@pizzacomarroz@karlaffalcao Questionar a condenação não exige negar a trama ou relativizar o 8 de janeiro. A questão é outra, se as provas demonstram, além de dúvida razoável, a participação de Bolsonaro nos crimes pelos quais foi condenado e se o processo respeitou plenamente a ampla defesa.
@pizzacomarroz@karlaffalcao Nesse ponto, a crítica é concreta, Flávio já declarou que pretende usar sua força política para anistiar o pai. O que não está demonstrado é que isso lhe daria poder para eliminar os freios institucionais. Intenção declarada não é poder ilimitado.
@pizzacomarroz@karlaffalcao Não digo que o risco é zero. Digo que “ele pode simplesmente fazer uma nova Constituição” não decorre de ter maioria no Congresso. Há procedimentos e limites. O histórico da família é motivo de cautela, mas não prova que os freios institucionais deixarão de existir.
@clerlisot Falar de clima e desastres é legítimo. O problema é usar o medo da pessoa como “porta de entrada” para conduzi-la a uma conclusão política. Se a pauta é boa, deveria convencer pelos fatos e propostas, não pela vulnerabilidade emocional.
@Regesmaia Ele realmente fala em mudar a Constituição. O problema é transformar isso automaticamente em “perpetuação da extrema-direita” e “catástrofe social”. Uma coisa é a proposta, outra é a consequência prevista. Essa segunda parte precisa ser demonstrada.
@pizzacomarroz@karlaffalcao Entendo o argumento, mas “dar os 3 Poderes” ainda é uma conclusão, não um fato. Mesmo com maioria no Congresso, há separação de Poderes, quóruns e limites constitucionais. Dá para discutir riscos concretos sem transformar o pior cenário em consequência inevitável.
@CaritasL Mas “votar 13 é defender direitos fundamentais” também é uma conclusão política. É possível defender esses direitos e discordar de que um determinado candidato seja a melhor forma de garanti-los. O debate deveria ser sobre quais propostas protegem esses direitos e como.
@claritsn Mas aí ainda falta demonstrar a premissa, que o capitalismo necessariamente favorece alguns em detrimento de outros e que qualquer desigualdade ou prejuízo implica fracasso do sistema. Isso é uma definição moral de sucesso, não uma conclusão objetiva sobre todas as sociedades.
@FEsculhambado Entendi, você está falando do 2º turno. Nesse caso, a questão não é haver duas opções, mas chamar Lula de única opção do “campo progressista” como se isso fosse uma classificação objetiva. Isso ainda pode ser discutido pelas posições concretas de cada candidato.
@outcontextlala@YasmimL30530137 Agora ficou mais claro, você não está dizendo que votar na direita define o caráter de alguém. O critério que você usa é consciência + adesão ativa à discriminação. Nesse ponto, acho que nossa divergência ficou bem menor.
@outcontextlala@YasmimL30530137 Sim, apoiar alguém apesar de uma discriminação explícita pode ter dimensão moral. O que questiono é concluir daí que o eleitor tem mau caráter. Uma escolha pode ser moralmente questionável sem definir o caráter inteiro da pessoa.
@artbilliereinh Eu evitaria usar sua sexualidade ou a aposentadoria dela como ferramenta de persuasão. Melhor conversar sobre propostas concretas, quais ela apoia, suas prioridades e os efeitos. Assim você debate ideias sem transformar características pessoais em argumento.
@outcontextlala@YasmimL30530137 A escolha pode, sim, ter uma dimensão moral. Mas daí a concluir “logo, a pessoa tem mau caráter” ainda existe um salto. É preciso demonstrar que ela concorda com aquela discriminação, e não apenas que avaliou outras propostas como mais importantes no voto.
Tem uma diferença enorme entre discordar de uma ideia e achar que quem discorda de você é burro, mau ou desinformado.
Se você precisa desumanizar o outro para defender sua posição, talvez esteja defendendo mais a sua identidade do que a própria ideia.
@jebasmeia@carinabst Concordo que o debate político muitas vezes é ruim, mas dizer que tudo já estaria resolvido se a política fosse “séria” simplifica demais. Existem escolhas reais sobre recursos, prioridades e gestão. Discordar delas não significa necessariamente mentir.
@jebasmeia@carinabst Concordo que direitos básicos devem ser assegurados, mas isso ainda não define qual sistema econômico consegue garanti-los melhor. Dizer que precisam ser assegurados é um princípio, discutir como financiar, organizar e ampliar esse acesso é outra questão.
@jebasmeia@carinabst Você está fazendo uma crítica ao capitalismo, mas ainda precisa demonstrar a relação causal. Privatização, vulnerabilidade econômica e problemas nos serviços públicos são questões diferentes. Dizer que o capitalismo é “o culpado” exige mostrar os mecanismos e as evidências.
@agabils A CPI apontou atraso na compra de vacinas e recomendou indiciamentos, inclusive por crimes. Mas relatório de CPI não é condenação judicial. Dá para falar em responsabilidade política e possíveis crimes sem tratar “assassino” como fato jurídico já comprovado.
@The_DV1@akamitt_ Talvez eu tenha perdido tempo, mas isso é diferente de ter perdido o argumento. Se ela estava fazendo rage bait, problema dela. Eu respondi porque achei a ideia ruim, e não preciso que a outra pessoa leve a discussão a sério para eu poder discordar.