Quando quero encontrar algo além disso, preciso cavucar. É a primeira coisa que se evidencia para mim, em qualquer mente. [Habilidades mutantes sempre se manifestavam de formas particulares, afinal. Mordiscou o interior de sua bochecha.] Menos dos estudantes. Da maioria, digo.
Às vezes é difícil ver além do ódio e da dor. [Disse ela, que revira a mente dos outros caçando porquê na primeira oportunidade. Batucou os dedos no braço.] Mas sempre tem algo além disso, não tem? Assim penso eu.
Não foi uma crítica. É impressionante, para alguém como eu. Estou sempre disposta a ver o pior em todos, acho. [Simulou o gesto alheio, suspirando. Isso refletia até em suas habilidades psíquicas; quando lia alguém, as partes negativas sempre se sobressaíam.]
Isso está me soando mais como uma acusação. [Checando as unhas, fingindo desinteresse. Ótimo mecanismo de defesa.] Se eu estivesse fingindo algo, Jean, acredito que eu fingiria ser agradável, não?
Todo mundo sabe disso, Emma. [Apertou os olhos.] Nada vai ser surpreendente para você. Posso dizer que gosto como é boa em fingir. Engana os outros, como também engana a si mesma.
Coisas pomposas me atraem, em geral. Mas disso você já sabia, eu imagino. [Cruzando os braços, inclinando a cabeça para o lado.] Alguma informação nova que a surpreendeu, então?
[Gesto na frente dos lábios, como se de fechasse o zíper e jogasse a chave fora.] Informações confidenciais, sinto muito. Sei que gosta de doces pomposos franceses.