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O Brasil assiste inerte aos juízes do STF recebendo milhões através de laranjas, empresas de fachada e contratos obscuros de parentes, pagos por indivíduos e empresas corruptas com processos em seu tribunal, ao mesmo tempo em que persegue implacavelmente juízes de instâncias inferiores que confrontaram a corrupção.
Todos os corruptos investigados nas grandes operações da última década estão livres e prosperando – inclusive sendo eleitos, reeleitos e até fazendo negócios com ministros. Enquanto juízes, procuradores, policiais, auditores fiscais e ativistas (inclusive a Transparência Internacional) que ousam enfrentar a corrupção sistêmica são alvos de campanhas incessantes de difamação e assédio judicial.
O Brasil jamais será um país íntegro e justo enquanto esta lógica não for revertida.
https://t.co/Ui6tXAEamm
Argentina não sabe de nada. Todo mundo sabe que não tem que colocar o melhor jogador do time pra cobrar o pênalti, e sim o que está melhor nos treinos. 🤪
Um jogador com espírito de equipe e senso de responsabilidade com a nação bate o pênalti nos acréscimos do segundo tempo, pega a bola correndo na rede e bota rapidamente no meio do campo, quando sua seleção perde por 2 a 1, com dois gols tomados após sua entrada na partida.
Um jogador narcisista transforma o pênalti num duelo pessoal com o goleiro adversário, trocando provocações antes, durante e, pior ainda, depois da batida, ignorando a pressa imposta pelo placar adverso e dizendo frases como “comigo, não, otário”, com a qual afeta superioridade até sobre um companheiro de equipe que teve uma cobrança defendida no primeiro tempo.
O Brasil foi eliminado da Copa do Mundo de 2026 pela Noruega, mas a idolatria de milhões de brasileiros por figuras que se colocam acima de tudo e de todos perdura, com apego irracional à pose de valentão que mascara o prejuízo geral.
O mau desempenho é corrigível com o resgate da cognição individual e um longo trabalho de aprimoramento físico, técnico e tático. Mas o culto a personalidades narcísicas é um vírus cultural que afeta precisamente a cognição, ajudando a produzir, seja na política, seja no futebol, sucessivas derrotas coletivas para o país.
A parte mais engraçada desse áudio vazado do Lula revelando que nunca foi de esquerda...
É que a esquerda vai continuar defendendo que ele é de esquerda, e a direita vai continuar odiando ele por ser de esquerda..
Escandalos e vazamentos não importam mais, as pessoas já criaram a própria realidade e não conseguem desconstruir ideias já engessadas mesmo com provas na frente delas.
90% dos comentários abaixo serão incapazes de entender que direita e esquerda trabalham em prol do mesmo sistema, o Estado, que vai te roubar até o fim da sua vida!
Enquanto “unir a direita” significa puxar saco da família Bolsonaro e passar pano para seus escândalos, só os oportunistas - em busca de cargos, verbas e monetização - se submetem a esse papel, além das massas de manobra.
E quanto mais eles se submetem, mais escândalos precisam ignorar, relativizar e acobertar, para não levarem a pecha de “traidores”, historicamente atribuída por populistas autoritários a todo indivíduo que demonstre ter fibra para escolher o caminho da ética pessoal, em detrimento de qualquer vantagem imediata decorrente da cumplicidade.
Do histórico de funcionários fantasmas em gabinetes à relação financeira escondida com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, passando pela sabotagem da Operação Lava Jato, da CPI da Lava Toga e do combate à lavagem de dinheiro, além da estupidez na pandemia, nas iniciativas para reverter o resultado eleitoral e na celebração do tarifaço dos EUA, os Bolsonaro ofereceram numerosas portas de saída a quem tem resquícios de princípios morais e não se deixa idiotizar e sujar completamente a pretexto de combater a sujeira do outro lado, ademais fortalecido pela imundície da própria família.
Os núcleos do partido Novo que sabotam a pré-candidatura de Romeu Zema, após o ex-governador de Minas Gerais ter ousado ensaiar uma ou outra crítica à relação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro, são exemplos da submissão oportunista ao bolsonarismo, que, no entanto, foi alimentada pelo próprio Zema ao longo dos últimos 7 anos, durante os quais ignorou, relativizou e acobertou escândalos bolsonaristas.
Da mesma forma, um ou outro comunicador retardatário que parasitou a bolha bolsonarista, faturando com mais seguidores e atuando em veículos instrumentalizados pelo grupo político, agora sente a fúria da turba que alimentou, muito embora já bem mais fraca do que aquela enfrentada por qualquer crítico do PT que tenha apontado na raiz a usurpação do movimento antipetista por uma velha dinastia do Centrão.
A tolerância com a indecência não é ruim apenas como estratégia eleitoral, por abrir flancos ao pré-candidato da situação, como hoje aventa essa gente gelatinosa, mas também como projeto de país, fadado, se tanto, a substituir o armário onde cada presidente guarda seus esqueletos, como o corno que, em vez de buscar opção melhor, só troca o sofá onde foi traído.
Quem acompanha futebol regularmente e percebe, durante a Copa, que muita gente pouco ou nada sabe sobre os jogadores convocados para a seleção brasileira está passando por algo similar ao que nós, que acompanhamos política regularmente, percebemos durante a corrida eleitoral, quando muita gente pouco ou nada sabe a respeito dos candidatos.
A principal diferença é que cada jogo da Copa permite até ao cidadão mais ignorante em matéria futebolística ver o desempenho real dos jogadores, ou seja, como eles atuam na prática, enquanto a campanha política simplesmente projeta imagens e espalha narrativas dos candidatos e de seus rivais na disputa de cargos, sem necessariamente apresentar suas verdadeiras práticas, que, muitas vezes, são absolutamente opostas ao teor dos discursos proferidos em redes sociais, carros de som, propaganda eleitoral e debates televisivos.
Na Copa, você pode até ver comentaristas levantando a bola murcha de jogadores que atuaram mal, ou buscando esvaziar a bola dos que atuaram bem em determinada partida, mas você tem a partida assistida como referência para acreditar ou não nos comentários.
Na corrida eleitoral, muita gente não tem a menor referência da prática política dos candidatos, que é sistematicamente falseada ou distorcida por seus porta-vozes e propagandistas. Milhões de cidadãos buscam referência em bolhas virtuais de “influenciadores” que sonegam informações comprometedoras sobre políticos de estimação e monetizam em cima do ódio a seus adversários.
Deixar-se aprisionar por esse tipo de conteúdo é como acompanhar uma Copa em que a narração e os comentários nada têm a ver com os lances de cada partida, mas com aquilo que narradores e comentaristas gostariam que você pensasse a respeito dos jogadores e treinadores que eles exaltam ou detestam.
É um mundo de fantasia, alheio a uma realidade que em algum momento vai se impor, gerando choque, surpresa, frustração e raiva, que serão novamente explorados por manipuladores em prol de uma alienação permanente das massas, mantendo cada indivíduo submetido aos efeitos indesejados de escolhas avessas a suas próprias intenções particulares.
Se você não gosta de delay nas transmissões da Copa, não fique para trás na cobertura das eleições. Acompanhe o jogo político como ele é, com o jornalismo independente que antecipa as jogadas e mostra cada lance em tempo real, com direito a replay e VAR de todos os ângulos.
Assista diariamente:
https://t.co/0W8mDBQvih.
* Íntegras, na aba “Ao Vivo”; cortes, na aba “Vídeos”.