Hay actores que fingen llorar en pantalla. Y luego está Emma D’Arcy, cuya entrega es tan absoluta que hasta un moco involuntario termina por convencernos de que no estamos viendo una interpretación, sino una emoción real. Denle el Emmy de una vez.
@robertbitten_ Que marketing asqueroso, não vai mudar literalmente nada nos consoles base.
Dito isso irei jogar no ps5 mas se não fosse por wolverine e god of war laufey era Xbox na cabeça
O Brasil fecha a Fase de Grupos contra a Escócia e pode ter CUPOM INSANO PRA VOCÊS 🇧🇷
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O contato com extraterrestres no cinema quase sempre revela mais sobre nós do que sobre o visitante. Quando a gente coloca lado a lado Dia D (Disclosure Day), do Spielberg, e A Chegada (Arrival), do Denis Villeneuve, fica evidente o abismo que existe entre um filme que fica na superfície e outro que realmente mergulha em questões profundas.
Em Disclosure Day, o alienígena funciona basicamente como um gatilho para o conflito físico e para a perseguição. O filme começa com a possibilidade de discutir dilemas morais e filosóficos sobre a revelação de que não estamos sozinhos, mas logo abandona essa linha. O roteiro prefere focar na fuga do protagonista, nas corporações tentando controlar a narrativa e nas sequências de ação. O questionamento moral fica raso: o “outro” é visto como ameaça, e a resposta da humanidade se resume a medo, controle de informação e poder. Mesmo tendo espaço para explorar o impacto dessa descoberta na sociedade, o filme escolhe não ir fundo e se apoia na estrutura clássica de herói que precisa resolver um problema externo.
Arrival, por outro lado, faz o oposto. O filme usa a linguagem como o verdadeiro motor da história. O roteiro trabalha com a Hipótese de Sapir-Whorf, a ideia de que o idioma molda a forma como pensamos e percebemos o mundo. O grande desafio não é destruir os Heptapods, mas conseguir se comunicar com eles. Aprender o idioma deles não é apenas traduzir palavras, mas mudar a percepção humana sobre a realidade e sobre o próprio tempo.
É nesse ponto que o filme entrega sua discussão mais forte e dolorosa: o tempo não é linear como a gente vive, mas algo mais próximo de um círculo, onde passado, presente e futuro coexistem ao mesmo tempo. Ao desconstruir a linha do tempo de forma inteligente, o filme nos coloca diante de uma pergunta difícil: se você pudesse ver toda a sua vida de uma vez, do começo até o fim trágico e inevitável, você ainda assim escolheria viver ela? Você aceitaria a dor pra poder sentir o amor?
Enquanto Disclosure Day aposta em naves, perseguições e no medo como força motriz, Arrival usa o silêncio e o desconhecido pra nos fazer refletir sobre escolhas humanas. Um filme fica na superfície do espetáculo. O outro transforma o contato alienígena em um espelho da nossa própria existência.
#DisclosureDay #Arrival