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⠀ ⠀Andrus deu de ombros, ainda sorrindo.
— Bem, não é minha culpa se o seu bom gosto é discutível, caçador. Afinal, o que faz na floresta a essas horas?
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— Eu procuro desse lado, você do outro. — exclamou, andando pelo jardim refazendo cada um de seus passos. Havia treinado pontaria com adagas naquela manhã, então era possível que sua pulseira estivesse por ali.
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— Eu não sei. . . Em geral, nunca perco nada, mas tantos mauricinhos e princesas mimadas me deixaram atordoado. — exclamou com a voz rouca. — Ela era. . . do meu pai. — Carter disse com dificuldade, e assentiu quando a mesma lhe ofereceu ajuda.
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Ele logo se direcionou ao jardim, esperando que ela o seguisse. Era estranho a forma como se estranhavam mas estavam sempre no mesmo lugar.
Assim que ela parou ao seu lado, ele lhe fez um agradecimento silencioso, virando as costas imediatamente.
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— Você. . . Sempre soube que havia algo familiar em você. — se aproximou, lentamente, para não assustá-lo. — Vou ajudá-lo a entrar na nossa ala, está bem?
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Sentiu o estômago revirar; existia alguém como ele naquele fim de mundo?
Por dentro sentiu algo estranho, e logo também expôs os caninos extremamente afiados.
— Eu acho que é sim. — soltou a adaga, atento porém, inclinado a demonstrar compaixão. . .
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— Antes que me jogue uma pedra, só estou aqui para saber se ficou com minha pulseira, ou se pelo menos a viu? — encostou contra o batente da porta. — Ela tem um lobo. . . e é muito importante pra mim.
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— Ao contrário do que todos pensam nesse fim de mundo, sou uma pessoa muito tranquila. — ergueu o queixo, ignorante. — Só queria devolver a você. — Jogou um colar na direção da jovem, esperando que ela o pegasse. — Você deixou cair. — deu de ombros.
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— A floresta não é minha e certamente o sangue em suas vestes não é seu. — segurou mais firmemente a adaga, e sua voz agora saía quase como um rosnado. — Vai me explicar?
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