Aquela sensação de "zerei a vida", sendo seguida pelo nosso querido Mago da CPI do Senado @randolfeap 💕
Força, querido Senador. O Brasil está contigo!!
O Neymar foi nas últimas 3 copas e isso não resultou em taça. Metade da imprensa acha que se ele não for agora, quando o seu futebol já não é o mesmo, nossas chances diminuem. É uma falta de respeito absurda aos outros convocados. com base em que? Alguém entende?
A produtora nega o recebimento da grana. O Flávio diz que a grana foi paga. O destino: empresa no Texas que pertence ao advogado do Bananinha. Os caras passaram a perna no banqueiro. Esse país é sensacional.
"Trabalhei com papis e mamis na fábrica deles quando tinha 10 anos isso me ajudou muito a ser o ser quem eu sou"
É disso que a gente tá falando, seu fdp:
Essa imagem estampa a verdade brutal da nossa sociedade: mulheres brancas raivosas são vistas como divas, enquanto mulheres pretas precisam ter o máximo de controle, porque, se revidarem, a sociedade diz que elas são agressivas.
Você pode não gostar do Lula, pode não gostar de mim, pode não gostar do PT, pode não gostar do PSOL, pode não gostar de ouvir o nome Esquerda, você pode o que você quiser… Agora, você não pode não gostar de você mesmo. O coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro, Rogerio Marinho, disse que tem que fazer outra “reforma” da previdência. É pra não se aposentar nunca! O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, disse sobre o fim da escala 6x1: "nós [o PL] vamos trabalhar para não deixar votar". Trabalhador que gosta de si mesmo odeia essa posição desses caras.
"Se eu morrer antes do meu cão, permita que ele veja meu corpo.
Ele compreende a morte;
se sentir minha ausência, poderá chorar por mim. Caso não me veja novamente, pensará que o abandonei e continuará aguardando meu retorno.
Se eu partir antes de meu companheiro, permita que ele se despeça de mim.
Os cães representam uma amizade infindável, um amigo leal, uma parte da vida e uma razão para existir!' ❤️🐾"
Texto: Autor desconhecido
Tela: O Principal Lamentador do Velho Pastor - Edwin Landseer 1837
Supermercado é sempre uma experiência antropológica.
Uma mulher estava lendo o rótulo de um suco de laranja, escolhendo para levar. Dá-se o seguinte diálogo com o marido, que chega perto com o carrinho. Ela diz:
- Esse parece gostoso...
- Larga isso aí. Não vai levar isso, não.
- Por quê? Se fosse a tua coca-cola tu ia levar...
E ela largou, resignada. E seguiram, como se a cena fosse algo banal.
Segunda vez só nessa semana que a Fabiana me chama a atenção para esse tipo de coisa no supermercado. Quem disse que é a porra do homem que tem de decidir se "autoriza" ou não a compra de uma porra de um suco?! Sociedade machista do cacete!
Na saída, no estacionamento, passamos pelo casal, eu abri o vidro e já ia gritar:
- Da próxima vez, moça, leva a porra do suco e deixa a coca-cola desse escroto!
Mas minhas filhas, que estavam no carro e acompanharam a discussão, perceberam e disseram:
- Pai, melhor não. Tem muito doido hoje no mundo.
É. Mas que é uma coisa escrota, isso é.
A gente fala muito sobre o fim da escala 6x1, mas fala pouco sobre o impacto real disso na vida de quem passou a vida inteira preso nela.
No primeiro fim de semana antes do Carnaval, peguei um Uber em São Paulo. Estava difícil conseguir corrida. Muitos motoristas cancelando, tarifa alta, acessos bloqueados por causa dos blocos. Eu precisava resolver uma emergência e consegui um carro num domingo à noite.
Começamos a conversar. Ele disse que era a primeira vez trabalhando no Carnaval, tinha só quatro meses de Uber, e que estava achando tudo muito confuso. Perguntou como funcionavam os blocos, se precisava pagar para entrar, por que as ruas estavam fechadas. Ele queria levar a esposa um dia em um desfile.
Expliquei que os blocos são gratuitos, que qualquer pessoa pode ir, que é só chegar e acompanhar. Falei que desfile pago é no Sambódromo do Anhembi, mas que a arquibancada não é inacessível.
Foi depois disso que ele começou a falar das vontades que tinha.
Disse que morria de vontade de levar a esposa para conhecer as coisas que via pela internet. Que queria ir à Liberdade, naquela feirinha que aparece no TikTok. Que queria conhecer a Augusta e parar em um barzinho. Que queria ir ao Parque do Ibirapuera. Que queria ir à praia.
E então ele disse, quase como quem revela um segredo:
Nunca fui para a praia.
Perguntei se ele não morava em São Paulo. Ele respondeu que nasceu em São Bernardo e que sempre trabalhou aqui.
Trabalhou dez anos como açougueiro, desde os 18. Sempre em escala 6x1. Sempre trabalhando aos finais de semana. Saía de casa às 5 da manhã e voltava às 10 da noite. A única folga era no meio da semana, e ele usava para descansar.
Nunca teve um domingo livre.
Expliquei que a Paulista fecha aos domingos para carros e fica ótima para passear. Que depois do Carnaval é ainda melhor para ir com calma. Falei que a Feira da Liberdade é aberta e gratuita. Que a praia não é tão distante assim. Que o Ibirapuera está ali, acessível. Que não é preciso muito dinheiro para viver a cidade.
Ele tem 28 anos.
Disse que agora, no Uber, consegue ganhar até mais do que ganhava antes. Mas saiu da CLT para a informalidade. Não é o ideal. Não dá para romantizar.
O que ele quer não é luxo.
Ele quer viver coisas simples que o trabalho exaustivo nunca permitiu.
Quando dizem que o brasileiro trabalha pouco, eu lembro dele. De alguém que passou dez anos sem viver um único fim de semana. Isso não é falta de esforço. Isso é normalização da exaustão.
O fim da 6x1 não é só sobre jornada de trabalho.
É sobre tempo.
É sobre dignidade.
É sobre permitir que um jovem de 28 anos conheça a própria cidade.
E eu não consigo parar de pensar nisso desde aquele dia. Em como a escravidão moderna está sendo normalizada e enfiada goela abaixo. A Folha fez exatamente isso: tentou banalizar a exploração do trabalho como se fosse apenas um dado comparativo, ignorando a realidade concreta de quem vive jornadas desumanas.
E quando a gente ignora essas histórias, a gente ajuda a transformar exploração em estatística.
Os que são contra o fim da escala 6x1 são INIMIGOS TRABALHADOR
E isso tem que ser dito