«Pilatos é o tipo da lei natural; a multidão de judeus, [a] da lei das Escrituras. Se alguém não se elevou acima de ambas as leis pela fé, será incapaz de perceber a verdade que está além da natureza e das palavras, mas crucificará o próprio Logos, considerando [o Evangelho] um escândalo, como um judeu, e como loucura, como um grego.»
—São Máximo - PG 90, 1109AB.
“Un Jesús que está de acuerdo con todo y con todos, un Jesús sin su santa ira, sin la dureza de la verdad y del verdadero amor, no es el verdadero Jesús como lo muestra la
Escritura, sino una caricatura suya miserable”.
-Benedicto XVI
«A primeira é que a lei do temor nos impõe obediência servil, ao passo que a lei do amor nos pede uma submissão livre e voluntária. Aquele que obra pelo temor, obra como escravo, mas aquele cujas ações não têm outro motivo senão o amor, obra como homem livre, e a sua obediência é toda filial. "Onde há o espírito do Senhor, diz S. Paulo, aí há liberdade". Com efeito, graças ao amor, o homem obedece a Deus como um filho a seu Pai.»
—São Tomas de Aquino - Tratado Dos Mandamentos Da Lei De Deus (1.1.4).
«Mas o temor é um motivo insuficiente para desviar o homem do mal e conduzi-lo ao bem. A lei mosaica só sujeitava aos seus preceitos o homem físico. O homem espiritual escapava ao seu poder. Era necessário, pois, à virtude um novo motivo; à moral, uma nova lei. Esse motivo é o amor; essa lei é o Evangelho. Assim, à lei do temor sucede a lei do amor.»
—São Tomas de Aquino - Tratado Dos Mandamentos Da Lei De Deus (1.1.3).
"Entretanto aquilo que se adverte como justo nas posições de Pascal é válido ainda para o nosso tempo: há que reconhecer que o «neopelagianismo», ao pretender que «tudo depende do esforço humano canalizado através de normas e estruturas eclesiais», «nos intoxica com a presunção de uma salvação ganha com as nossas forças». E podemos afirmar que a última posição de Pascal relativamente à graça e, em particular, ao facto de que Deus «quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade» ( 1 Tm 2, 4), aparece enunciada em termos perfeitamente católicos no final da sua vida.
Como fazia notar quase ao princípio, Blaise Pascal, no termo da sua vida, breve mas duma riqueza e fecundidade extraordinárias, colocou o amor dos seus irmãos em primeiro lugar. Sentia-se e reconhecia-se membro de um só corpo, porque «Deus tendo feito o céu e a terra, que não sente a felicidade do seu ser, quis criar seres capazes de a conhecerem e formarem um corpo de membros pensantes ». Na sua posição de fiel leigo, Pascal saboreou a alegria do Evangelho, com que o Espírito quer fecundar e curar «todas as dimensões do homem» e reunir «todos os homens à volta da mesa do Reino»."
—S.S. Francisco - SUBLIMITAS ET MISERIA HOMINIS.
Essa cena é linda! Um adulto de coração de pedra, egocêntrico e ferozmente crítico foi desmontado pela memória de uma simples tigela de ratatouille preparada pela mãe quando criança. Num instante, o mundo cinzento e sofisticado desabou, e tudo ficou colorido outra vez.
«Minha vontade era a mestra inimiga, e por ela havia feito uma corrente para mim e me aprisionado. Por causa de uma vontade perversa nasceu a luxúria; e a luxúria, quando satisfeita, tornou-se costume; e o costume, quando não resistido, tornou-se necessidade.»
— Santo Agostinho, Confissões, Cap. V, n. 10.
“Por isso, se o mundo foi criado de alguma matéria informe, essa matéria foi criada inteiramente do nada. Pois aquilo que ainda não tem uma forma, todavia, de algum modo está predisposto a poder ser formado, por bondade de Deus pode assumir uma forma, porque é coisa boa ter uma forma. Portanto, também a capacidade de ter uma forma é um bem: e assim, o autor de todos os bens, que deu a forma, deu também a possibilidade de ter uma forma. Assim, tudo o que existe, enquanto existe, e tudo aquilo que ainda não existe, enquanto pode existir, depende de Deus. Isso pode ser dito de outro modo: tudo aquilo que tem uma forma, enquanto tem uma forma, e tudo aquilo que não tem ainda uma forma, enquanto pode ter uma forma, depende de Deus.”
— Santo Agostinho (De vera religione, 18, 36)
“O único Deus, a única verdade, a única salvação de todos e a primeira e suma essência, da qual provém tudo o que existe, enquanto existe; porque, enquanto existe, seja o que for, é bom.”
— Santo Agostinho (De vera religione, 11, 21)
"There is one case of death-bed repentance recorded — the penitent thief — that no one should despair; and only one, that no one should presume."
St. Augustine