Minha maneira de ver futebol vai estar sempre alinhada com a dele. Diniz ganhou a Libertadores sendo contracultural e isso jamais vai ser apagado por uma sequência de trabalho ruim.
Foi campeão com vários jogadores considerados "perdidos" e "acima da idade". Foi campeão fazendo futebol na gestão de pessoas do jeito que acredita, de forma humanizada e conseguiu levar essa ideia, que vai além do estilo de jogo, para a estrutura do clube. Foi campeão jogando de um jeito que a maioria taxava como errada por ser muito arriscada e por ser fora do convencional. Um futebol subversivo ao senso comum do tatiquismo.
Sempre acreditou demais nas suas convicções e o que seria de um homem sem elas? Mas com convicções podemos estar certos hoje e errados amanhã, o futebol ainda tem viés de produto, de entrega, de gente pagando, e nosso sistema social diz que tudo isso vale mais que a nossa cabeça.
E nós erramos, somos pessoas. Futebol é contexto e contextos mudam, a gente tente ser racional ou não.
Tenho certeza que Fernando Diniz vai seguir mudando e melhorando a vida de muitas pessoas.