Mais um artigo que merece ser lido. E sobre o governo Lula, critico, mas bem pertinente.
GOVERNO DE ANÚNCIOS
Carlos Alberto Sardenberg
363 Yanomamis morreram por desnutrição e malária em 2023, mais do que os 343 óbitos do ano anterior. Revelado o número, a ministra Sonia Guajajara anunciou a criação do primeiro hospital indígena na história do país. Ficará em Boa Vista, mas ainda não se sabe quando se iniciam as obras.
Sabe-se, porém, que fracassaram as ações emergenciais tentadas no ano passado para retirar garimpeiros das terras Yanomami. Garimpeiros expulsos voltaram para a região.
E agora? O governo decidiu que Forças Armadas e Polícia Federal deverão ter presença definitiva no território. A partir de quando? Não se sabe.
Fracassaram também as ações para levar alimentos e cuidados médicos. Não há novos planos emergenciais em andamento, mas há anúncios. Além do hospital, o governo informou que vai construir unidades básicas de saúde na região. Prazos? Metas? Nada.
No final de janeiro, o presidente Lula lançou o Programa Pé de Meia, espécie de bolsa para permitir a permanência na escola de alunos mais pobres. A ideia é boa. O presidente tem razão quando comentou: “Essa política não pode ser de governo, tem que ser de Estado, com a participação da sociedade, porque senão cada governo que entra muda tudo e as coisas não acontecem efetivamente”.
Pois o governo Lula está tentando mudar todas as normas ensino médio, que haviam aprovadas pelo Congresso ainda no período Temer e estavam em implantação.
Desde o início do governo, a esquerda luta pela revogação total daquelas normas. Secretários estaduais de Educação e entidades civis entendem que o modelo deveria ser mantido, com ajustes pontuais, que podem ser feitos sem novas legislações.
No meio do debate, o ministro Camilo Santana enviou um projeto de lei ao Congresso. Ali, caiu na relatoria do deputado Mendonça Filho, que era o ministro da Educação quando foi aprovado o novo ensino médio.
Claro que resulta numa tramitação complexa. Assim, a votação do projeto do governo Lula ficou para este ano, ainda sem data. Resultado: milhões de alunos não sabem como serão as aulas e as matérias que terão nos próximos anos.
Trata-se de um desvio típico, da mesma natureza do que ocorre com a administração (ou falta de) da crise Yanomami. Faltam ações concretas, sobram as chamadas políticas estruturantes.
Na questão indígena, o governo federal pelo menos assume que é seu problema. Já na educação, há uma tendência de colocar culpa em governos estaduais e prefeituras, que, sim, têm papel essencial. Mas considerando que há problemas comuns em todo o país e que o governo federal tem a maior parte do dinheiro, pelo menos a coordenação deve ser Brasília.
O problema básico é conhecido: os alunos das escolas públicas têm ensino muito pior do que os colegas das privadas.
Com essas tentativas de impor novas regras “estruturantes”, existe o risco de o governo atrapalhar a escola privada, como já acontece com o ensino médio, e não melhorar a pública.
Na segurança pública, o governo Lula passou um ano tentando empurrar a coisa para os governos estaduais – de fato, responsáveis primários pelas polícias. Mas é evidente que a crise é nacional. O tráfico de drogas e armas passa por todo o país, a começar pelas fronteiras federais. O crime organizado é nacional, não raro internacional.
Quando a atuação das milícias e facções atingiu momentos alarmantes no ano passado, o então ministro da Justiça e da Segurança anunciou o que? A preparação de um plano nacional.
Sobrou para o novo ministro, Ricardo Lewandovski, que mal assumiu e já topou com a fuga de presos do presídio federal de Mossoró – dois chefes de uma facção nacional.
E a saúde. Os especialistas sabiam que estava por ocorrer um grande surto de dengue. Ocorreu e o Ministério da Saúde corre atrás. Comprou as vacinas, é verdade, mas elas têm efeito a prazo maior e a emergência do momento é de ações sanitárias.
As prefeituras têm que fazer isso? Têm. Mas o governo federal precisa entregar dinheiro, gente e equipamentos. E anúncios.
Aqui, sim, uma campanha nacional de esclarecimento teria sido muito eficiente
Flávio Dino considerar, como o fez em seu comentário, que Romeu Zema é de "extrema-direita" significa uma sacanagem contra a ciência política.
Uma negação da razão. Típica dos grandes falsificadores da História.
Quando há um aumento no custo de produção de algum #fertilizante, pesticida, peça de trator… o fornecedor repassa este ao preço de venda; já o produtor rural, se há aumentos de custos e o “mercado decide” pagar menos pela #soja ou #milho, o custo fica por conta dele ⤵️
Em política, como em diversas outras áreas, mais importante do que o nível é a tendência, por isso os dados a seguir são importantes.
E eles revelam uma péssima notícia para a esquerda, mas uma notícia ainda pior para o país...
Esqueça o papo de que empresas tech BR são e-commerce, fintechs ou – pasmem! – empresas de cashback.
Quando uma empresa é tech de verdade, ela nem usa essa palavra.
Nesse🧶, vou te mostrar cias BR que desenvolvem tecnologia a nível global sem deixar nada a desejar às gringas:
Desmatamento ilegal existe? SIM
Eu defendo quem desmata ilegalmente? NÃO
O que eu defendo é separarmos o joio do trigo.
Quem desmata ilegalmente é criminoso ambiental e eu não defendo bandido.
Eu defendo os produtores rurais e pecuaristas que fazem CERTO e que são a maioria!
Assim como o @GaetanoDiMauro_ , nascemos inquietos e em busca da excelência sempre. Estamos muito empolgados em viabilizar a participação desse jovem talento na Stock Car. Acreditamos em você, Gaetano! 🏎️🏎️🏎️