fragile é mulher, figura materna, fez parte da classe trabalhadora e vítima do terrorismo
representa a resistência feminina, enfrentou estruturas opressoras e ressurgiu como líder, estrategista e protetora em um ambiente moldado por forças masculinas
por isso, fragile é 13! ⭐
@joaofld@acervokirstein Eu de forma alguma tô defendendo a validade de uma leitura fascista, tô só dizendo que toda essa racionalidade não é suficiente, e que mesmo de forma contraditória há como agitar expressões políticas mesmo com obras que aparentam ser contra. Tendeu?
@joaofld@acervokirstein Bom, eu digo que ela é equivocada no meu ponto de vista, e sou contra o relativismo também, obras tem materialidade e demandam de metodologia para tal e os caraio, pelo menos para aborda-las sistematicamente. O que tava falando em si é que a estética seduz +
@joaofld@acervokirstein Concordo, e jaz aí o perigo de obra, porque o leitor não necessariamente é uma figura autossuficiente, subjetividade se constrói depois do contato com a matéria, com a realidade. Mas concordo que o leitor precisa se responsabilizar pelo o que lê, colocando o viés dele na reta
@joaofld@acervokirstein E bom, o perigo está na obra em si, também, como também está no leitor, afinal, ela não tem âncora absoluta, o autor não tem voz estrita, tampouco o leitor. Por isso reitero, sentir uma obra é também entender que ela pode te trair, seja você bem intencionado ou não
@joaofld@acervokirstein Sim, e é isso que tô dizendo, a obra em si é tão segura, quanto abstrata, sem relativizar. Concordo com a leitura de esquerda e acho a de direita bastante equivocada, mas isso não anula a questão central, são sentidos que disputamos no espaço público. Não por serem determinadas
@joaofld@acervokirstein Sim, e não acho que se esquiivalem, mas mesmo assim, essa leitura engatou uma sensibilidade coletiva o suficiente para formar grupos reacionários com a máscara do V, apropriando o signo pelo o que entendem como anti-sistema. Entende meu ponto? Toda obra é perigosa por isso.
@joaofld@acervokirstein Mas ainda sustento o ponto que nenhuma obra autoriza nenhuma leitura a priori, seja fascista, seja progressista, seja anarquista, tanto o fascista tem um empenho íntimo para projetar seus valores isso numa obra, quanto qualquer esquerdista também projeta os seus
@joaofld@acervokirstein Bom, eu não disse que a esquerda não entende, até porque o materialismo histórico dialético são de intelectuais a esquerda, mesmo que nem toda a pessoa tenha essa bagagem e quando entra nessa dinâmica de algoritmo é pior ainda, generaliza mais
@acervokirstein Sim, pior que não tem mesmo, não tem obra de esquerda ou direita, irmão. Isso além de reducionismo, mostra mais seu posicionamento do que de qualquer obra. Mas de novo, eu concordo com essa leitura, acho válida e os carai. A discussão aqui é mais que nenhuma obra é partidária
@joaofld@acervokirstein Só tô reiterando isso porque nós de esquerda, geralmente temos uma dificuldade forte em entender que sentidos não são fixos, que a forma importa tanto quanto qualquer conteúdo.
@joaofld@acervokirstein Sim, existe uma materialidade em toda obra, que precisa de metodologia, coisa que a direita convencionalmente não tem. Mas de novo, obras são polifônicas, figurativas, que esse nível de abstração inevitavelmente permite que aja esse tipo de apropriação, mesmo que "inválida"
@acervokirstein Irmão, eu falei que eu concordo com sua leitura, só tô dizendo que obras não tem sentidos metafísicos, ou seja, não tem uma posição fixa na realidade, elas na verdade, tem um aspecto polifônico que afeta, sobretudo, seu sensível. De um ponto de vista racional, tu tá certo.