DNS Diable, sobe o Peter, traz o SeTab pra lugar Clozer, temos um resto de 2026 sólido.
Pra 2027 é buscar o Tarzan na LPL e seremos Worlds Champios.
#DNSWin
Isso é comida de paulista.
Toda a comida do interior do Brasil abaixo do sertão e acima dos pampas é em larga medida comida da Paulistânia, área de influência e expansão dos paulistas dos primórdios da colônia até o século XIX.
Os próprios mineiros são em boa parte descendentes biológicos e culturais de paulistas que desbravaram aquelas paragens em busca de ouro e pedras preciosas.
O feijão tropeiro que Minas reivindica é comida de tropeiro paulista que se comia nas estradas entre o litoral e as minas de ouro. O tutu, o virado, o frango com quiabo, a paçoca de carne seca, é tudo variação da mesma matriz que saiu do planalto de Piratininga e se espalhou com os bandeirantes e tropeiros.
Um aspecto irônico disso tudo é que Minas Gerais preservou algumas tradições da Paulistânia melhor que os próprios paulistas, cujas raízes caipiras foram muito diluídas em um dilúvio quase sem precedentes no mundo de imigração e industrialização.
O interior de Minas guardou o que São Paulo esqueceu, mas reivindica de maneira equivocada como exclusivamente seu o que na verdade compartilha com Goiás, Paraná e Mato Grosso.
Como muito do que é paulista, a vitória dessa culinária foi tão absoluta que ela deixou de ser paulista e virou a comida "normal" do Brasil. É o que ocorre com a cultura americana no mundo. O militante diz que os EUA "não têm cultura" enquanto escuta ritmos americanos, come comida americana, se veste como americano e assiste filmes americanos achando que nada disso é americano, que são apenas coisas "normais", sem raízes em lugar nenhum.