De forma genuína e obstinada, Rick Azevedo ajudou a mudar a história do Brasil.
Quem diria que um vídeo viral de um balconista de farmácia - esgotado e revoltado - aos poucos inflamaria a sociedade pelo fim da 6x1?
Rick era um jovem de Tocantins na beleza e no caos do RJ.
Se a sociedade o desacreditava e o via apenas como mais um, ele acreditava no que há de mais poderoso: o encontro entre o sonho de prosperidade individual e a identificação da sua realidade com a de seus milhões de pares.
Vendeu sacolé, ralou na beira da praia, trabalhou em casa de família rica, entrou na faculdade, saiu da faculdade, se deprimiu, respirou fundo, deu a volta por cima…
Essa história é comum a tanta gente? É a história de uma geração inteira.
Eis que surge a luta coletiva e o chamado à rebelião contra a superexploração.
Sim, há décadas a esquerda brasileira falava em reduzir a jornada de trabalho, mas falava pra quem?
Rick acertou o alvo e também o método. E vejam, sempre afirmando o que era: classe trabalhadora.
Foi nas redes sociais, na palma da mão e na fixação da atenção, que o Movimento Vida Além do Trabalho floresceu.
Tudo que é meio de luta foi utilizado: panfletagens, atos públicos, paralisações, greves, a articulação parlamentar que proporcionou o encontro com Erika Hilton e o PSOL.
Mas o constrangimento dos políticos e a avalanche digital é que fez o jogo virar. Um novo repertório deve ser descrito no histórico de luta popular a partir dessa experiência.
A opinião pública foi ganha, milhões de curtidas fizeram a diferença, milhares de vídeos, trends e memes explicativos educaram o povo.
As redes sociais são essencialmente o terreno do inimigo, sabemos quem controla o algoritmo. Porém, até aí achamos brechas e agimos sobre as contradições.
O neoliberalismo foi encurralado, a mídia tradicional entrou em choque e a extrema-direita ficou sem argumento.
Mas também existiu constrangimento na esquerda, acomodada com o “possível” na lógica dos acordos de Brasília.
Ousamos. Voltamos a nos conectar com a maioria do povo e a ser um instrumento útil para a classe que queremos representar.
Muitas opinões mudaram até Lula levantar essa bandeira, em maio de 2025, quando a luta mudou de patamar. De lá cá, a história nós já sabemos!
Alguns tentarão ocupar o espaço e roubar a cena. Mas nada teria ocorrido sem o ato inicial: Rick, Erika e o VAT foram a fagulha!
Agora chegou a melhor parte: vamos desfazer a mentira de quem chantageou o povo com a ameaça da quebra generalizada da economia.
A melhor oportunidade de desmoralizar a extrema-direita chegou.
Assim, a chama seguirá acesa e vai ajudar a incendiar o Brasil por novas vitórias pela qualidade de vida do povo trabalhador.
O caminho está aberto! Obrigado, irmão!
@DataFutebol Krl, o bicho é o brabo, o Espectro Patrono do Andaraí, o arquiteto da amarelinha, o Belzebu do Rio da Prata, o Fred Hampton da Amazônia, o Ronaldo Nazário de Tremembé...
Vida longa ao nosso Lion Man!
@Ddraony@AugustoLins77@jornalnota Possui sua singularidade perante isso da cultura que atravessa ele.
Até nisso que ele gosta de sentir "desprazer"...mas aí é papo dele com o analista dele kkkkkk
@Ddraony@AugustoLins77@jornalnota Tô caso já é uma forma que dá pano p manga, quando o Augusto tá falando dele, e jura por Cristo em pé que é só dele que está falando. O quanto estamos inseridos numa cultura e queremos por tudo que é mais sagrado não fazermos parte dela. E também obviamente, o Augusto +
@fabiobass@rodaviva Todo o mundo desenvolvido? Ahn?
Então você está sugerindo que aqui não produzimos ciência, teses críticas, considerações importantes a respeito sobre o avanço tecnológico, ou demais funções que estejam sobre o escopo das universidades?
"Eles são surdos. Não ouvem o que está sendo falado há dez anos".
No #RodaViva desta segunda-feira (27), a psicanalista Maria Cristina Kupfer critica autoridades de saúde da França que desaconselharam a psicanálise como tratamento do autismo.
#TVCultura#SomosCultura#Autismo
@AugustoLins77@Ddraony@jornalnota E talvez aí já tenha algo interessante, pois oq faz uma moda ser construída? Como ela opera no indivíduo e tbm socialmente.
Saca?
Conversas de botecos são maneiras. Tem tomado tua cervejinha ou só anda pelo GymRats? Kkk
Abc!
@AugustoLins77@Ddraony@jornalnota Buenas! Velho, ngm aponta p uma troca de ideias no tt em comparação a uma banca de mestrado. No entanto, quando pessoas se reúnem p expressar suas opiniões, independente do ambiente q seja, há uma aposta na relevância do assunto. Vc mesmo aponta p uma questão de modismo +
Na noite de sexta-feira, o escritor Milton Hatoum tomou posse como imortal na Academia Brasileira de Letras.
Com um discurso que evoca desde Davi Kopenawa até os Racionais MC’s, Milton ressaltou o poder do imaginário da literatura.
O Jornal Nota foi convidado para acompanhar a posse presencialmente e esteve presente na figura do seu editor Luiz Antonio Ribeiro e da sua colaboradora Daleth Costa, para registrar a emoção dos demais membros da Academia: Fernanda Montenegro, Gilberto Gil, Ruy Castro e Ailton Krenak.
Além deles, tivemos também outras presenças ilustres, como Itamar Vieira Junior, Socorro Acioli, Jeferson Tenório e Paulliny Tort, Drauzio Varela, Fátima Bernardes, eu (rs).
De uma noite de muitas emoções, resta o nome de Milton, que agora se torna uma voz em defesa da literatura amazonense e dos ecos da imigração libanesa na Academia, além de uma lembrança constante da causa palestina.
Que bom. A literatura brasileira ganha, cada vez mais, diversidade.
#MiltonHatoum #AcademiaBrasileiraDeLetras #ABL #LiteraturaBrasileira #LiteraturaAmazonense