A compressão salarial em Portugal, quando trabalhar a tempo inteiro já não chega para viver com dignidade
O país que o ECO noticiou esta semana resume bem o nosso problema: o “salário típico em Portugal começa a ser perigosamente o salário mínimo���.
O salário mínimo nacional foi de 820€ em 2024, 870€ em 2025 e 920€ em 2026, um aumento de apenas 50 euros.
Desses 50 euros, o Estado e a inflação ficam com quase tudo.
Hoje, cerca de 838 mil trabalhadores recebem o salário mínimo em Portugal, cerca de 21% do total. Outros dados do Ministério do Trabalho apontam para 22,4%. Uma em cada cinco pessoas que trabalha todos os dias, a tempo inteiro.
E o que acontece a quem está acima do mínimo? Quase nada. Em 2024, o salário médio era de 1.309€ e o mediano de apenas 950€. O ganho médio real de 2024 foi estimado em 1.602€ e o mediano em cerca de 1.270€. A remuneração bruta total média em 2025 chegou aos 1.694 euros.
Traduzindo: o salário mínimo já representou 64% da remuneração base média e 84% da remuneração mediana. Em 2024 equivalia a 63% do salário médio. Nunca estivemos tão esmagados. Ganhar o médio é quase ganhar o mínimo.
E a inflação? Comeu o aumento antes de ele chegar à conta.
Depois de anos com inflação a 5,3% em 2023 e 2,7% em 2024, com picos de quase 10% nos bens essenciais, um aumento nominal de 5,7% não é aumento real. É manutenção da pobreza.
50 euros não pagam o aumento da renda. Não pagam o cabaz alimentar que subiu mais de 30% em três anos. Não pagam a creche, o transporte, a luz.
Resultado: o salário mínimo não permite viver com dignidade. E o salário médio já não permite fazer poupanças, porque a inflação come tudo.
Porquê?
Um modelo económico assente em baixos salários, turismo, serviços e subcontratação.
Baixíssima negociação colectiva e vínculos precários.
Uma produtividade estagnada porque não se investe nas pessoas, só se gere o custo delas.
E o que o programa do actual Governo não resolve?
O acordo assinado pelo Governo de Luís Montenegro prevê que o salário mínimo suba a um ritmo de 50 euros em cada um dos anos até 2028: 920 euros em 2026, passando para 970 euros em 2027 e para 1.020 euros em 2028.
É uma trajectória previsível, mas insuficiente. O próprio Primeiro-Ministro falou em chegar aos 1.500 ou 1.600 euros, mas a este ritmo tal só será possível em 2037.
Não há no programa uma resposta séria ao custo da habitação, ao peso do IRS sobre os salários médios, à falta de progressão de carreiras, à desvalorização de quem tem qualificação média e elevada que é quem está a emigrar a 50 mil por ano.
Aumentar o mínimo sem aumentar o médio é oficializar a pobreza de toda a classe média trabalhadora.
Trabalhar em Portugal tornou-se um exercício de resistência. Levantar cedo, pagar contas, e no fim do mês não sobrar nada para o imprevisto, para os filhos, para um futuro.
Não pedimos luxo. Pedimos dignidade. E nenhuma política que normaliza que 20% do país viva com 920 euros e que o salário mediano seja 950 euros pode dizer que resolve o problema.
Porque não resolve.
O mundo que existia até 2019 nunca mais voltou. Seis anos depois da pandemia, parece que as pessoas desaprenderam a conviver. Tudo ficou mais frio, egoísta e cruel. A empatia virou raridade e o mais assustador é ver tanta gente tratando a própria maldade como motivo de orgulho.
Eu queria saber se o Passos Coelho ia voltar.
Ele explicou em que circunstâncias podia voltar.
Eu fiquei com a certeza de que ele vai voltar.
Um Senhor.👑
Tugas gostam muito de se queixar de cenas de cá.
Mas genuinamente, não falamos o suficiente sobre o quão fixe é a Rede Expressos. Barato, confortável... Top serviço, if you ask me.
Days before the start of large-scale combat operations against Iran in late February, President Trump summoned his Director of National Intelligence Tulsi Gabbard to the Oval Office in order to ask her if a war with Iran would work and successfully topple the Islamic Regime, according to the Wall Street Journal.
Gabbard outlined running assessments from the U.S. intelligence community, telling Trump that killing Iran’s supreme leader would likely usher in a more hard-line regime open to acquiring nuclear weapons, while the IRGC would rush to close the Strait of Hormuz, destabilizing the global energy market, and strike U.S. forces and partners across the Middle East.
Vengo de estar en Portugal una semana, y he alucinado con el café. Incluso en una gasolinera en mitad de una autopista, me han servido un buen café. No he tomado ni un solo café malo. Nos llevan años luz de ventaja en este aspecto. ☕️
Largo do Chiado. 17h17. Automóvel é obrigado a deixar passar um peão. Atrás, um elétrico começa a buzinar para a viatura parada no meio da via.
A condutora do carro não vai de modas e responde, gritando em plenos pulmões: "Não vês a puta da passadeira, oh estúpida da merda?!"
Witnessing a total solar eclipse is doing what is, mathematically, almost impossible. The odds of simply existing in such brief, harmonic alignment with the sun and moon are near zero; the fact that we’re able to do it — and plan for it — is a series of astronomically improbable miracles.
Simply the *existence* of a total solar eclipses is enough to make one believe in a higher power. The sun is 400 times wider than the moon, and yet the moon is 400 times closer. They can align perfectly for just a few seconds or minutes (up to 7 minutes 29 seconds). To our knowledge, doesn’t occur as perfectly anywhere else in the galaxy.
We just happen to occupy the one space rock that gets to see something like this somewhat regularly (about once every 18 months somewhere around the globe).
Even still, most humans will never see one. Any given location on Earth only sees a total solar eclipse once every 375 years on average. That’s four average lifetimes; we each get only one.
The ability to travel into the path of totality is even more unfathomable. The Earth is about 4.5 billion years old. Humans have been around for about 200,000 years. Until the past 1,000 to 3,000 years, we couldn’t accurately or reliably predict eclipses. Only in the past century has air travel existed, and international air travel only became accessible for upper middle-class citizens of developed countries in the past 40 to 50 years. Remember — half of humanity still lives on under $7 a day.
In a few hundred million years, total solar eclipses will no longer exist. The moon is drifting away from Earth at the infinitesimal rate of 1.5 inches per year. That’s just enough that, someday, the moon will never appear big enough to cover the solar disk again.
If you saw Wednesday’s solar eclipse, count your blessings. Existing at this precise moment in spacetime, and having the knowledge and means to be in the path of totality, is far more special than one-in-a-million; it’s like going to a beach and choosing one specific grain of sand that happens to be the lucky winner.
Those who know me know I studied atmospheric sciences at Harvard. I’m all-science through and through. But this is the sort of stuff that keeps me faithful. If you get to experience a total solar eclipse, it’s hard not to be.
I still catch myself reaching for my phone, knowing you’ll never text back.
The world hasn’t been the same since you left - it feels quieter, emptier, colder. What hurts most is realizing you’re out there living like I never existed.
I gave you a love I can’t take back, and now all I have are pieces of myself I don’t know how to fix. Losing you feels like losing the best part of me.
Para la gente en España — se debe planear estar en su destino antes de 19:30 o 20:00. Estacione su vehículo en lugar seguro.
Personalmente, prefiero lugares lejos de ruido, gente, calles… algo tranquilo. Este será una experiencia espiritual.