problemas neste caso gravíssimo, e a declaração de impedimento por parte de Moraes estaria longe de solucioná-lo.
Com sua fala, o presidente Lula confirma que é um péssimo conselheiro quando o tema é probidade. Ao minimizar um caso de tamanha gravidade, demonstra que sua preocupação central é apenas se distanciar politicamente do escândalo e de seu impacto eleitoral.
Lula omite na entrevista, mas é fundamental resgatar as circunstâncias do escândalo:
- O caso envolve um contrato de R$ 129 milhões, valor completamente fora de parâmetros, inclusive para as maiores e mais caras bancas do mundo, para serviços da natureza do que o próprio Barci de Moraes declarou ter prestado.
- O cliente Master não é uma grande empresa demandando serviços de alta complexidade bem especificados contratualmente, como operações internacionais de fusão e aquisição ou respostas a grandes desastres. Trata-se de um banco de pequeno a médio porte, e o contrato — publicado pela imprensa — tinha objeto genérico, essencialmente de defesa de interesses do banco perante órgãos públicos, ou seja, atividade de natureza lobista.
- O cliente Master e seu proprietário Daniel Vorcaro já tinham histórico de investigações e sobre eles pairavam suspeitas generalizadas no mercado –fortíssimos indícios de que o valor tão incompatível poderia ter origem criminosa.
- Viviane, Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, sócios do escritório, são pessoas expostas politicamente (PEPs) devido ao parentesco direto com uma autoridade de alto escalão. PEPs são classificadas internacionalmente como categoria de risco elevado de corrupção e lavagem de dinheiro e sujeitas, em suas transações comerciais e financeiras, a procedimentos reforçados de prevenção e compliance, incluindo “know your client” (checagem de antecedentes do cliente) e verificação da origem dos recursos.
- Apesar dos próprios sócios, como PEPs, estarem sujeitos a estes procedimentos, o escritório Barci de Moraes não adotou os mais elementares mecanismos de compliance ao aceitar (ou pior, possivelmente propor) um contrato de valor extraordinariamente acima de mercado, com alto risco de origem ilícita, para realizar atividade de lobby exatamente na esfera de influência do marido/pai ministro Alexandre de Moraes.
- Diante de circunstâncias tão graves, o escritório jamais poderia ter assinado o contrato e deveria ter reportado o caso imediatamente aos órgãos de controle. Paradoxalmente, um dos serviços que o Barci de Moraes declarou ter prestado ao Master foi consultoria de compliance.
- Para completar e agregar elementos da mais alta gravidade, a imprensa tem revelado diversas informações que apontam para interações diretas do ministro Moraes com Vorcaro, como visitas à residência do empresário, viagens em seus aviões, trocas de mensagens posteriormente apagadas (inclusive no dia da prisão, com a pergunta “conseguiu bloquear? “), além de reuniões e troca de mensagens com autoridades diretamente relacionadas aos interesses do cliente de sua família, como o presidente do Banco Central.
Se o presidente da República julga adequado aconselhar um membro de um poder independente sobre como proceder, seria lógico — e institucionalmente muito mais apropriado — que aconselhasse o Procurador-Geral da República a não se omitir, abrir imediatamente uma investigação e conduzi-la com plena independência. Se estivesse verdadeiramente preocupado com a corrosão da credibilidade das instituições democráticas pela corrupção, é isso que faria como autoridade máxima eleita do país.
@leonardo1opes@sempararoficial Estou na mesma situação.
Nao co sigo cancelar e tive meu CPF incluído no serasa.
Por telefone quando voce tenta cancelar, eles simplesmente desligam o telefone.
É empresa bandido!!
Salvo raras exceções, coletivas são sempre muito ruins por culpa de quem pergunta. Ontem queria ter ouvido as seguintes perguntas:
1) Foi você quem não quis outro centroavante pra temporada?
2) Foi você quem preferiu matar seus 3 zagueiros o ano todo ao invés de ter um 4o pra revezar?
3) Independente de ter treinado 2, 5 ou 1000 vezes, o De la Cruz não pode ficar no banco e entrar 20 min? Jorginho e Saul terminaram o jogo mortos, é melhor matá-los do que abrir mão de alguns pensamentos?
4) O Flamengo tem dificuldades sérias pra jogar contra times da parte de baixo da tabela postados atrás e vai bem contra quem sai pro jogo. Em 90% desses jogos atuou um centroavante improvisado. Já que foi isso que te entregaram, não é hora de mudar as convicções e buscar uma solução alternativa com o que se tem?
5) No livro do Ancelotti ele conta como errou no início de carreira por abrir mão de craques em nome da convicção em um esquema. Aprendeu e mudou. Não te parece arrogante ter tanta convicção tendo apenas 1 ano como treinador?
Dito tudo isso eu sou Team Filipe, acho que ele vai evoluir e que ele é o melhor treinador que o Flamengo pode ter. Acho também que ele precisa ser ajudado e não atrapalhado na formação do elenco.
The political persecutions by sanctioned human rights abuser Alexandre de Moraes continue, as he and others on Brazil's supreme court have unjustly ruled to imprison former President Jair Bolsonaro.
The United States will respond accordingly to this witch hunt.
IMPRESCINDÍVEL: O CUSTO QUE TEM A OBSESSÃO IDEOLÓGICA DE LULA
O ex-embaixador do Brasil na Inglaterra e nos Estados Unidos, Rubens Babosa, adverte para a insanidade deste governo cortar todos os contatos com a maior economia do mundo e não entender a mudança, que todo o resto do mundo já entendeu, que a eleição de Trump introduziu na antiga ordem internacional.
"Quando o maior investidos de todos os tempos desceu do Palco"
Ninguém ali esperava o anúncio.
O salão lotado, milhares de olhos vidrados, celulares no ar.
Um silêncio que só a reverência explica.
Na cadeira central, o velho de terno largo ajeita os óculos, sorri tímido....e muda a história...
- Depois de 2 anos e 10 dias presa por passar batom numa estátua, Débora Rodrigues, mãe de duas crianças, finalmente poderá voltar pra casa se Moraes não insistir no sadismo com que conduziu este e centenas de outros casos até aqui.
- Mas atenção: não é liberdade. É prisão domiciliar, com tornozeleira e restrições, como se ainda representasse um “risco concreto à ordem pública”, segundo o próprio sistema que a manteve trancada por 730 dias sem sentença (coisa de pervertidos, diriam em outros tempos).
- A PGR, que até fevereiro deste ano dizia que não havia motivo para soltar, agora, diante da enorme repercussão e comoção que o caso tem causado, correu para dizer que talvez seja hora de lembrar que filhos pequenos também têm direitos — mesmo que suas mães tenham votado no "candidato errado".
- Não houve mudança nos fatos. Não surgiu nenhuma nova prova. Nada mudou. Exceto uma coisa: a vergonha ficou grande demais pra sustentar.
- A prisão prolongada de Débora nunca teve fundamento. Mas teve utilidade para Moraes: gerar medo, intimidar, enviar recados... Agora que a vitrine rachou, empurram o caso discretamente pra debaixo do tapete — mas com tornozeleira, presa em casa, mesmo depois de prisão preventiva que se revelou verdadeira "antecipação de pena".
- Justiça de ocasião. Estado de Direito sob medida. E um sistema que só “reconhece excessos” quando a pressão externa se torna insustentável.
- Não estamos comemorando um avanço. Estamos testemunhando um recuo tático. E ainda coberto de cinismo jurídico.
- Seja como for, pelo menos o sofrimento dos filhos da Débora poderá diminuir um pouco. Mas devemos continuar pedindo por ela e pela família dela para que ela não corra o risco de voltar para a prisão se for injustamente condenada a uma pena elevada.
- Também devemos continuar pedindo pelas centenas de outras vítimas do revanchismo cruel de Moraes: mães, pais, idosos, mulheres grávidas, moradores de rua... Ainda existe muita gente sofrendo injustamente, com penas desproporcionais.
NÃO DÁ MAIS! Mais de 1 bilhão de chamadas indesejadas por mês no BR, revela Anatel. Todo dia a gente foge de golpe, telemarketing chato e robô ligando sem parar. Até quando???