@guiamara1 Guilherme, vc poderia me dizer pq o Cruzeiro entrou nessa, sendo que seu patrocínio é um dos de menor valor? Aproximadamente 25% apenas do que arrecada o Flamengo . As bets não contribuem ainda mais para as desigualdades no futebol brasileiro?
@stefano_poke São ruins mesmo. Já dizia isso quando caíram de pau no Tite, como se ele fora o unico culpado, como se entrasse em campo. Péssimo grupo de jogadores com salarios altíssimos. Cruzeiro é muito otario e perdedor, nem sei pq a gente insiste em gostar do Cruzeiro. Só faz mal.
@MercadoLivre O que eu devidamente não gosto no ML são esses influencers. Detesto! Mercado L, cliente gosta é de bons produtos por bons preços, esse povo rico que vc põe na capa só dá ranço .
@antoniorsilvant@geraldoluciano2 Mas que ingenuidade! Ele não vai topar, claro! Tem um contrato maravilhoso no Cruzeiro ( algum louco o ofereceu) e ele vai se sentir nele,como dizem.
Carta aberta ao torcedor do Cruzeiro
De cabeça menos quente, minha sensação hoje é menos sobre uma derrota específica e mais sobre onde o Cruzeiro está.
A frustração é grande porque ficou a percepção de que faltou pouco.
Muito pouco.
Pouco para disputar um título relevante até o fim. Pouco para voltar a colocar uma taça grande no armário. Pouco para transformar uma temporada boa em uma temporada realmente marcante.
E talvez seja justamente isso que mais doa.
Ao mesmo tempo, é também o que me faz continuar acreditando no caminho.
O Cruzeiro ainda está em reconstrução. O percurso é longo, cheio de erros, decisões ruins, tropeços e correções. Mas, para quem consegue olhar além do resultado de uma noite, há sinais muito claros de que o clube voltou a competir em um patamar que há pouco tempo parecia distante.
E é justamente porque voltou a competir que a cobrança também muda de nível.
Agora, olhando especificamente para o jogo, Arthur Jorge errou demais.
Demais.
A leitura foi muito ruim.
Cerca de dez minutos antes de Villalba ser expulso, eu e praticamente todos os amigos de um grupo em que discutíamos o jogo já cobrávamos as saídas dele e do Wesley.
E aqui entra uma convicção que tenho há muito tempo: time é reflexo de técnico.
Há quem fale em “time sem alma”. Eu não gosto muito dessa explicação.
Para mim, a identidade competitiva de uma equipe é construída, em grande medida, pelo seu líder.
“Ah, mas é o perfil dos jogadores.”
Sim.
Mas o treinador também participa da escolha das pessoas com quem trabalha. E, até onde sabemos, Arthur Jorge tem bastante autoridade na montagem desse elenco.
Por isso, quando um time entra sem intensidade, demora a corrigir problemas, reage mal ou parece emocionalmente desconectado do jogo, o treinador não pode ser tratado como mero espectador.
Ele faz parte disso.
Dito isso, não acho que seja caso de demissão.
Primeiro porque treinador bom não está sobrando no mercado. Segundo porque trocar por trocar costuma produzir mais instabilidade do que solução. E terceiro porque ainda vejo mais razões para corrigir o trabalho do que para desmontá-lo.
Mas há uma condição importante.
Arthur Jorge precisa ter humildade para entender o tamanho dos erros que cometeu.
Erro de leitura acontece.
O problema começa quando o treinador não percebe que errou.
Aí o risco deixa de ser o erro de ontem e passa a ser a repetição dele amanhã.
Também consigo enxergar hoje erros da diretoria.
Acho que houve erro nas saídas de Christian e Kaiki Bruno e, principalmente, na reposição dessas perdas.
Tenho dúvidas também sobre a saída do Gabigol com parte do salário ainda subsidiada pelo Cruzeiro.
E há outra pergunta importante: até que ponto essas decisões tiveram a anuência de Arthur Jorge?
Não sei.
Também não sei quanto do problema atual decorre de escolhas ruins de planejamento e quanto foi agravado pelo azar de perder jogadores como Pec e Sinisterra justamente quando o elenco mais precisava de alternativas.
Há erros que hoje parecem mais claros.
Mas também existem variáveis que nós, de fora, simplesmente não conhecemos.
E aqui preciso ser coerente com aquilo que sempre critiquei.
Olhar para trás é errado quando a retrospectiva serve apenas para julgar, condenar e provar que alguém “sabia de tudo”.
Essa é uma das arrogâncias mais irritantes do futebol.
Depois que uma venda dá errado, “era óbvio que não podia vender”.
Depois que uma contratação não funciona, “todo mundo sabia”.
Depois que o elenco fica curto, aparece uma multidão garantindo que já havia previsto exatamente aquilo.
Na maioria das vezes, não havia previsto.
Pelo menos não com a convicção absoluta que aparece depois.
Essa arrogância retrospectiva é muito confortável.
Quando você já conhece o resultado, fica fácil reconstruir a história e fingir que todas as consequências eram evidentes desde o começo.
Não eram.
Agora, usar a retrospectiva para aprender é outra história.
Isso é não apenas correto. É obrigatório para quem quer gerir melhor.
É preciso olhar para trás e perguntar:
Onde erramos?
Foi na decisão? Foi na execução? Foi na reposição? Foi na avaliação de risco? Houve excesso de confiança Algum sinal foi ignorado? Foi azar?
Esse é o uso inteligente da retrospectiva.
Olhar para trás para entender causas, identificar erros e corrigir decisões.
E existe uma diferença enorme entre fazer isso e usar o passado apenas como ferramenta para alimentar o próprio ego e provar que “eu avisei”.
Eu não vou cometer o mesmo erro que tanto critico nos outros apenas porque estou frustrado.
A diretoria precisa rever decisões.
Arthur Jorge precisa rever decisões.
O clube precisa entender onde errou na montagem e na condução desse elenco.
Mas com o objetivo de aprender e melhorar.
Não para disputar esse campeonato imaginário de quem consegue provar que sempre soube de tudo.
E, dito tudo isso, reforço uma coisa importante:
Eu ainda confio no Pedrinho.
Confio nas intenções, na condução e, de maneira geral, nas decisões tomadas até aqui.
Na minha avaliação, há muito mais acertos do que erros nesse processo.
Isso não significa passar pano para decisões equivocadas.
Significa reconhecer uma coisa elementar: cobrar perfeição de qualquer gestão é uma estupidez.
Gestão não se avalia pela ausência de erros.
Avalia-se pelo conjunto, pela direção escolhida, pela qualidade das decisões, pela capacidade de corrigir os próprios erros e pela evolução ao longo do tempo.
E, olhando o todo, continuo acreditando que o Cruzeiro está no caminho certo.
Mas fica o alerta.
Precisamos encurtar esse caminho de reconstrução.
É verdade que, considerando o tamanho do buraco de onde o Cruzeiro saiu, essa reconstrução tem sido razoavelmente rápida.
Só que existe uma diferença enorme entre o tempo da gestão e o tempo do torcedor.
Para quem administra, três ou quatro anos podem representar um ciclo relativamente curto de reconstrução.
Para quem está na arquibancada, sofreu com rebaixamento, dívida, humilhações, medo de desaparecer e anos longe das grandes decisões, cada temporada sem um título relevante parece uma eternidade.
E isso precisa ser compreendido.
A impaciência do torcedor não pode servir de justificativa para destruir tudo a cada derrota.
Mas também não pode ser desprezada como simples irracionalidade.
Há uma história recente muito pesada por trás dela.
Agora é absorver o baque, competir e tentar fechar o ano com dignidade.
Se o Cruzeiro conseguir uma vaga na Libertadores, somando isso ao título Mineiro e à campanha nas demais competições, para mim terá sido um ano digno.
Não perfeito.
Não extraordinário.
Muito menos o ano que gostaríamos.
Mas digno.
E talvez a maior reflexão desta temporada esteja justamente no pouco que faltou.
Porque falta pouco.
Pouco para voltarmos a ganhar um título realmente relevante.
E onde não falta inteligência para analisar futebol sem transformar cada derrota em terra arrasada, dá para perceber isso.
Talvez faltem duas ou três peças.
Talvez mais profundidade em determinadas posições.
Talvez melhores decisões em jogos grandes.
Talvez uma leitura mais rápida do treinador em momentos decisivos.
Talvez um pouco mais de cautela em determinadas movimentações de mercado.
O que não me parece faltar é uma reconstrução completa.
E isso é importante.
Os tropeços não anulam aquilo que venho dizendo há bastante tempo.
O caminho ainda é longo.
Continuará tortuoso.
Haverá erros, derrotas, decisões ruins e momentos em que parecerá que nada está funcionando.
Mas continuo acreditando que o caminho é o certo.
E talvez a maior responsabilidade de quem dirige o Cruzeiro agora seja justamente esta:
entender que, quando falta pouco, os detalhes passam a valer muito.
Falta pouco.
E justamente por isso, daqui para frente, errar pouco passa a ser ainda mais importante.
@caio_warriors Quem vai querer? Nem de graça os outros clubes estão querendo os jogadores do Cruzeiro. Foi um parto emprestar o Wallace pagando quase todo o salário.
@Mtcsouza Mas a imprensa cruzeirense é a primeira a exaltar em prosa e verso o técnico. Até o momento, zero critica. Acredito que se for eliminado para na terça, isso pode mudar.