O TIRANO DA LIBERDADE
Eduardo “Bolsojauro” só pode estar acometido de uma gastroenterite eosinofílica avançada. O homem parece desesperado. Tem produzido uma quantidade tão grande de anomalias verbais que já não resta alternativa senão concluir que sofre de uma gravíssima má absorção de nutrientes.
Transformou-se num americanófilo compulsivo e num perseguidor de antigos aliados do mesmo espectro político; um simulacro jaguara de déspota que parece confundir liderança com ressentimento. Quanto mais fala, mais dá a impressão de que seu objetivo é implodir o próprio campo político ao qual diz pertencer.
Esse citadino chupador de rôla de judeu parece ansioso para destruir a direita inteira, sequestrar um movimento orgânico e legítimo que se consolidou em torno do nome do próprio pai e garantir mais alguns denários para continuar desfilando pelos glamourosos hotéis yankees e financiando extravagâncias libidinosas pouco convencionais. Enquanto o Brasil afunda por conta do PT e das investidas cansadas do próprio 03 na terra da liberdade, ele segue desfilando seu entusiasmo cosmopolita, como se a aprovação dos salões estrangeiros fosse um troféu. Cessarei com os justos adjetivos; do contrário, parecerei os intelequituaixxx bolsonaristas.
A COPA DOS LOUCOS
Nos últimos nove ou dez anos, o Brasil, que já não andava lá essas coisas, parece ter adoecido da alma de um jeito quase irreversível. O brasileiro, principalmente o de direita, não pensa mais em família, churrasco, futebol ou no próximo feriado santo. É eleição, urna, PT, político, Bolsonaro, pesquisa e briga de internet.
Não se pode falar de Copa, diversão ou qualquer outro assunto sem que alguém apareça para transformar tudo em palanque. Tem gente que comemorou a eliminação da Seleção não porque o futebol acabou, mas porque, finalmente, poderia voltar a discutir a salvação política do Brasil - que parece ser a única copa possível da direita.
E experimente fazer uma piada ou rir da própria desgraça. Em poucos segundos, surge a patrulha dos fanáticos eleitoreiros, pronta para explicar que até o seu senso de humor é uma ameaça à democracia. A esquerda quebrou o Brasil; a direita o enlouqueceu.
A TRAIÇÃO DOS FILHOS.
Tenho quase certeza de que Jair Bolsonaro não sabia dessas relações dos filhos com Vorcaro. Esses rapazes traíram não apenas o Brasil, ao lançarem a candidatura de Flávio já cientes do envolvimento com o banqueiro salafrário, mas também o próprio pai. Que lástima!
À militante disfarçada de jornalista, conhecida como AIRBAG DE PLANETA, eis uma informação básica de Santa Catarina: @beatrizborbasc, vereadora de Biguaçu, em comum acordo com o PL de SC, vai compor o quadro de pré-candidatos do NOVO. A sigla está como vice de Jorginho Mello, governador do Estado. NOVO e PL são aliados em Santa Catarina. A cota feminina é uma obrigação de todo partido. PL tem muitos quadros femininos; NOVO não nem tanto. Portanto, vá fazer intriga numa outra galáxia mais próxima, militante.
CHUPINS
É inegável que o PL não teria alcançado a dimensão atual sem Jair Bolsonaro. Também é fato que o próprio Bolsonaro - assim como seus apoiadores mais fervorosos - dificilmente teria viabilizado candidaturas sem o abrigo conveniente de algum cacique partidário. Outra verdade, igualmente conhecida, é que Valdemar Costa Neto está longe de figurar entre os homens mais imaculados da República.
Dito isso, eis a curiosidade: bolsonaristas, que já deixaram um rastro de divisões por onde passaram, chegam à casa alheia e, pelo simples fato de serem numerosos, julgam-se no direito de achincalhar o proprietário. O anfitrião abre a porta; os recém-chegados se acomodam no sofá, esticam os pés sobre a mesa e, sem cerimônia, passam a exigir as melhores suítes.
Não satisfeitos, ainda reclamam da mobília: descobrem, com espanto, que a casa já possuía antigos moradores leais ao “mensaleiro”. Como se não bastasse, atribuem ao dono da casa a responsabilidade pelo desconforto do ambiente - o mesmo que lhes ofereceu teto quando mais precisavam.
Sim, é verdade que os novos inquilinos ajudaram a ampliar o imóvel, reformaram alguns cômodos e trouxeram movimento. Mas em que universo paralelo isso autoriza alguém a insultar o anfitrião e cogitar expulsá-lo da própria residência?
O anfitrião cedeu espaço, quartos e abrigo. Em retribuição, recebe insolência. A metáfora mais adequada talvez seja a do chupim: a ave que deposita seus ovos no ninho alheio para que outros façam o trabalho de incubar, alimentar e criar - o chamado “parasitismo de ninho”.
Bolsonaro já não ocupa mais a casa. Mas deixou os ovos bem acomodados por lá.
@rsallesmma falou o que todo mundo sabe no bastidor político em Brasília: business no Texas e acordos que todo mundo sabe que envolve causas menos nobres.
🚨URGENTE - Ricardo Salles responde Eduardo Bolsonaro
“Seu passaporte foi apreendido quando você estava nos EUA! O meu foi apreendido quando eu era ministro ainda! O que eu passei como ministro, você não passou nem de longe”
Um dos princípios basilares de um movimento revolucionário é a mudança de direcionamento, a contradição repentina e a alteração brusca de estratégia, de acordo com os interesses momentâneos do grupo de poder ao qual o indivíduo pertence.
O CRENTE SALAZAR
É bem verdade: política se faz com pessoas, especialmente em eleições. Um plano eleitoral precisa de liderança com personalidade, capaz de aglutinar gente - e isso ninguém tira de Jair Bolsonaro.
O problema vem depois. Passada a eleição, entra o “governar”: plano de trabalho, pautas, alianças, projeto ideológico. Sem isso, não há consolidação do movimento; sobra apenas o culto à personalidade, seja de direita, esquerda ou centro.
Na direita, o líder enfraqueceu; os “sucessores” entregam muito pouco e apenas formaram puxa-sacos desqualificados - todos com destino previsível.
O bolsonarismo não evoluiu: não estruturou um plano de trabalho, não construiu alianças saudáveis e nem manteve vínculo com os princípios que, lá em 2013, impulsionaram a direita e levaram, em 2018, Bolsonaro à presidência.
O que há hoje é uma linhagem hereditária, de pouco traquejo político - um “salazarismo evangélico” menos sofisticado, mas tão revolucionário quanto.