Vamos falar a verdade sem rodeios e sem firulas diplomáticas, porque essa ginástica mental passou do ponto do ridículo.
Tentar usar o depoimento do Anthony Fauci no Senado americano para gritar *"eu avisei"* e transformar a gestão sanitária do governo brasileiro em um triunfo de clarividência é uma das maiores patacoadas retóricas da história política recente.
É desespero puro. É olhar para o próprio desastre, perceber que não há justificativa razoável na terra, e buscar um milagre argumentativo no Congresso dos Estados Unidos.
A matemática dessa narrativa simplesmente não fecha. É um analfabetismo funcional aplicado à ciência:
**Primeiro:** o que Fauci discutiu no Senado americano foi a **origem do vírus** e burocracia de verbas de pesquisa.
Sabe o que a origem do vírus tem a ver com a eficácia da ivermectina ou da hidroxicloroquina? **Absolutamente nada.** O vírus poderia ter vindo de um morcego, de um laboratório em Wuhan ou ter sido trazido por extraterrestres: uma substância sem propriedade antiviral continua não funcionando.
Se amanhã provarem que o vírus veio de Marte, a cloroquina continua sendo inútil contra a COVID-19. Ponto. A biologia não liga para quem financiou o laboratório.
**Segundo:** invocar o direito constitucional ao silêncio em um ambiente político altamente hostil para evitar uma armadilha jurídica de perjúrio é um recurso de **defesa legal nos EUA**, não um laudo médico.
Transformar a Quinta Emenda da Constituição americana na "prova cabal de que a vacina altera o DNA" ou de que "o isolamento foi um plano diabólico" é de um primarismo intelectual constrangedor.
**Terceiro:** o passado no Brasil continua rigorosamente o mesmo.
Nenhuma audiência em Washington vai apagar o fato de que o governo brasileiro ignorou mais de 100 e-mails da Pfizer enquanto pessoas morriam sem ar.
Nenhuma fala de senador americano apaga a piada com quem sentia falta de ar, o deboche contra o uso de máscaras, a promoção de remédios que não funcionavam e o incentivo direto à aglomeração enquanto o sistema hospitalar do país colapsava.
O que está acontecendo aqui não é uma "revelação da verdade". É um **mecanismo de negação de culpa de quem não consegue encarar a própria responsabilidade no espelho**. Como admitir que apoiaram diretrizes erradas dói demais na identidade do grupo, eles precisam importar qualquer ruído estrangeiro, tirar do contexto, chacoalhar e vender para a bolha como se fosse a "prova final".
Não é prova final. É só fumaça. A ciência não é um partido político, a eficácia das vacinas salvou milhões de vidas em dados matemáticos e concretos, e o histórico de erros da pandemia no Brasil não se apaga com retórica de internet.
Parem de tentar reescrever a tragédia. A história já foi gravada, e ela não dá razão ao negacionismo.
E a TV da Argentina que resolveu comparar os preços de produtos do Brasil, Chile, Uruguai e Argentina: "Tudo no Brasil é a metade do preço e em alguns casos um terço", afirma o canal.
@Eugenio280484@iaragb Que Jacques Wagner e todos os envolvidos sejam presos, inclusive Flavio Bolsonaro [ pediu 134 milhões e recebeu pelo menos 61 milhões] e Ciro Nogueira com o recebimento mensal de propina [antes chamado de mensalão] de 500 mil.
@Estadao É o incrível caso de um cidadão que pede um empréstimo "na legalidade" e ainda ganha viagem em jatinho e estadias em hotel de luxo. Empréstimo combo.
@LinaHQ@ECantanhede É curioso, uma suposta ligação (se comprovada, eles devem ser punidos) é mais importante do que uma prova de pedido de propina de 134 milhões (em audio e escrita) e confirmada por Flavio Bolsonaro.
@Rembodinho Preferem um miliciano que só sabe roubar desde que entrou na política. O que Flavio fez pela população carioca? Nada, pelo contrário. Quais os projetos para o Brasil? Não há, só pensa em doar as riquezas do Brasil.
@Messiasjunior @mandstu25@grok Se você leu atentamente o segundo parágrafo percebeu que não foi desmentido, muito pelo contrário. Tem muita coisa podre nessa história.
Primeiro, negaram a autoridade do Papa Francisco, dizendo que ele "não nos representa".
Agora, negam a autoridade do Papa Leão XIV.
Tudo porque se negam a se comportar como demônios.
Talvez vocês não sejam católicos, galera.