/Cassandra acompanhou cada sobrevivente com os olhos, tentando assimilar toda aquela situação – por mais que passasse por aquilo diariamente, sempre sentia o pesar da responsabilidade./ Kate, vamos sair daqui, por favor... Ainda tem aquele seu esconderijo – quase – secreto?
— Acho que não tem como a gente evitar esse tipo de coisa, Cassie. Mas existem pessoas agradecidas. — apontou para o outro lado de onde estavam, para uma mãe que abraçava uma garotinha que haviam acabado de salvar. — Está vendo?
Ouch! /Resmungou assim que levantou com o auxílio, sentindo seu joelho latejar bruscamente com o movimento./ Acho que... Eu não consigo andar... /Concluiu nervosa ao notar que sua calça estava manchada de sangue na região do joelho./ Tá doendo muito...
Só me diz quando vão parar de tratar a gente assim! A gente tá aqui pra ajudar... Não tá? Toda vez nos atacam, nos xingam... E quem salva eles quando precisam?! A gente! /A garota dizia de forma exaltada, demonstrando toda sua indignação com a situação que havia ocorrido./
— Ei, ei, ei, ei. Calma. Cassie, olha para mim. — se ajoelhou ao lado da amiga e segurou suas mãos, olhando para ela como quem espera uma resposta. — A gente vai passar por isso. O que você quer que eu faça?
Ah... Toma. Isso vai ajudar. /Cassie tirou do bolso um pequeno frasco com um liquido azul e ofereceu ao garoto./ Eu roub-- Peguei. Eu peguei alguns desses no laboratório do Banner, vai acelerar a cicatrização do ferimento em minutos. Tem gosto de... Bala Fini. Juro.
Não, não, não, não... /Repetia inconformada ao colocar ambas as mãos em seu próprio rosto./ Miles, não tem como! Você não entende? Isso tudo aconteceu por minha causa! Se eles souberem... Miles, por favor, não conta... /Olhou o amigo em súplica com os olhos marejados./
Beleza, a gente tem que contar 'pros outros e. . . Cassie? Não esquenta com isso, são só lançadores. Eu posso consertar depois. /Ele não deixou de notar as mãos trêmulas da jovem vingadora e se sentiu na necessidade de tentar confortá-la./ Vai dar tudo certo. Vamos pegar eles.
/A garota fixou os olhos azuis em seu caminhar, um pouco desnorteada, mas aos poucos conseguia reagir./ Não quero incomodar eles ago-- Ai! /Uma fisgada de dor a fez parar e se encolher. Sua mão automaticamente pressionou seu abdômen e ali percebeu que havia uma mancha de sangue./
— Vocês querem um posicionamento, terão um posicionamento. —
A voz do Vingador se fez presente no momento que colocou os pés para fora da agência. Seu tom era firme e rígido, aguardando a atenção alheia se voltar para si.
+
Jura, Pete? /A loira riu ironicamente ao se espreguiçar./ Vou te mostrar o que é mais empolgante. Vem. /Cruzou seu braço no dele e assim o puxou até a cozinha./ Café da manhã. Depois disso eu posso pensar em te ensinar alguns golpes bons, tá? Meu pai falou que você tá precisando.
*Ele arregalou os olhos levantando as mãos em rendimento, querendo mostrar que nada de errado havia feito.* calma aí, Cassie! O que é mais empolgante que treino? Esqueceu?
/Cassie então olhou profundamente nos olhos do Deus e comprimiu os lábios para segurar o choro – sem sucesso, as lágrimas caíam depressa junto de seu desespero./ Thor... Eu não consegui s-salvar todos... Eu... Eu deveria ser quem os salvaria, eu... falhei...
[Ele se agacha até a menor, cobrindo-a com o tamanho de seu corpo e capa.]
Lady Lang, acalma-te! Estais indo bem em demasia, agora não podes ceder a destempero.
N-Não... cons... consigo... /O peito da jovem doía cada vez mais que tentava puxar o ar para respirar. Um desespero lhe tomou conta ao perceber que não se lembrava mais de como respirar normal. Com isso, lágrimas passaram a escorrer pelo rosto de Cassie./ Não... Não...
/Um pouco desnorteada, a loira aceitou o apoio de Rebecca e deixou ser guiada para onde quer que fosse. Seu caminhar era lento e desengonçado – já que não conseguia prestar atenção em mais nada naquele momento. Precisava sair daquele local urgente pra o seu bem./ ... V-Vamos...