🚨 Luís Miguel Henrique, advogado de Rodrigo Mora, no @Record_Portugal 🚨⬇️
"Há negócios que morrem de morte natural. Outros são assassinados a frio. E há, ainda, aqueles que ressuscitam porque alguém, num gesto de (im)prudência calculada, decide atravessar-se na palavra de um homem.
Ainda que um calhau com dois olhos, emprenhado pelos ouvidos, com a mania que é o “freak da Cantareira” (dixit Rui Veloso) à 2ª feira de manhã, me tenha chamado em direto na TV de “pouco inteligente”, a verdade é que na passada quarta-feira, quando o meu telefone tocou e me fiz à estrada rumo ao Porto, o dossier Rodrigo Mora estava clinicamente morto.
A Roma não confiava no FC Porto. O jogador e a sua família intranquilos estavam e até o próprio Jorge Mendes, não conseguia compreender na plenitude o que então se tinha passado nas anteriores 48 horas.
Três vetores de desconfiança, um só ponto de colisão: a impossibilidade de fechar um acordo que, à luz da teoria dos jogos, era racionalmente inviável.
Depois de uma conversa com o jogador e os seus pais, de algumas chamadas e uma reunião na manhã seguinte com alguém – a quem devo respeito, lealdade e que, até hoje, nunca me faltou à verdade – percebi o que podia unir as partes e, mais importante, o que naquele momento as separava.
Acreditei na palavra dada e o meu compromisso ali foi o de apenas “fazer pontes”, com a expressa garantia que não tinha ido ao Porto para colidir ou litigar (pelo menos naquela fase).
“Atravessei-me” nessa palavra recebida. Garanti a todos que, se as condições do FC Porto fossem atingidas, não haveria novo recuo. Na sexta-feira, foi preciso dar um sinal aos americanos da Roma e a Gasperini: a operação não havia caído. E, no tabuleiro final, foi preciso dar o corpo às balas.
Porque uma novela tem sempre de ter um vilão identificável. E assim, ninguém se atirou a Jorge Mendes – que, apesar de todos os anos salvar clubes de déficits e pré-falências técnicas, continua a ser o bode expiatório preferido – e muito menos a Rodrigo Mora, o mais prejudicado e vulnerável em todo este processo.
A única coisa impensável era Rodrigo ficar mais um ano no FC Porto com este treinador, a ser “morto” aos poucos, sem jogar. O resto foi arquitetura negocial.
Desde 2001, data da minha primeira interação profissional com o FC Porto – na transferência dos gémeos Flávio e Marco Paixão, do Sesimbra para o Dragão –, o clube com quem nunca tive um único momento mais tenso foi precisamente o FC Porto.
Inclui-se aqui a semana passada, em que fui extremamente bem recebido e respeitado, sem nada a apontar. Quem me acompanha na CMTV sabe que, por diversas vezes, referi que, de todos os presidentes que conheci e com quem interagi pessoalmente, aquele que sempre me tratou com maior dignidade e respeito foi Jorge Nuno Pinto da Costa.
Resolvido que está o negócio, apenas me apraz dizer a André Villas-Boas e ao FC Porto: “De nada. Não tem nada que agradecer. Foi um prazer ajudar!”, porque, na prática e no seu final, o FCP faz o negócio que precisava nas condições que me estabeleceu, o jogador tem o que pretende, assim como o seu empresário, a Roma e o seu treinador, bem como Farioli, que de uma cajadada mata dois coelhos. Ou seja, sei que vai soar a autoelogio (que o é), mas melhor resultado era impossível!
Porque, no fim, o que fica não é o valor da transferência, nem os bónus, nem as percentagens de futura venda.
O que fica é a certeza de que, mesmo num mundo onde todos desconfiam de todos, ainda há espaço para a palavra dada. E isso, caros leitores, é mais raro do que um jogador “suplente” de 19 anos que, neste mundo terráqueo, só Jorge Mendes conseguiria vender por 50 milhões de euros."
🚨 Luís Miguel Henrique, advogado de Rodrigo Mora, no @Record_Portugal 🚨⬇️
"Há negócios que morrem de morte natural. Outros são assassinados a frio. E há, ainda, aqueles que ressuscitam porque alguém, num gesto de (im)prudência calculada, decide atravessar-se na palavra de um homem.
Ainda que um calhau com dois olhos, emprenhado pelos ouvidos, com a mania que é o “freak da Cantareira” (dixit Rui Veloso) à 2ª feira de manhã, me tenha chamado em direto na TV de “pouco inteligente”, a verdade é que na passada quarta-feira, quando o meu telefone tocou e me fiz à estrada rumo ao Porto, o dossier Rodrigo Mora estava clinicamente morto.
A Roma não confiava no FC Porto. O jogador e a sua família intranquilos estavam e até o próprio Jorge Mendes, não conseguia compreender na plenitude o que então se tinha passado nas anteriores 48 horas.
Três vetores de desconfiança, um só ponto de colisão: a impossibilidade de fechar um acordo que, à luz da teoria dos jogos, era racionalmente inviável.
Depois de uma conversa com o jogador e os seus pais, de algumas chamadas e uma reunião na manhã seguinte com alguém – a quem devo respeito, lealdade e que, até hoje, nunca me faltou à verdade – percebi o que podia unir as partes e, mais importante, o que naquele momento as separava.
Acreditei na palavra dada e o meu compromisso ali foi o de apenas “fazer pontes”, com a expressa garantia que não tinha ido ao Porto para colidir ou litigar (pelo menos naquela fase).
“Atravessei-me” nessa palavra recebida. Garanti a todos que, se as condições do FC Porto fossem atingidas, não haveria novo recuo. Na sexta-feira, foi preciso dar um sinal aos americanos da Roma e a Gasperini: a operação não havia caído. E, no tabuleiro final, foi preciso dar o corpo às balas.
Porque uma novela tem sempre de ter um vilão identificável. E assim, ninguém se atirou a Jorge Mendes – que, apesar de todos os anos salvar clubes de déficits e pré-falências técnicas, continua a ser o bode expiatório preferido – e muito menos a Rodrigo Mora, o mais prejudicado e vulnerável em todo este processo.
A única coisa impensável era Rodrigo ficar mais um ano no FC Porto com este treinador, a ser “morto” aos poucos, sem jogar. O resto foi arquitetura negocial.
Desde 2001, data da minha primeira interação profissional com o FC Porto – na transferência dos gémeos Flávio e Marco Paixão, do Sesimbra para o Dragão –, o clube com quem nunca tive um único momento mais tenso foi precisamente o FC Porto.
Inclui-se aqui a semana passada, em que fui extremamente bem recebido e respeitado, sem nada a apontar. Quem me acompanha na CMTV sabe que, por diversas vezes, referi que, de todos os presidentes que conheci e com quem interagi pessoalmente, aquele que sempre me tratou com maior dignidade e respeito foi Jorge Nuno Pinto da Costa.
Resolvido que está o negócio, apenas me apraz dizer a André Villas-Boas e ao FC Porto: “De nada. Não tem nada que agradecer. Foi um prazer ajudar!”, porque, na prática e no seu final, o FCP faz o negócio que precisava nas condições que me estabeleceu, o jogador tem o que pretende, assim como o seu empresário, a Roma e o seu treinador, bem como Farioli, que de uma cajadada mata dois coelhos. Ou seja, sei que vai soar a autoelogio (que o é), mas melhor resultado era impossível!
Porque, no fim, o que fica não é o valor da transferência, nem os bónus, nem as percentagens de futura venda.
O que fica é a certeza de que, mesmo num mundo onde todos desconfiam de todos, ainda há espaço para a palavra dada. E isso, caros leitores, é mais raro do que um jogador “suplente” de 19 anos que, neste mundo terráqueo, só Jorge Mendes conseguiria vender por 50 milhões de euros."
@ruisilvaSD17@_ldvc_public É a equipa com mais golden Boys do mundo mas o futuro está hipotecado 🤣
A malta exagera tanto, ver futebol como um big brother dá nisto
Luís Miguel Henrique:
- Braço direito e advogado pessoal de Jorge Jesus desde 2000;
- Amigo e conselheiro jurídico de Jorge Mendes;
- Nomeado como administrador não executivo por CR7 para a administração da CMTV.
Na máfia que é o futebol português este é um dos seus "capos"
O Porto na Supertaça tem um penalti contra que não é assinalado.
O Sporting no primeiro jogo tem um golo limpo que é anulado ao Estrela da Amadora.
O Benfica que se prepare, vai ser mais um ano a lutar contra esta vergonha.