Ainda me surpreende a quantidade de pessoas que lotam o celular com apps inúteis…
Enquanto isso,
existem apps de IA que parecem literalmente trapaça.
Aqui estão 11 apps de IA insanas que quase ninguém conhece.
(🔖 Salve este post para testar depois) 👇
Esta estátua está localizada na cidade de Zaragoza, Espanha, e é chamada de "A Mulher que Não Faz Nada", como uma crítica à falta de reconhecimento do trabalho doméstico. Chamá-la assim é, na verdade, revelar o quanto o mundo ainda não aprendeu a enxergar o essencial. Porque o trabalho doméstico não faz barulho, mas ele sustenta o barulho dos outros. Não aparece, mas permite que tudo apareça. Não é celebrado, mas é o que torna possível qualquer celebração.
Como uma força invisível que organiza o caos, como mãos que, sem aplauso, mantêm o cotidiano em ordem, como um altar onde se cultua o cuidado. Ela carrega mais que objetos, carrega o mundo. Cada panela, cada roupa, cada gesto repetido é um pequeno ritual de permanência da vida. Os filhos que a tocam na escultura não são apenas crianças, são o futuro que se apoia no invisível.
♻️🇫🇷 A França se tornou o primeiro país do mundo a criminalizar a obsolescência programada. A medida entrou em vigor em 2015, com a Lei de Transição Energética para o Crescimento Verde.
A legislação define a prática como o uso intencional de técnicas para reduzir a vida útil de produtos, com o objetivo de forçar sua substituição e aumentar o consumo.
Quando fica comprovada a intenção deliberada do fabricante, a lei prevê penas de até dois anos de prisão e multas que podem chegar a 300.000 euros ou até 5% do faturamento médio anual da empresa.
Em 2021, o país avançou novamente ao tornar obrigatório o índice de reparabilidade para diversos eletrônicos e eletrodomésticos. A pontuação vai de 0 a 10 e deve ser exibida de forma visível ao consumidor no momento da compra.
O índice avalia critérios como facilidade de desmontagem, acesso a peças de reposição, disponibilidade de informações técnicas e possibilidade de reparo. A medida busca incentivar o conserto, reduzir o descarte precoce e dar mais transparência ao consumidor.
Então, pá? Boeing 777-300ER da LATAM com destino a Lisboa iniciou a descolagem na pista 10L de Guarulhos São Paulo, passou a V1 e a VR (178 kts - 330 lm/hora) ergueu o nariz mas logo a seguir abortou o procedimento. Por pouco o avião não saiu da pista. Qualquer piloto acabado de formar sabe que aconteça o que acontecer depois de passar a V1 tem que ir para o ar porque não há garantia que o avião consiga parar na pista restante. Neste caso não só passaram a V1 como também passaram a VR, velocidade de rotação a que o avião começa a despegar do solo. Tiveram muita sorte ... e os passageiros também
E surge pra mim essa boa memória: transmissão do Carnaval 2018, ao lado do saudoso Luiz Ribeiro pela Rádio Tupi. A gente fala da perspectiva pela Beija-Flor, que se sagrou campeã, e a surpresa do Tuiuti, que levou o vice-campeonato.
"SE FOSSE PLANEJADO, NÃO SERIA TÃO PERFEITO." 💗
Uns dizem que são FALHAS NA MATRIX, outros falam em simples SINCRONIZAÇÕES ALEATÓRIAS. Mas, no fundo, são as coincidências mais satisfatórias que o futebol já nos presenteou.
Há jogos que não começam no apito inicial. Começam muito antes, quando um povo aprende, na marra, que existir já é um ato político. A final do Mundial, nesta quarta-feira, não é só Flamengo contra Paris Saint-Germain. É uma travessia histórica. É o povo entrando em campo contra a ideia de que o futebol - como a vida - pertence apenas a quem nasceu em berço esplêndido.
O Flamengo não nasceu elite. Nunca foi. O Flamengo nasceu do suor, da improvisação, da rua, da arquibancada apertada, do radinho colado no ouvido, da cerveja quente no copo plástico. Nasceu grande porque nasceu popular. E é justamente aí que ele encontra, curiosamente, a França - aquela outra França, não a dos salões, não a dos castelos, mas a da Revolução.
Em 1789, quando o povo francês cansou de sustentar uma nobreza que vivia de costas para a miséria, o grito não foi apenas político. Foi existencial. Liberdade, igualdade, fraternidade não eram slogans bonitos: eram necessidades básicas. O povo queria existir com dignidade. Queria voz. Queria futuro. O Flamengo, guardadas as proporções da história, carrega essa mesma pulsação. Um clube que sempre foi mais gente do que instituição, mais multidão do que diretoria, mais canto do que silêncio respeitoso. Um clube que representa milhões que, fora do futebol, ainda lutam pelo básico - mas que, dentro dele, aprenderam a se reconhecer como parte de algo maior.
E talvez seja por isso que o Flamengo incomode tanto. Porque ele lembra, o tempo inteiro, que o jogo não pertence só aos bem-nascidos. Que o povo pode chegar. Que o povo pode vencer.
Antes mesmo da Revolução, aliás, a França dos palácios já havia tentado se impor por aqui. No século XVI, quando ainda nem existia Rio de Janeiro como o conhecemos, os franceses tentaram fundar a França Antártica, na Baía de Guanabara. Vieram com projeto, bandeira e pretensão de domínio. Foram expulsos não apenas pela força portuguesa, mas pela aliança com os povos indígenas originários - gente da terra, que conhecia cada curva, cada mata, cada armadilha do território. Foi uma vitória - com algum exagero de minha parte, admito - resultante da articulação popular, de quem conhecia o chão que pisava.
O Rio nasce assim: de resistência, de mistura, de aliança improvável contra quem chega achando que tudo já lhe pertence.
O Flamengo também.
Quando entra em campo contra o PSG, o Flamengo não enfrenta apenas um time rico, moderno, globalizado. Enfrenta uma lógica. A lógica de que dinheiro compra destino. De que camisa é marca. De que história se constrói em balanço financeiro. Do outro lado estará um clube poderoso; deste lado, estará um povo inteiro empurrando, cantando, lembrando que futebol ainda é território de afeto, de memória e de pertencimento.
Zico não nasceu em palácio. Leandro não foi lapidado em castelo. Júnior, Andrade, Adriano, Petkovic, Gabigol representam o talento que brota apesar de tudo. Representam a revolução silenciosa que acontece quando o povo descobre que pode ser protagonista.
Nesta quarta-feira, quando a bola rolar, não será só uma final. Será mais um capítulo dessa história teimosa que insiste em se repetir: o povo contra a ordem estabelecida, a paixão contra o cálculo, a rua contra o salão.
E se a França um dia foi expulsa da Guanabara pela força de quem conhecia a própria terra, que o Flamengo, filho legítimo desse mesmo chão, saiba lembrar ao mundo que certas revoluções nunca terminam. Elas apenas mudam de campo.
Porque enquanto houver um rubro-negro cantando, acreditando e se reconhecendo no outro, liberdade, igualdade e fraternidade não serão apenas palavras bonitas. Serão jogo jogado. Serão vida vivida. Serão Flamengo.