Artigo | Saúde mental é política de Estado
Brasil lidera ranking de ansiedade no mundo e enfrenta epidemia silenciosa de vícios em jogos
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Flexibilização de audiência prévia vai desestimular conciliação, alerta ministra
A fixação de uma tese vinculante que flexibilize a obrigação da audiência prévia de conciliação nos casos em que apenas uma das partes manifesta desinteresse vai desestimular o uso desse meio de solução de conflitos e afetar todo o sistema de Justiça.
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31 anos como ministro do STF. De 1989 a 2020. O mandato mais longo de um ministro do Supremo na história republicana até agora.
Sua posse e a sua despedida/aposentadoria foram longe de festas e articulações políticas. Voltou de Brasília para Tatuí/SP como um homem que cumpriu com o seu dever.
Veio do Ministério Público, mas se tornou um dos ministros mais garantistas e limitadores do poder de punir do Estado. Erudito, técnico e respeitoso. Deixou um legado jurisprudencial que nunca será esquecido.
Nunca se envolveu ou o envolveram em escândalos. Manteve sempre um distanciamento prudente da política, da imprensa e do empresariado.
Corajoso. Foi contra a opinião popular num dos momentos mais tensos do STF, quando desempatou a votação e admitiu embargos infringentes no Mensalão, possibilitando novo julgamento de alguns réus.
Sempre defendeu o Estado de Direito e a democracia. Nunca me esqueço de uma sessão do Supremo de 4 de abril de 2018, quando o decano, no julgamento de um HC impetrado por Lula, fez duras críticas ao então comandante do Exército, general Villas Bôas, que havia - na noite anterior - publicado uma mensagem que afrontava a independência do STF, afirmando que as Forças Armadas estavam “atentas às suas missões constitucionais”.
Atento, já percebia - pelos idos de 2018 - que o “ovo da serpente” estava sendo chocado no Brasil. Nunca se omitiu de quebrar o silêncio e se manifestar em momentos importantes. E continua fazendo isso mesmo após a aposentadoria.
O ministro Celso de Mello faz muita falta na composição atual do Supremo.
“O Botafogo não é um time que ganha que perde, que levanta taça, quer perde taça e tal, é uma maneira de estar no mundo”
- João Moreira Salles
Fonte: @arenaalvinegraa