As últimas 3 semanas foram puxadas. As mais difíceis que passei em muito tempo. Alguns de vocês acompanharam pelo perfil da minha esposa. Mas eu nem quis falar nada...
A Malu teve o visto de estudante dos Estados Unidos negado duas vezes. Com o intercâmbio pronto para começar em Denver, uma cidade que ela escolheu, para morar com uma família que foi escolhida de acordo com o perfil dela, no dia 24 de agosto. Não fazia sentido essa negativa, para quem tinha o visto de turista válido.
Na segunda vez, perdi o chão. Confiava totalmente que seria aprovado. Quando a funcionária do Consulado disse NÃO, eu tentei argumentar e ela foi totalmente seca dizendo que "as razões estão nesse papel branco" (com uma explicação padrão, que em nada servia para o caso da Malu!), eu saí do guichê anestesiado, sentei num muro branco e comecei a chorar. Com a Malu ali...
Porque a Malu passou a sonhar com esse intercâmbio porque foi convencida por mim e pela Fabiana. Gerar esse tipo de decepção para ela era algo que eu nunca me perdoaria. Mas as 24 horas seguintes mostraram a filha maravilhosa e a esposa espetacular que eu tenho.
A Malu segurou a onda porque viu que eu estava pior do que ela. Vocês têm noção do que é isso para uma jovem de 17 anos que via seu sonho ruir? Passado o susto, sentamos e vimos uma opção: tentar um 3⁰ visto em Brasília. Mas eu só toparia se Malu e Fabiana estivessem prontas para uma eventual frustração. Antes, as duas realizaram a festa de Até Logo, mesmo sem saber se a Malu iria. E foi um sucesso. Uma noite especial com pessoas que amam a Malu de verdade.
E lá foram elas para Brasília, num drama de 15 dias, com elas lidando com uma ansiedade monstruosa, mas mostrando a força de duas gigantescas mulheres. Foto, entrevista, formulários, e-mails, argumentação... Até que o Visto F da Malu estava nas nossas mãos na sexta-feira. Vitória das duas, pois eu já estava abatido.
E no fim, tudo certo! Corremos, organizamos uma viagem para Denver de forma expressa, Malu viajou na noite de sábado, neste domingo já está com a Pamela, sua Host Mother, e amanhã começa na escola! Serão 10 meses de aprendizado, mas que começaram nesse show de resiliência delas!
Sou bancario, clt e trabalho 36 horas semanais, isso me dá flexibilidade pra fazer tudo que eu quero. Quero ir pro pilates 8 da manhã? Blz eu só entro as 10, BO pra resolver a tarde? Tranquilo, saio as 16, é mais cedo? conversa com o chefe pra um dia chegar as 9 e sair as 15, costuma ser tranquilo.
O problema não é a CLT, é o capitalismo periferico que o Brasil pratica contra sua população q esmaga o trabalhador e transformou o vinculo formal numa jornada de 9, 10 horas diárias, mais deslocamentos de 2, 3 horas em escala 6x1. A Clt na verdade.é o restinho de civilidade que ainda amortece essa máquina de moer gente que virou o mercado de trabalho por aqui, principalmente pós-contrarreforma trabalhista de 2017.
Um mundo onde todos são autônomos e trocam serviços é simplesmente impossível pq o sistema precisa explorar mão de obra barata pra continuar girando, logo, enquanto o sonho individual de "sair da clt" não der lugar ao coletivo de fortalecer a luta trabalhista, pra que os empregos seja mais dignos e possibilitem as pessoas viver e não só sobreviver, o resultado vai ser só mais precarização e achatamento salarial.
A jornada de 36 horas, por exemplo, é a padrão na França, prova de que esse tipo de coisa não precisa ser privilégio de classe.
@odavifernandes Pô, mas aí a CB, além de cobrar entrada, amarra o cliente ao consumo no local (se sair, não volta mais). Já o Javas tinha uma lógica desenhada pra não dar certo: botar banda toda noite 0800 pra rua, sem nenhuma “obrigação” de consumo ou couvert.