Andar contigo no centro foi poesia sem rima,
foi filme antigo, foi tarde calma e clima.
Me deu uma vontade absurda de escrever,
de fazer versos que, quem sabe, pudessem te convencer…
Desde a primeira vez que vi teus cachos vermelhos ao vento,
me perdi no instante, no tempo, no pensamento.
Foi como se o mundo ficasse em silêncio só pra te ver passar,
e eu, bobo, tentando disfarçar o coração a disparar.
Queria que me visse com outros olhos,
não só o cara distraído ou ousado,
mas um homem atento, romântico, apaixonado.
Que nota teus detalhes, tuas pausas, teus jeitos,
e que sonha ser abrigo, ser paz, ser peito.