Carreguei culpas que nem sempre eram só minhas.
Estive em relações onde o diálogo cessou, onde o toque esfriou, onde os gestos deixaram de ser cuidado e passaram a ser rotina.
E ainda assim, tentei.
Tentei fazer flores nascerem onde já não havia raiz.
Que havia partes minhas que ainda não sabiam existir fora de um amor antigo.
Usei máscaras? COM CERTEZA. Ninguém gosta de alguém triste. Ninguém quer saber do teu caos ou o que se passa aí dentro. Gostamos do confortável, do que nos trás acalento…
Mas sou também alguém disposto a evoluir,
A transformar dor em maturidade,
E erro em aprendizado.
O último ano não resume quem eu sou e quem fui nos outros 33 anos.
Foi um tempo de sombras, sim.
Hoje se me perguntam nem que seja por educação “e aí, tudo bem?!” Eu não em atenho a ser polido e confirmar… Não, não tá tudo bem. Mas torço para que um dia fique.
Mas também não sou o vilão que pintam em tons “tão obscuros”.
Sou humano, complexo, falho.
Mas também tirei todas elas quando escolhi ser honesto.
Quando admiti, sem rodeios, que falhei.
Que machuquei. Que desequilibrei. Que fui fraco.
E mesmo assim, quis ficar.
Quis consertar. Quis aprender a amar de novo — certo dessa vez.
Não sou perfeito.
Não me apague como se minha essência não tivesse valor algum.
Eu só quero o mesmo que todo mundo quer: ser visto de verdade. E ter a chance de mostrar que posso ser alguém melhor — não só pra mim, mas pra quem caminhar comigo daqui pra frente.
Eu sei que errei. Não fujo disso. Mas também sei que não sou só isso.
Não sou só os meus tropeços, nem só a minha pior fase. Eu sou feito de camadas, de histórias, de aprendizados.
E se hoje eu tenho algo pra dizer, é que eu me recuso a ser tratado como escória só porque fui fraco em alguns momentos. Eu sou mais. Eu sempre fui mais.
Você pode escolher não me perdoar. Pode escolher não caminhar ao meu lado.
Mas não me reduza.
Não me anule.