Lacan e pense gelado são pessoas que se dariam muito bem, ambos odeiam como é cheio de achismo na profissão deles
(Seria o excesso de uso do imaginário do analista o excesso de emulsificante no geladinho?)
nenhuma foto em culto... nenhuma foto fazendo corrida... nenhuma foto em café superfaturado... o mundo está se curando... os jovens estao voltando a ser pentelhos e inconsequentes...
opinião impopular sobre status de relacionamento:
solteira - chique
ficante - podre, infantil, vai crescer
namorando - chiquissimo
noiva - muito muito chique
casada - meh… sei lá… tanto faz.. q seja
divorciada - loba.. chique!
viúva - parem as máquinas. a MAIS chique
A PALAVRA É A M♥RTE DA COISA 🪡
A frase frequentemente associada a Lacan: "A palavra é a morte da coisa" (le mot est le meurtre de la chose), não significa que a linguagem destrua literalmente os objetos.
Ela indica algo mais radical:
✍️🏾Quando nomeamos uma coisa, perdemos a coisa em sua presença imediata.
A criança, antes de aprender a palavra "árvore", encontra uma árvore singular. Sua textura, seu cheiro, sua presença.
Quando aprende a palavra "árvore", aquela presença única passa a ser capturada por um significante.
A coisa entra na ordem simbólica
(🌳)
Em outras palavras:
A palavra faz a coisa existir para a cultura. Mas a palavra também substitui a coisa por um signo.
O que ganhamos em significado, perdemos em presença🪡
Essa formulação vem da forte influência de Hegel sobre o jovem Lacan.
Para Hegel, o nome já é uma negação da coisa singular. Em Lacan, há uma radicalização ao pensar o inconsciente como sendo produzido pelos efeitos dessa linguagem.
O desejo não nasce porque nos falta um objeto. O desejo nasce porque a entrada na linguagem produz uma perda estrutural🪡🧶
Nunca recuperamos a coisa em si. Encontramos apenas significantes, substituições, metáforas, deslocamentos. É por isso que o desejo continua desejando.
✍️🏾♥
Quando digo "amor", já perdi a experiência absoluta do amor.
Quando digo "mãe", a palavra ocupa o lugar da presença.
Quando digo "eu", já estou representado por um significante.
🪡O sujeito lacaniano vive exatamente nesse intervalo entre a coisa e a palavra.
Essa ideia está muito próxima do período do "Discurso de Roma" (Função e Campo da Fala e da Linguagem em Psicanálise, 1953), texto que inaugura o grande retorno de Lacan à linguagem e ao simbólico.
Foi nessa época que Lacan começou a formular os registros Real, Simbólico e Imaginário e a colocar a linguagem no centro da psicanálise🪡🧶
🪡
Formulações que dialogam bem com essa passagem do primeiro ensino dele seriam:
"A palavra mata a coisa, mas é dessa morte que nasce o mundo humano."
"Só perdemos a coisa porque falamos. Mas é por essa perda que desejamos." 🏹