O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) determinou, ontem, 7 de junho, a suspensão imediata da captura da tainha na modalidade de arrasto de praia, ofício ancestral em que os pescadores, pés na areia úmida, puxam as redes, do mar para a terra. A justificativa, revestida de verniz técnico e ambiental, é singela: o volume pescado já alcançara 90% da cota estabelecida para toda a safra de 2026, fixada em míseras 1.332 toneladas para essa arte. Uma vez disparado o gatilho dos noventa por cento, a pesca se interrompe preventivamente, em nome da sustentabilidade do estoque e da preservação da espécie, fórmula moderna que soa, aos ouvidos menos ingênuos, como o triunfo da burocracia sobre a tradição.
Pela primeira vez na história, a pesca artesanal de arrasto é interrompida em plena safra pela imposição de cotas. Consultei, curioso, a Inteligência Artificial do Google sobre o critério adotado para fixar tal limite. A resposta veio, como era de esperar, asséptica e protocolar: num estilo que evoca o rigor analítico, o texto diz que os cálculos e divisões são baseados em três pilares principais: 1) Avaliação Científica do Estoque; 2 ) Histórico de Produção Pesqueira e, 3) Fator Consultivo e Socioeconômico. Claro que os três pilares são temas para iniciados, mas, deduzi, com muito esforço, tratar-se de estudos do tamanho e da taxa de reprodução dos cardumes para garantir que a pesca não ultrapasse a capacidade natural de reposição da espécie; avaliação estatística das safras de anos anteriores para verificar o volume real capturado e o respeito aos limites preestabelecidos e consultas feitas pelo Grupo de Trabalho da Tainha com governos estaduais, setor industrial e pescadores artesanais para ouvir e integrar as necessidades de quem atua na área. Tudo isso, em síntese, para nada explicar, já que toda cota carrega algo de subjetivo.
Seja como for, a proibição abateu-se sobre a pesca artesanal pouco mais de um mês depois de iniciada a temporada que, por tradição, se arrastaria até o fim de julho. Especialistas advertem que o golpe é brutal: interrompe de chofre a subsistência de centenas de famílias de pescadores que se espalham do norte ao sul do litoral catarinense, precisamente numa safra que todos descrevem como excepcionalmente farta. Mais do que isso: o arrasto de praia na região é Patrimônio Cultural Imaterial de Santa Catarina, ritual comunitário, saber transmitido de pai para filho através de gerações, uma das últimas expressões vivas de um modo de vida que o progresso burocrático parece decidido a extinguir.
Para muitos, não passa de mais um duro golpe do regime contra o estado catarinense. Pode isso, Arnaldo? Talvez não haja “regra clara” neste episódio, mas o precedente histórico, quando se fala em “regime”, é cristalino: fecham-se todos os dutos do livre comércio para que reste apenas o monopólio da mão estatal. Não sei se é exatamente este o caso, e prefiro a dúvida ao delírio conspiratório, mas observo com curiosidade venenosa que a JBS, gigante do setor, iniciou no final de 2025 um vigoroso comércio de importação de tilápia do Vietnã, gerando justa revolta no agronegócio brasileiro.
Importa-se aqui, proíbe-se ali. E nós, como idiotas úteis, ficamos a indagar se uma coisa tem relação com a outra. Coincidência, não é mesmo? Coincidência das mais oportunas.
PT defende o ditador, e não o povo venezuelano oprimido.
E eu estou sendo processado no STF por uma postagem em que denuncio a parceria entre Lula e Maduro.
Existe algo profundamente errado quando a Justiça passa a produzir sofrimento que ultrapassa qualquer noção de humanidade.
Pouca gente sabe (ou talvez não queira saber) como está sendo, de fato, a prisão domiciliar imposta ao general Augusto Heleno. Talvez poucos leram o relato do coronel que encontrou sua esposa no supermercado. Não é apenas ele que cumpre pena. É sua esposa também! Ambos idosos e um deles, @gen_heleno com Alzheimer.
Ela, também idosa, está proibida de ter qualquer ajuda doméstica. Não pode contar com diarista. Não pode contar com cuidador. É ela quem limpa, cozinha, lava, passa, vigia, administra o cotidiano e ainda carrega o peso emocional de assistir o marido se perder, aos poucos, dentro da própria mente…
Para ir ao supermercado, ela precisa trancá-lo no quarto! Olhem o nível de absurdo! Para atender um telefone, precisa se afastar, porque ele, sem entender, quer mandar abraços, falar com as pessoas, exercer o mínimo de humanidade que ainda reconhece! Olhem que tristeza!
É assim que se trata um idoso com Alzheimer?
É assim que se aplica uma prisão “humanitária”?
Eu me pergunto e pergunto a todos:
e se ela morrer de exaustão?
e se ele morrer sozinho, confuso, isolado, sem compreender por que terminou a vida assim?
Isso não é justiça! Isso é pura crueldade!
General Augusto Heleno não é um anônimo, um homem qualquer (mesmo que fosse)! É um general que dedicou décadas à pátria. Um dos que mais serviram o Brasil, com currículo impecável, história pública e uma vida inteira entregue ao país!
Nenhuma divergência política justifica apagar a humanidade de alguém na velhice! Nenhuma condenação autoriza transferir a pena para uma esposa frágil.
Nenhum Estado tem o direito de transformar o fim da vida em castigo!
O que está acontecendo não é só com eles. É um recado perigoso para todos nós:
de que, quando o poder perde limites, ninguém está realmente protegido, nem mesmo na velhice, que tem um Estatuto próprio para justamente protegê-los do que o General e sua esposa estão passando!
Silenciar diante disso é normalizar.
E eu me recuso a achar isso normal!
Temos que condenar o abandono proposital, denunciar, mostrar para os que estão ao nosso lado e ao mundo os absurdos que eles estão vivendo!
LIBERDADE PARA OS PRESOS POLÍTICOS!
ANULEM TODOS OS PROCESSOS!
🇧🇷Nanda Ananias🇧🇷
@ivanildoiii Os fluminenses devem se unir à causa, essa empresa é incapaz de prestar um bom serviço. A energia vai e volta várias vezes por dia, misturado a períodos mais longos sem. Insuportável!