Gabarito pra vocês
MVP: Joe Burrow
OPOY: Jamarr Chase
DPOY: Will Anderson
OROY: Jeremiah Love
DROY: Caleb Downs
CPOY: Aaron Donald
COY: Ben Johnson
POTY: Joe Alt
AQUELE POST QUE TODO MUNDO ADORA: PALPITES!
Esses são os palpites da equipe 11ª Jarda para os prêmios desta temporada da NFL.
Qual dos 4 é o mais lúcido? E o mais lunático? Agora é com vocês pra julgar a gente. 🤣 👇
MVP: Patrick Mahomes
OPOY: Patrick Mahomes
DPOY: Myles Garret
OROY: Jeremiah Love
DROY: Brandon Cisse
CPOY: Patrick Mahomes
COY: Andy Reid
POTY: Creed Humphrey
O FUTEBOL AMERICANO PERTENCE AOS DEFENSORES, um texto por @JaguaraoBrasil.
Os Quarterbacks e os jogadores de ataque, desde os primórdios do esporte, foram o centro do jogo: eles são os rostos das franquias, os mais bem pagos, os que levam o crédito quando se ganha um SuperBowl, e também, os mais criticados quando o perdem.
A NFL moderna é construída em torno do ataque: mais passes, mais pontos, mais jardas e cada vez mais espaço para os jogadores ofensivos brilharem.
Porém, existe uma sina, de que não importa o quanto o jogo mude o futebol americano pertencerá aos defensores.
Não porque uma boa defesa necessariamente domine uma partida inteira, mas porque ela pode decidir uma partida em uma única jogada: um sack em uma 3rd down. Uma interceptação no fim do jogo. Um fumble forçado no terço final do campo. Uma quarta descida parada na linha de uma jarda. Uma pick six. São jogadas que podem apagar um jogo todo de domínio ofensivo em questão de segundos. [É por isso que a velha frase “Defense wins championships” continua tendo força.]
Grandes campeões tiveram algo em comum na história da NFL: defesas capazes de aparecer nos momentos decisivos; não é necessário que sejam perfeitas, elas precisam ser capazes de elevar seu nível quando o jogo está em seu ponto mais importante.
Grandes campeões compartilharam uma característica na história da NFL: defesas que se destacam nos momentos mais importantes do esporte; não é preciso que sejam impecáveis, elas precisam ser capazes de elevar seu nível quando o jogo está em seu momento mais nervoso, mais decisivo.
Isso se torna ainda mais claro durante os playoffs.
Um ataque explosivo pode esconder várias questões durante a temporada regular, porque é possível ganhar jogos fazendo 30, 35 ou até 40 pontos. Porém, quando janeiro chega, cada posse assume um peso distinto. Os espaços são menores, os oponentes são mais qualificados e os erros têm um custo muito maior.
Isso acontece porque o futebol americano é muito mais sobre parar o adversário do que você mesmo construir.
E talvez nenhum aspecto represente isso melhor do que o pass rush:
Você pode ter o melhor quarterback da liga, os melhores recebedores e um dos ataques mais criativos da NFL. Mas se o quarterback não tiver tempo para pensar, tudo isso pode desaparecer; um defensor chegando meio segundo mais rápido pode ser a diferença entre um touchdown e uma interceptação.
É por isso que jogadores defensivos, mesmo sem tocar na bola com a mesma frequência que os jogadores ofensivos, conseguem mudar completamente uma partida.
A defesa também cria identidade.
A trajetória da NFL está repleta de casos que confirmam essa noção: O Baltimore Ravens de 2000 pode ser considerado o exemplo mais extremo: uma defesa que concedeu, em média, apenas 10,3 pontos por partida ao longo da temporada e levou a equipe até o título do Super Bowl. No Super Bowl XXXV, essa defesa se destacou ainda mais, restringindo o New York Giants a apenas 7 pontos e forçando quatro turnovers.
Alguns anos depois, a defesa do Tampa Bay Buccaneers em 2002 demonstrou novamente a importância que uma boa defesa pode ter em uma temporada de títulos: com astros como Derrick Brooks, Warren Sapp e John Lynch, esse setor elevou a equipe a um dos principais times da liga. No Super Bowl XXXVII, a defesa foi implacável contra o ataque do Oakland Raiders, efetuando cinco interceptações em Rich Gannon e retornando duas para touchdown.
O Seattle Seahawks de 2013 trilhou uma trajetória similar: A icônica "Legion of Boom", com Richard Sherman, Earl Thomas e Kam Chancellor à frente, compunha uma das defesas secundárias mais imponentes da época. No Super Bowl XLVIII, ao enfrentar o ataque mais poderoso da temporada, a defesa de Seattle não só saiu vitoriosa: dominou completamente. Foram 43 pontos a favor do Denver Broncos, mas o que realmente marcou aquela partida foi a defesa conseguindo segurar Peyton Manning e sua equipe a apenas 8 pontos.
E possivelmente esse é o aspecto mais fundamental: essas equipes não são recordadas apenas por possuírem grandes defesas. Elas são marcadas na memória porque suas defesas moldaram a identidade delas.
Ao nos recordarmos dos Ravens de 2000, a defesa vem à mente. Ao pensarmos nos Buccaneers de 2002, a defesa se destaca. Ao refletirmos sobre os Seahawks de 2013, novamente é a defesa que se evidencia.
No fim, é claro, não existe campeão sem um ataque minimamente competente. Isso não quer dizer que quarterbacks, running backs ou wide receivers sejam menos importantes. É importante reconhecer que em um esporte onde cada posse pode decidir o resultado evitar que o adversário marque pontos pode ser tão valioso quanto fazer pontos.
A NFL moderna pode até ser dos quarterbacks nos meses de setembro, outubro e novembro.
Mas quando janeiro chega, quando o jogo está empatado, faltam dois minutos e o adversário precisa de uma última jogada para continuar, tudo muda.
Naquele momento, não importa quem passou para 5.000 jardas durante a temporada.
É importante quem consegue fazer a última parada.
Porque o ataque pode ganhar jogos. Mas, quando tudo está em jogo, o futebol americano fica com os defensores.