É extremamente danoso à imagem da Justiça, perante o Brasil e o mundo, o enriquecimento de familiares diretos de juízes da corte constitucional do país por meio de contratos obscuros, com valores extraordinariamente acima dos praticados pelo mercado.
A Folha presta um grande serviço ao trazer à luz mais essas informações estarrecedoras. Contudo, erra ao afirmar que “As informações financeiras não mostram irregularidade em relação às aplicações ou ao acúmulo de dinheiro pelo advogado”. Ao contrário do que diz o jornal, as informações apresentadas na matéria sobre valores de remuneração absolutamente incompatíveis com os padrões de mercado da advocacia (inclusive em âmbito internacional), somadas às circunstâncias agravantes da atuação do pai, juiz, em processos bilionários envolvendo empresas investigadas por corrupção e crime organizado, trazem indícios fortíssimos não apenas de “irregularidades”, mas, muito possivelmente, de crimes.
O caso da família de Nunes Marques se assemelha ao gravíssimo caso do contrato de R$ 129 milhões da família de Alexandre de Moraes — ou potencialmente o supera —, que também envolvia empresa corrupta e ligada ao crime organizado, com interesses no Supremo.
É fundamental que a sociedade brasileira exija, incansavelmente, que as instituições responsáveis, como a OAB, o CNJ, o STF, o CNMP, a PGR e o Congresso Nacional, cumpram seu papel e reajam à degradação institucional. É crucial que conduzam não apenas apurações e eventuais responsabilizações nos casos dos ministros Moraes, Nunes Marques e Dias Toffoli e de seus familiares, mas também que liderem um processo abrangente de reformas capaz de resgatar a integridade institucional e impedir o colapso reputacional da Justiça brasileira.
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Lula: “Muita gente achou que eu não ia voltar… o político quando rouba se esconde. Eu não, em vez de me esconder fui pra cima dos acusadores.”
Ou seja: “EU ROBEI E NÃO ME ESCONDI”
Admitiu né ?
Entidades do setor bancário reagem a decisão do TCU que ameaça independência do BC no caso banco Master.
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